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Armazenagem também é destaque no Circuito Aprosoja

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Fortalecimento Institucional

Armazenagem também é destaque no Circuito Aprosoja

Na Região Norte, o “Armazém para Todos” foi o assunto mais debatido pelos produtores rurais

04/08/2021

“Eu sempre digo, venda a colheitadeira, construa um armazém, pague para o vizinho colher para você que no ano que vem você vai ter lucro e pode comprar a colheitadeira de novo”. Esse é o argumento que o produtor rural de Ipiranga do Norte e Presidente do Sindicato, Loinir Gatto, utiliza para convencer os amigos a investirem em armazenagem. O tema também é destaque durante o 15º Circuito Aprosoja, que nesta semana passa pela Região Norte de Mato Grosso.

A campanha Armazém Para Todos é apresentada em vídeo institucional e na apresentação de balanço das ações do semestre realizada pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore. Além disso, são disponibilizados dois totens para realizar simulação de viabilidade economia para construção dos silos.

A associada ao núcleo de Ipiranga do Norte, Alexandra Cossul, que produz em mil e duzentos hectares, já planeja investir em armazenagem. “Às vezes perdemos um dia bom de colheita porque os caminhões ficam parados na fila para descarregar. Agora podemos analisar a viabilidade para investir em um armazém”, pontuou.

Já em Tapurah, o vice-presidente Norte, Elso José Tirloni, explicou que a construção de armazém, faz com que o produtor possa ter mais condições de vender em um momento mais oportuno. “É o que traz autonomia para o produtor rural, com isso podemos vender por um preço melhor”, ressaltou.

O projeto defendido pela entidade enfatiza que o pequeno e médio produtor têm o direito e viabilidade para construir o seu próprio silo. “A produção de grãos no Estado aumentou em mais de 43 milhões de toneladas nos últimos dez anos, mas a capacidade para armazenar os grãos não acompanhou esse aumento. A capacidade estática de armazenagem evoluiu somente 11,8 milhões de toneladas, neste mesmo período”, lembrou Cadore.

Segundo dados do Instituto de Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Mato Grosso precisa ampliar a sua capacidade estática para 125 milhões de toneladas até 2030. Para alcançar a meta, precisaria ter uma taxa de crescimento anual da capacidade de armazenagem na ordem de 22,9%.

“Hoje já está mais do que provado que ter um armazém dentro da propriedade é viável e traz benefícios para o produtor. O IMEA ajudou a elaborar esse projeto e acredita que essa temática é importante”, relata o superintendente do IMEA, Daniel Latorraca, que acompanha o Circuito na Região Norte.

Quem já possui armazém atesta a importância da construção dos silos. O produtor Loinir Gatto fez o investimento na sua propriedade e já está vendo a produção de grãos rendendo e gerando mais lucros. “É totalmente viável”, finalizou.

15º Circuito – O Circuito Aprosoja de 2021 já passou por Cláudia, Sinop, Feliz Natal, Sorriso, Ipiranga do Norte e Tapurah. E ainda vai percorrer os núcleos de Porto dos Gaúchos, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.

Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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MACRO/CEPEA: Inflação em 2021 está menos associada aos choques de oferta e aos preços de alimentos

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Cepea, 17/09/2021 – Em 2020, a inflação dos alimentos (de 14,1%), influenciada sobretudo pela disparada do dólar, foi três vezes maior que a inflação oficial ao consumidor, medida pelo IPCA (de 4,52%). Já em 2021, a inflação, turbinada pelo aumento da expectativa de inflação, caminha para ser elevada, ao passo que o ritmo de avanço no preço dos alimentos está menor – com esses demonstrando certa estabilidade, em patamar elevado.

Segundo análise divulgada hoje pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em 2020, os preços dos alimentos foram influenciados fortemente pelo dólar, que acarreta, especialmente, em elevação dos custos de produção e que favorece as exportações do agronegócio. Pesaram também na alta dos preços dos alimentos em 2020 as mudanças nos padrões de consumo associadas à pandemia, o timing e o montante bastante alto da transferência pública de renda (auxílio emergencial), os desarranjos das cadeias produtivas, problemas climáticos e a elevação dos preços internacionais das commodities. 

Para 2021, apesar da certa estabilidade nos preços dos alimentos, estes permanecem elevados. De um modo geral, os destaques das quedas de preços nos oito primeiros meses deste ano são para arroz, óleo de soja, batata, tomate e feijão carioca. No caso das carnes, o movimento segue sendo de alta, mas de forma menos intensa. Por outro lado, o açúcar tem se valorizado com força, assim como fubá e mandioca. Nestes casos, pesquisadores do Cepea ressaltam que problemas climáticos reduziram o volume estimado de produção – especialmente de cana, café, milho e feijão –, além de terem prejudicado as pastagens. Com isso, os preços das carnes também foram influenciados pelo lado dos insumos – grãos, basicamente – e diretamente pelo clima. Ainda, a exportação do agronegócio até 15% maior do que em 2020 sinaliza para sustentação no custo da alimentação.

