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Internacional

Argentina aprova lei de emergência alimentar até 2022

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O Senado da Argentina aprovou ontem (18) a lei que prorroga até dezembro de 2022 a emergência alimentar no país, o que significa um aumento de 50% dos recursos destinados à segurança alimentar, no valor de aproximadamente 8 bilhões de pesos (135 milhões de dólares).

Na semana passada, a Câmara já havia aprovado o projeto de lei, por unanimidade, com 222 votos a favor e uma abstenção. Ontem, no Senado, não foi diferente e a lei foi aprovada por unanimidade.

A emergência alimentar está vigente no país desde 2002, um ano após a pior crise que a Argentina enfrentou este século.

Segundo a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO), segurança alimentar é a forma de garantir condições de acesso a alimentos básicos e de qualidade, “contribuindo para uma existência digna, em um contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana”. Atualmente, o abastecimento de alimentos é considerado estratégico para a preservação dos interesses de cada país e o conceito passou a ser tratado como questão de segurança nacional, de acordo com o organismo.

Crise

Agora, o país enfrenta novamente uma profunda crise econômica e social. Em 2018, a pobreza no país atingiu 32% das pessoas; os sem-teto já eram 6,7% da população. Estima-se que final de 2019, os valores possam chegar a 38% e 10%, respectivamente. A inflação, que é uma das mais altas do mundo, deve chegar este mês a 6% e este ano a 55%.

A crise piorou após as eleições primárias, em agosto, quando a chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner conquistou 47%, mais do que os 45% necessários para que ganhem as eleições gerais em primeiro turno. Macri, que é candidato à reeleição, obteve 32% dos votos.

Com o resultado das eleições, o dólar disparou e o risco-país aumentou. Para aliviar o bolso dos argentinos, Macri anunciou, ainda em agosto, o congelamento por 90 dias do preço da gasolina, bônus salarias para os trabalhadores, aumentos nas ajudas sociais e descontos nos impostos.

Reajuste

No entanto, apesar de ter anunciado que manteria o preço da gasolina congelado, ontem (18) o governo autorizou um reajuste de 4%. Representantes do setor, disseram que o aumento “é permitido” dentro do congelamento e alertaram que os preços ainda estão defasados em 25%. Além disso, foi estabelecido um aumento de 5,58% no preço do barril para os produtores de petróleo na Argentina.

O Ministério da Fazenda afirmou que a medida se fez necessária após os ataques aéreos a uma refinaria na Arábia Saudita, quando os preços internacionais do petróleo dispararam.

O congelamento está válido até 12 de novembro. Após essa data, as companhias de petróleo poderão determinar os valores novamente sem intervenção oficial. O governo não descarta continuar fazendo correções.

Edição: Maria Claudia

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Internacional

Murilo Bon Meihy é o entrevistado do iG desta quinta-feira (13)

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ig
IG Último Segundo

Live com especialista vai discutir a explosão no Líbano e as reviravoltas políticas no país

O iG transmite  entrevista ao vivo nesta quinta-feira (13) às 17h com Murilo Bon Meihy, professor, historiador e especialista no Líbano. A live será transmitida pelo  Facebook e pelo  YouTube  do iG.

Esta será a primeira edição do projeto  Último Segundo Em Cima do Fato,  série de entrevistas ao vivo em que repórteres do iG conversam com comentaristas sobre os fatos mais relevantes do noticiário.

Bon Meihy ministra História Contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Estudos Árabes e Islâmicos pela Universidade Autônoma de Madrid, doutor em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo e realizou seu pós-doutorado no Líbano,  pela American University of Beirut, em 2018.

Durante a live, os internautas podem interagir e enviar perguntas ao entrevistado.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Espanha proibirá que pessoas fumem nas ruas para conter Covid-19; entenda

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bitucas de cigarro
Pixabay

Fumantes são capazes de expelir gotículas que podem estar contaminadas com a Covid-19


A partir da próxima quinta-feira (15), fumar nas ruas de Galícia, uma comunidade ao noroeste da Espanha, será proibido. O motivo: conter a disseminação da Covid-19 , que voltou a crescer no país. A Catalunha, outra região do país, já havia proibido o consumo de bebidas alcoólicas na rua .


A ordem deve valer para locais onde não é possível manter distanciamento social entre pessoas. Pode valer para vias públicas ou em terraços de bares.

Essa medida nunca foi adotada pelo país em nenhum outro momento. Dessa maneira, o governo tenta conter o aumento da taxa de contágio do novo coronavírus .

A proibição foi requisitada pela Sociedade Espanhola de Epidemiologia, que afirmou que, ao fumar, pessoas contaminadas ou que são assintomáticas podem expelir gotículas infectadas . Isso vulnerabiliza o ambiente para outras pessoas.

Entre outra maneira de tentar mapear a Covid-19, o governo da Galícia pretende ampliar a capacidade de realização dos testes RT-PCR, capaz de confirmar a doença.

Fonte: IG Mundo

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