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Apple vai ter que indenizar advogado por iPhone 12 roubado e invadido

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Loja da Apple em Londres
Divulgação/Apple

Loja da Apple em Londres

A Apple foi condenada a pagar uma indenização de R$ 5 mil por danos morais a um proprietário de iPhone 12 que teve seu celular roubado e invadido por criminosos. A decisão é do 4º Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Consta no despacho que a vítima comprovou que ladrões furtaram seu iPhone e o invadiram mesmo sem a senha, burlando inclusive o Face ID — biometria facial usada por gadgets da Apple.

Vítima teve iPhone 12 roubado e prejuízo de R$ 70 mil

A vítima é o advogado Sergio Araujo Nielsen, que atuou em causa própria no caso. Segundo ele, os criminosos que furtaram seu iPhone 12 conseguiram desbloquear o aparelho mesmo sem a senha ou com reconhecimento facial.

Após terem acesso ao menu do celular, os ladrões desativaram o aplicativo usado para rastrear aparelhos da Apple — possivelmente o “Buscar”, padrão para os produtos Apple — e usaram dados do advogado para realizar transações bancárias no valor de R$ 70 mil. Nielsen informou ao TJES que o valor roubado já foi ressarcido pelos bancos, após ficar comprovado que as transações eram fraudulentas.

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Com isso, a vítima pede indenização por danos morais por considerar “não ser razoável que um aparelho de celular da marca do requerido [Apple] e que custa aproximadamente R$ 6.000 (seis mil reais) não ofereça o mínimo de segurança aos consumidores”. Ainda segundo a vítima, o dispositivo foi furtado com a tela bloqueada, ou seja, os criminosos não poderiam invadi-lo, a não ser que descobrissem a senha ou usassem o Face ID.

Juíza cita CDC e afirma que houve “falha de segurança”

A juíza leiga Laíra Riani Britto decidiu a favor da vítima, ao determinar que a Apple pagasse uma indenização de R$ 5 mil. Na análise do caso, a magistrada enquadrou a relação entre Nielsen e a Apple no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Desta forma, a fabricante do iPhone 12 seria responsável por indenizar o cliente por eventuais danos, independentemente da existência de culpa.

Para a juíza, ficou demonstrado que os criminosos entraram no aparelho da vítima sem o fornecimento de senha ou uso biometria facial. Na decisão, Britto aponta: “Tal fato deixa demonstrada a fragilidade do sistema do aparelho de celular, sendo forçoso o reconhecimento do pedido inicial, já que para todas as funcionalidades alteradas pelos criminosos, necessário ao menos utilização de senha pessoal”.

Mesmo se Nielsen não tivesse seguido os passos recomendados pela Apple para instalar todas as medidas de segurança em seu iPhone 12, a juíza alega que o caso envolve a facilidade dos criminosos em acessar dados do cliente, e não sobre quais medidas ou não foram tomadas pelo consumidor para proteger o celular.

Quanto aos danos morais, a juíza deu razão à vítima pelo porte da Apple, considerando a “falha de segurança” apresentada por um de seus celulares. Ela também menciona o transtorno causado pelo roubo do iPhone 12: “Ademais, os fatos ultrapassaram o mero dissabor, já que mediante o acesso aos dados do Autor houve a transferência de mais de R$ 70.000,00 da conta bancária do Requerente, situação que indubitavelmente causou inquietação, ansiedade e apreensão até ser resolvida pela instituição financeira.”

Vale ressaltar que Sergio Araujo Nielsen é advogado e foi nomeado como membro da Comissão de Juizados Especiais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Espírito Santo, em 28 de julho de 2020.

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Claro tem melhor internet móvel, enquanto Vivo lidera fixa, diz estudo

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Pessoas com celulares em mãos
Bruno Ignacio

Pessoas com celulares em mãos

Um levantamento feito pela consultoria norte-americana Ookla mostra que a Claro tem a maior velocidade de internet móvel no Brasil. A empresa mantém a liderança em relação ao ano anterior, com 71,16 Mbps de velocidade em celulares.

O valor é muito superior à segunda colocação, ocupada pela Vivo (31,9 Mbps). TIM (28,2 Mbps) e Oi (21,64 Mbps) completam o ranking entre as maiores operadores de internet móvel do país.

Considerando a entrada do 5G no Brasil, o ranking se altera, mas a Claro ainda mantém a liderança. A operadora tem performance de 71,1 Mbps, enquanto a TIM tem 56,2 Mbps e a Vivo registrou 55,9 Mbps.

