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Após violência na USP, Weintraub diz ter nojo de nazistas: “Gritem heil Lula!”

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Ministro da Educação Abraham Weintraub arrow-options
Arquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministro da Educação Abraham Weintraub

Um homem e uma mulher disseram ter sido agredidos após sair de um debate sobre o Escola Sem Partido na faculdade de direito da USP, em São Paulo, na noite desta segunda-feira (14). O ministro da Educação, Abraham Weintraub, comentou o ocorrido nesta manhã e disse ter “nojo de nazistas”. 

“Tenho NOJO de nazistas! A USP é de TODOS, sendo paga com o ICMS dos Paulistas! Esse episódio me lembra a lista que fizeram para marcar os calouros judeus, evangélicos e liberais! Dado que a bandeira deles já é vermelha, coloquem logo uma suástica e gritem: SIEG HEIL! HEIL LULA!”, escreveu Weintraub ao compartilhar uma publicação sobre o caso em sua conta do Twitter, nesta terça-feira (15). 



André Almeida e uma mulher que não foi identificada, integrandes do movimento conservador, afirmam ter saído da universidade durante o debate do  Escola Sem Partido  para ir a uma lanchonete, quando um grupo de 4 ou 5 pessoas começou a agredi-los com socos e chutes. 

Para falar a favor do Escola Sem Partido, estavam presentes Miguel Nagib, criador do projeto, e o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP). Para falar contra, Gustavo Bambini e Nina Ranieri, ambos professores da USP. 

Leia também: Enem na boca dos governantes: o que Bolsonaro e ministros disseram sobre a prova

André diz acreditar que um dos suspeitos seja estudante da universidade. “Eu vi aqui. Reconheço ele se eu vir”, afirmou à Folha de S.Paulo . No entanto, os agressores ainda não foram identificados.

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Nacional

Vaquinha para ajudar motoboy que sofreu racismo em SP já arrecadou R$ 100 mil

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Matheus Pires
Reprodução/redes sociais

Matheus foi humilhado após atraso na entrega de um cliente

O motoboy Matheus Pires viu sua popularidade crescer após sofrer um episódio de violência e descriminação. O vídeo, que mostra uma discussão entre o rapaz e um cliente de serviço de delivery para o qual trabalha Matheus, indignou internautas que identificaram crime de racismo cometido contra o rapaz. No vídeo, é possível ouvir o cliente dizer que o entregador teria “inveja da sua cor”. 

Após a repercussão das imagens, uma vaquinha virtual com o objetivo de oferecer suporte financeiro ao motoboy de 19 anos durante a pandemia foi criada. A adesão foi tão grande que, em apenas dois dias, a meta de R$ 65 mil já foi batida e ajustada para R$ 150 mil. Matheus, que trabalhava como social media, precisou vender o computador – seu instrumento de trabalho – para pagar as contas da casa.

Inicialmente, a vaquinha foi criada para oferecer suporte para que o rapaz volte à profissão antiga. Com a nova meta, o objetivo é alcançar financiamento para que o rapaz invista nos estudos e na casa própria.

Além da vaquinha, Matheus também recebeu atenção redes sociais. Sua conta no Instagram, por exemplo, já cona mais de um milhão de seguidores que acompanham as conquistas recentes do rapaz. Na rede social, Matheus agradeceu o carinho e apoio dos internautas. “Não tenho palavras para agradecer”, disse.

O rapaz também recebeu uma  nova motocicleta oferecida pelo apresentador Luciano Huck, que comentou o caso nas redes sociais e disse sentir “vergonha, tristeza e revolta” diante da atitude do agressor. 

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Nacional

Eleições infectadas: até que ponto a Covid-19 vai influenciar o voto em 2020

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urna eleitoral
Agência Brasil

Eleições estão marcadas para os dias 15 e 29 de novembro.

A pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) afetou as eleições municipais de 2020 . Um dos principais impactos foi o adiamento do pleito, que estava marcado para outubro e foi adiado para os dias 15 e 29 de novembro deste ano. Entretanto, a Covid-19 poderá impactar diretamente o resultado da votação.

Segundo Luiz Roberto de Farias, cientista político e professor da ECA-USP e da Universidade Metodista, a pandemia e as ações dos prefeitos no combate a Covid-19 irão influenciar a opinião da população e, consequentemente, a eleição ou reeleição dos candidatos.

“Certamente o combate à pandemia é hoje uma bandeira importante por se tratar do ponto-chave nos noticiários e nas conversas.”, diz Luiz, que completa explicando como os políticos poderão usar a pandemia para se reelegerem:

“Cada um vai construir uma narrativa em torno de sua epopéia no combate à doença, e deverá trazer números que possam mostrar esses bons resultados, tanto em termos de cura quanto de recuperação de empregos, atendimento social”, afirma.

Luiz diz ainda que o êxito dos candidatos que buscam a reeleição pode estar atrelado ao discurso e às narrativas que os políticos adotarem nas campanhas.

“As reeleições também vão passar pela predisposição das pessoas a acreditar no discurso – sério e científico ou especulador e irresponsável – de cada candidato. A capacidade de o prefeito conseguir associar o seu nome a medidas populares como o Auxílio Emergencial , por exemplo, pode ser muito positiva nas urnas, por mais que nada tenha a ver com o poder municipal”, explica.

Fake news e influência

O docente diz também que o uso de robôs na disseminação de notícias falsas sobre o novo coronavírus vai aumentar o número de eleitores que acreditem em informações negacionistas sobre a pandemia, facilitando possíveis manipulações.

Jair Bolsonaro
O Antagonista

Bolsonaro mostrou posicionamento negacionista durante a pandemia de Covid-19.

“Por conta do uso de robôs na disseminação de informações falsas, cresce o grupo de pessoas que acreditam em informações negacionistas. Mas é claro que o discurso pode ser bem formatado e mostrar aparências que não correspondam à verdade.”, diz Luiz, que completa:

“O eleitor deverá checar – como sempre deveria fazer – o discurso com os atos ao longo do processo, informando-se por meio da imprensa e não por redes sociais digitais. Ainda assim, muitos procurarão um viés de confirmação para defender o seu candidato, o que é um erro enorme”.

Influência de Bolsonaro

Luiz diz ainda que a postura de Bolsonaro frente à pandemia visa criar uma cortina de fumaça e manipular pessoas conduzidas “por blocos, sem reflexão ou crítica”. Ele também afirma que partidos apoiadores do presidente e de sua postura deverão conseguir votos nas eleições.

“A maior parte da população, acredito, não será levada por esse tipo de enviesamento. Todavia, o governo deve conquistar um número significativo de prefeituras em todo o país, mesmo que hoje não haja clareza sobre vínculos a partidos, pois ao longo desse período do governo federal já houve vários acordos e rupturas com partidos políticos.”, concluiu.

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