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Internacional

Argentina prorroga quarentena obrigatória até 28 de junho

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O governo da Argentina estendeu, mais uma vez, a quarentena social, preventiva e obrigatória no país. A medida, decretada no dia 20 de março, continuará valendo até 28 de junho, mas com flexibilizações. Saídas noturnas para prática de caminhadas e participação em reuniões de até 10 pessoas serão autorizadas em algumas cidades.

O presidente Alberto Fernández explicou que algumas cidades do país passarão do “isolamento”, fase em que todos (exceto os trabalhadores de atividades essenciais) deveriam ficar em casa, para uma fase de “distanciamento”.

“Podem circular, trabalhar e realizar suas atividades, desde que mantenham a distância de 2 metros. Todas as atividades que reabrem devem ser reorganizadas para atender a essa regra. As empresas e indústrias devem garantir o distanciamento social”, afirmou.

Na Argentina, as regras variam nas diferentes regiões, de acordo com a situação epidemiológica de cada uma. Em Buenos Aires, epicentro da doença no país, as regras mudarão muito pouco, e a quarentena peemanecerá vigente. Em 18 cidades, o isolamento dará lugar à livre circulação, sempre respeitando o distanciamento físico entre as pessoas.

A razão para a flexibilização é que, desconsiderando a capital, o restante  do país tem uma taxa de duplicação de contágios de 43,8 dias, ou seja, a cada 43 dias, o número de casos dobra. Caso se considere também a Grande Buenos Aires, a taxa é de 15,5 dias.

“Estamos dando um novo passo que ajuda a agilizar a economia e a retomar as atividades normais. Vamos continuar ajudando a população a lidar com esse momento. Ajudamos e seguiremos ajudando”, disse ao presidente, ao lembrar que agora vem o segundo pagamento do IFE (Ingresso Familiar de Emergência), que atingirá 9 milhões de pessoas. Ele lmbrou que continua a colaboração com a Assistência ao Trabalho e à Produção (ATP), que, em 99% dos casos, beneficia pequenas e médias empresas.

O Ingresso Familiar de Emergência é para trabalhadores formais e informais, na faixa de 18 a 65 anos, que ficaram sem receber recursos por causa da interrupção de suas atividades econômicas. A  Assistência ao Trabalho e à Produção consiste no pagamento de até 50% dos salários dos empregados de todas as empresas que estão sendo afetadas pela crise econômica decorrente da covid-19.

Eventos públicos e privados, cinemas, teatros, clubes, centros culturais, atividades turísticas e transporte público interurbano continuarão proibidos, exceto o transporte para trabalhadores essenciais. Não há ainda previsão de retorno às aulas.

O prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, afirmou que o comportamento das pessoas será analisado diariamente. “Hoje estamos em um alto nível de contágio, mas relativamente achatado nas últimas semanas”, disse. “Devemos estar cientes de que viveremos com avanços e retrocessos na flexibilização, porque essa não é uma ciência exata.”

O Ministério da Saúde da Argentina informou ontem (4) que, nas últimas 24 horas, foram registradas 25 mortes e 929 novos casos positivos de coronavírus. O país tem 20.197 casos confirmados e 608 mortes.

 

 

 

Marieta Cazarré 

Agência Brasil

EBC – Empresa Brasil de Comunicação

+ 598 096 438 081

Edição: Nádia Franco

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Internacional

Conflitos entre Armênia e Azerbaidjão ameaçam estabilidade no Cáucaso

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Confrontos entre a Armênia e o Azerbaidjão eclodiram neste domingo (27) sobre a volátil região de Nagorno-Karabakh, reacendendo preocupações com a instabilidade na Região Sul do Cáucaso, corredor de dutos que transportam petróleo e gás para os mercados mundiais.

Houve relatos de mortes em ambos os lados, que travaram uma guerra na década de 1990. A Armênia e Nagorno-Karabakh, uma região separatista que fica dentro do Azerbaijão, mas é governada por armênios étnicos, declararam lei marcial e mobilizaram suas populações masculinas.

A Armênia disse que o Azerbaidjão realizou um ataque aéreo e de artilharia Nagorno-Karabakh. O Azerbaidjão disse que respondeu ao bombardeio armênio e que tomou o controle de até sete vilas, o que Nagorno-Karabakh negou.