Quanto à inflação geral, em 2021, vem sendo turbinada pelo aumento – como mostra a pesquisa Focus, do Banco Central – da expectativa de inflação. O Banco Central se viu na necessidade de iniciar uma escalada nos juros. O aumento das expectativas é altamente preocupante, pois tende a provocar overshooting (aumento mais do que proporcional) da inflação.

A desancoragem das expectativas pode ser atribuída à percepção dos agentes de mercado de que a credibilidade do Banco Central não seria suficiente para conter a alta de preços provocada pelos problemas nas cadeias produtivas domésticas e pela alta dos preços internacionais, mas, principalmente, pela aceleração, fora do controle, do dólar em 2020. Essa alta da moeda norte-americana (e permanência em nível muito elevado) no Brasil foi e é, em grande medida, devida ao aumento do risco-país em vista da insegurança decorrente do comportamento imprevisível das instituições – envolvendo os três poderes da República – cujos embates afastam os investidores estrangeiros. Mesmo o investimento por brasileiros fica limitado, como indicam os dados do IBGE.

Não está claro, no horizonte de médio prazo, como e quando esse quadro nefasto será superado.  As normalizações do dólar e dos juros ficam na dependência de uma reviravolta institucional que aumente a segurança e reduza os custos de fazer negócios no Brasil.

Pesquisadores do Cepea indicam que, como consequência, percebe-se que o processo de aceleração inflacionária de 2021 é menos associado aos choques de oferta e desarranjos das cadeias produtivas – que permanecem, é claro – e mais relacionado à uma agressiva difusão da alta de preços para os diversos setores econômicos da economia doméstica. Os agentes procuram elevar – na medida que a recessão permite – seus preços, tendo em vista tanto a recomposição devido à alta passada da inflação como também preventivamente diante das expectativas de alta que, assim, vão se confirmando. Esse processo é consequência do quadro institucional problemático que campeia no Brasil. A elevação dos juros é a única arma disponível ao setor público, mas tem elevados custos sociais (desemprego e queda de renda) e financeiros (aumentos do custo da dívida pública) e econômicos (desestímulo ao investimento e ao consumo de duráveis). Ademais, o efeito dos juros altos sobre o controle da inflação é tipicamente demorado, demandando recessão forte e prolongada – até vários anos – antes que surta o efeito desejado.

Num quadro de inflação alta e renitente maior agilidade e eficiência em programas de médio prazo (e não improvisados) de transferência de renda são imprescindíveis para que não recaia sobre os mais pobres os custos da incompetência das instituições de agirem harmonicamente e promoverem as reformas de que o Brasil tanto necessita para um futuro com mais renda e menor pobreza e desigualdade.

Fonte: CEPEA

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IPPA/CEPEA: Influenciado especialmente por geadas, IPPA/CEPEA avança em agosto

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Cepea, 17/09/2021 – Em agosto, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) avançou 2,7%, em termos nominais, frente a julho de 2021. Os índices de todos os grupos de produtos registraram alta no mês, com destaque para o IPPA-Hortifrutícolas, de 6,6%; seguido pelo IPPA-Cana-Café, de 4,5%; pelo IPPA-Grãos, de 3,1%; e, por fim, pelo IPPA-Pecuária, de 1,1%. Entre os hortifrutícolas, houve forte elevação no preço médio da batata, que teve a sua colheita limitada na maioria das regiões, como efeito direto das geadas. De forma semelhante, a geada prejudicou a oferta de banana, que apresentou perda da qualidade dos cachos, e de uva, ao retardar a sua maturação para a colheita, fazendo com que os seus preços médios reagissem. O fenômeno climático foi responsável, também, por trazer prejuízos às lavouras de café, fazendo com que o preço médio subisse com força em agosto. O preço médio da cana-de-açúcar, por sua vez, apresenta aumento consecutivo desde janeiro. Entre os grãos, os preços médios de todos os produtores registraram incrementos nominais em agosto. Na pecuária, por fim, com exceção do boi gordo, os preços médios dos demais produtos registram alta nominal, em especial, dos ovos, cuja oferta foi limitada pelo descarte das poedeiras e a demanda, impulsionada pelo retorno às aulas e pela mudança do padrão de consumo da população. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, caiu 0,14% – logo, de julho para agosto, os preços agropecuários subiram frente aos industriais da economia. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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