A pesquisa ainda colocou a Vivo na liderança em internet fixa. Segundo a Ookla, a empresa oferece 105,4 Mbps de velocidade, o melhor índice no Brasil.

A Oi está segundo e a Claro na terceira colocação. Ambas possuem 99,62 Mbps e 98,44 Mbps registrados, respectivamente.

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Considerando a latência, a TIM ocupa o menor índice em telefonia móvel, com 27 milissegundos. Claro (28 ms), Vivo (30 ms) e Oi (32 ms) aparecem nas colocações abaixo. Já em internet fixa, a Oi registou o melhor índice, com 4 ms. Vivo (5 ms) e Claro (12 ms) completam o ranking.

Queda de posição

Com os resultados apurados pela consultoria, o Brasil caiu duas posições no ranking de melhor rede de internet móvel do mundo. O país ocupava a 76ª em 2020 e, agora, ocupa a 78ª. O levantamento considera a rede de 138 países.

No quesito rede fixa, o Brasil está melhor posicionado. A média do país, segundo o levantamento, foi de 85 Mbps, o que nos coloca na 35ª posição no ranking mundial.

Brasília tem a melhor internet

A Ookla divulgou ainda um levantamento sobre a rede de internet nas capitais brasileiras. Brasília obteve melhor resultado tanto em internet fixa (105 Mbps) quanto em móvel (35 Mbps).

Já São Paulo, considerada a cidade mais tecnológica do país, ocupa a quarta posição em internet móvel (26,12 Mbps) e a sexta em internet fixa (93 Mbps). O Rio de Janeiro se colocou na terceira posição em rede móvel (26,23 Mbps) e na oitava colocação em fixa (89 Mbps).

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Instagram mira em OnlyFans e libera assinaturas pagas para criadores

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Instagram mira em OnlyFans e libera assinaturas pagas para alguns criadores
Felipe Vinha

Instagram mira em OnlyFans e libera assinaturas pagas para alguns criadores

O Instagram está testando modelos de assinaturas pagas em algumas contas nos EUA, no melhor estilo “OnlyFans”, e espera poder expandir a possibilidade para mais criadores em breve. A novidade está presente nos aplicativos de Android e iOS, permitindo que o usuário pague para assinar e consumir conteúdo exclusivo, em três possibilidades distintas.

De acordo com o Instagram, o criador pode decidir seu preço na hora de ativar o botão de assinatura. A partir daí o usuário tem a possibilidade de consumir três tipos de conteúdo exclusivo:

  • Lives exclusivas para inscritos pagos;
  • Stories que só podem ser vistos por quem assinar o perfil, com Sticker exclusivos;
  • Insígnias que ficam ao lado do nome da pessoa que comenta no perfil ou envia mensagem no inbox do criador.

O serviço é similar ao já existente no Facebook , que também deixa que usuários assinem páginas de criadores e contribuam com dinheiro. Na rede azul há alguns requisitos para ter o botão de inscritos: ter 10 mil seguidores, 600 mil minutos de vídeos vistos e ao menos cinco vídeos ativos na página.

Ainda não se sabe quais serão os requisitos para ter o botão de inscritos no perfil do Instagram, nem mesmo quando ele será liberado para um número maior de usuários.

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Quem tem acesso no momento?

Um grupo de 10 influenciadores nos Estados Unidos já contam com o botão de inscrição paga. São pessoas com números de seguidores variáveis – de 60 mil a 500 mil – e também de assuntos diversos.

Alan Chikin Chow, por exemplo, é um ator e escritor asiático. As atletas Jordan Chiles e Sedona Prince também fazem parte do seleto grupo. Outros presentes são Lonnie IIV, Don Allen Stevenson III, Bunny Michael, Jack Jerry, Elliott Norris, Kelsey Cook e Aliza.

Curiosamente, ao entrar nestes perfis aqui do Brasil, nem mesmo o botão de inscrição está disponível, caso o usuário queira testar para ver como funciona. Resta mesmo aguardar para ver se e quando será liberado por aqui.

Outro detalhe que pode passar batido é que, segundo um dos criadores participantes, Elliott Norris, todo o dinheiro arrecadado pela assinatura vai para o dono do perfil, sem uma porcentagem dividida com o Facebook ou Meta. Norris comentou a respeito ao responde a pergunta de um fã brasileiro. Não se sabe se isso ainda é apenas durante a fase de testes ou se vai funcionar desta forma também quando o produto for lançado para o público geral.

Com informações: 9to5Mac .

Instagram mira em OnlyFans e libera assinaturas pagas para alguns criadores

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