Os confrontos provocaram uma onda de movimentos diplomáticos buscando evitar um novo aquecimento do conflito de décadas entre a Armênia, de maioria cristã, e o Azerbaidjão, principalmente muçulmano, com a Rússia pedindo um cessar-fogo imediato e o papa Francisco liderando os apelos por negociações.

Dutos que transportam petróleo e gás natural do Mar Cáspio do Azerbaijão para o mundo passam perto de Nagorno-Karabakh. A Armênia também alertou sobre os riscos à segurança no sul do Cáucaso em julho, depois que o Azerbaidjão ameaçou atacar a usina nuclear da Armênia como possível retaliação.

Nagorno-Karabakh se separou do Azerbaidjão em um conflito que eclodiu com o colapso da União Soviética em 1991.

Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em 1994, depois que milhares de pessoas foram mortas e muitas outras deslocadas, o Azerbaidjão e a Armênia freqüentemente se acusam de ataques em torno de Nagorno-Karabakh e ao longo da fronteira azeri-armênia.

Nos confrontos deste domingo, ativistas da direita armênia disseram que uma mulher e uma criança de etnia armênia foram mortas. O Azerbaidjão relatou a morte de um número não especificado de civis. Nagorno-Karabakh negou uma notícia segundo a qual 10 de seus militares foram mortos.

A Armênia disse que as forças azeris atacaram alvos civis, incluindo a capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, e prometeu uma “resposta proporcional”.

“Permanecemos fortes ao lado de nosso exército para proteger nossa pátria mãe da invasão azeri”, escreveu o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan no Twitter.

O Azerbaidjão negou uma declaração do Ministério da Defesa da Armênia afirmando que helicópteros e tanques azeris foram destruídos e acusou as forças armênias de lançarem ataques “deliberados e direcionados” ao longo da linha de frente.

“Defendemos nosso território, nossa causa é justa!” disse o presidente do Azerbaidjão, Ilham Aliyev, em um discurso à nação.

Diplomacia internacional

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, cujo país atuou como mediador entre as ex-repúblicas soviéticas da Armênia e do Azerbaidjão, falou por telefone com os ministros das Relações Exteriores da Armênia, Azerbaidjão e Turquia.

A Turquia disse que a Armênia deve cessar imediatamente o que diz ser hostilidade ao Azerbaidjão, uma vez que isso “jogará a região no fogo”. O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse no Twitter que Ankara continuará a mostrar solidariedade ao Azerbaidjão.

Erdogan exortou o povo armênio a “assumir o controle de seu futuro contra sua liderança que os está arrastando para a catástrofe e aqueles que os usam como fantoches”.

A França também exortou as partes a encerrarem as hostilidades e reiniciarem imediatamente o diálogo.

O Papa apelou à Armênia e ao Azerbaidjão para que resolvam suas diferenças por meio de negociações, dizendo que estava orando pela paz.

Pelo menos 200 pessoas foram mortas em um recente reaquecimento do conflito entre a Armênia e o Azerbaidjão, em abril de 2016. Mas há tensões frequentes e pelo menos 16 morreram em confrontos em julho.

*Reportagem adicional de Tuvan Gumrukcu, em Ankara

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Internacional

Covid-19 atinge marca de 1 milhão de mortes em todo o mundo

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Covid-19
Foto: Eduarda Esteves/iG

Confira os números da Covid-19 nos países mais afetados

O mundo atingiu hoje (27) a marca de 1 milhão de mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). São mais de 33 milhões de casos confirmados até o momento, sendo que 7,6 milhões estão ativos.

Os Estados Unidos têm os números mais altos da pandemia, tanto em contaminações quanto mortes. São 7,2 milhões de infectados e 209 mil óbitos causados pela doença. O segundo país mais afetado pela pandemia é o Brasil, onde 4,7 milhões de pessoas testaram positivo e 141 mil morreram. A Índia tem 5,9 milhões de casos e  94 mil mortes, enquanto o México registra 726 mil casos e 76 mil óbitos. 

Segundo o levantamento do Worldometer , plataforma que compila os dados da Covid-19 em todo o mundo, há 65 mil pacientes internados em estado grave neste momento. 

Fonte: IG Mundo

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