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Após perícia, mãe levanta suspeita sobre versão de que disparo que matou Isabela tenha sido acidental

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Patrícia Hellen cobra punição às pessoas envolvidas na morte da filha

UOL – Após perícia, imagens de circuito interno e depoimento da adolescente que fez o disparo, a mãe da adolescente Isabele, Patrícia Hellen Guimarães Barros, levantou suspeitas sobre a versão de disparo acidental como a causa da morte da filha, ocorrida na noite de 12 de julho, em um condomínio de luxo em Cuiabá. “As pessoas envolvidas nesse homicídio, elas têm que pagar pelo que elas fizeram”, afirmou a mãe da vítima.

As novidades do caso foram reveladas em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, que mostrou várias contradições entre a versão apresentada, as conclusões da perícia e os depoimentos e circunstâncias envolvendo o fato.

Mãe questiona versão de disparo acidental

Segundo a versão da adolescente autora do disparo, o tiro foi acidental. Ela segurava numa mão a arma e com a outra abaixou-se em direção ao chão para pegar um tênis, momento em que ocorreu o tiro, que acertou a cabeça da adolescente.

“Como ela disparou no rosto da minha filha, a uma curta distância, em linha reta, com todo esse discurso no depoimento dela de que ela teria se desequilibrado?”, questiona a mãe da vítima.

Primeira chamada ao Samu diz que houve queda em banheiro 

Outro fato que chama a atenção é que houve duas chamadas para o Samu feitas por pessoas ligadas a autora do tiro, que também tem 14 anos, uma do pai e outra da irmã mais velha dela.

O pai disse que Isabele havia caído num dos banheiros da casa e havia perdido muito sangue. A irmã mais velha disse que havia ocorrido um disparo acidental. “Como uma pessoa com tal gabarito não consegue ouvir e distinguir que foi tiro ou não?”, questiona a mãe de Isabele.

Pais de autora do disparo colecionam armas

O pai e a mãe da jovem autora do disparo têm autorização para ter armas em casa pois são CAC´s, sigla para colecionadores, atiradores e caçadores. O namorado da autora do disparo, de 16 anos, foi quem levou a arma para a casa da adolescente. Ele disse que não havia projétil no tambor da pistola usada no incidente.

Esse depoimento é questionado pelo advogado da família de Isabele, Hélio Nishiyama. “Se ele não alimentou a arma, a única que pode ter feito isso é a jovem que efetuou o disparo”, disse.

Advogado da autora do tiro diz que foi acidente

O advogado da família da jovem autora do disparo nega que exista outra versão para o caso e que o disparo e a morte de Isabele foram acidentais.

Segundo Ulisses Rabaneda, advogado da família da adolescente autora do tiro, não houve intenção do pai em ocultar os fatos da polícia. De acordo com o defensor, se houvesse essa intenção, ele teria procurado o restante da família para armar uma versão.

Sobre a questão da arma estar ou não carregada, o advogado acredita que o namorado da jovem que efetuou o disparo se enganou. “O que tem de incontroverso é que a arma chega carregada e quando ele saiu, ela estava carregada”, disse.

Segundo a reportagem, mais de 20 pessoas já prestaram depoimento à polícia. Os celulares da autora do disparo e do namorado estão sendo periciados.

Jovem trocou de roupa após atirar

Outro fato que chamou a atenção da mãe de Isabele foi o fato de que a autora do disparo trocou de roupa após o disparo. “Como duas adolescentes tiveram ideia de tomar banho e trocar de roupa? Eu cheguei na casa dela de roupão. Eu estava chocada. Aquilo pareceu um teatro, uma encenação”, disse.

Em depoimento, a autora do disparo diz que não lembra o que fez logo após o tiro e nega ter tido qualquer discussão com a vítima.

Também chama a atenção o depoimento do enfermeiro do Samu que viu a mãe da autora do disparo mexendo em uma arma na mesa da sala e a alertou para que não fizesse aquilo, pois ali fazia parte da cena do crime. “Houve grave falha no isolamento do local do crime”, diz o advogado da família de Isabele.

 

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1 comentário

1 comentário

  1. ANDRE M DAFFARA

    06/09/2020 - 21:48 a 21:48

    Duas coisas que eu gostaria de citar, que talvez a perícia não tenha levantado, são:
    1 – uma pessoa que faz estande de tiro sabe que ao manusear uma arma diante de outra pessoa, não se deve colocar o dedo no gatilho, para evitar disparos acidentais, e
    2 – geralmente quando se esta carregando um case com objetos dentro e cai algo, a tendência é abaixar e ainda abaixado arrumar o objeto que caiu no chão dentro do case e nunca levantar com uma mão no case e outra com o objeto, para arrumar de pé. Então, a menina que efetuou o disparo esconde algo, pois como ela deixa cair a arma e levanta com a arma apontada para a colega?!?

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Operação integrada localiza plantação de maconha em mata em Lucas do Rio Verde

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Uma plantação de maconha  foi descoberta, na sexta-feira (25.09), durante operação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizada no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá).

A horta com vários pés  de maconha foi localizada durante sobrevoo da equipe do Ciopaer em uma região de mata no bairro Tessele Júnior.  Para chegar a plantação, localizada menos de cem metros para dentro da mata, havia uma trilha, sendo também encontrado no local, mobílias, ferramentas, defensivos e grande quantidade de água para regar as plantas.

Segundo o delegado, Marcelo Henrique Maidade, a plantação foi descoberta devido ao fato das equipes terem informações de que criminosos foragidos da Justiça estavam na região de mata.

 “O helicóptero sobrevoou a região conseguindo identificar a plantação, que surpreendeu devido a ousadia dos criminosos que montaram a horta próximo a cidade, com todos os apetrechos necessários de adubo e irrigação”, disse o delegado.

Com a descoberta, as plantas serão destruídas e as diligências continuarão em andamento para identificar os responsáveis pelo cultivo da substância ilícita, assim como para localização dos foragidos da Justiça.

 

Fonte: PJC MT

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Investigado desde ano passado, homem que estuprou criança é preso por agentes da DRE

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Um homem investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá) pelo crime de estupro de vulnerável teve o mandado de prisão cumpridos pela Polícia Civil, em Cuiabá, em ação realizada pelos policiais da Delegacia  Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).

O suspeito, de 27 anos, foi alvo de investigação da Delegacia da Mulher de Cáceres, em setembro de 2019, pelo estupro de vulnerável contra a sua enteada, de apenas 10 anos de idade. Segundo as investigações, o homem manteve relação sexual com a vítima diversas vezes, fato comprovado por exame de corpo delito realizado na criança.

Os fatos foram percebidos pela coordenadoria da escola onde a criança estudava, que percebeu mudanças de comportamentos da aluna, que reclamava de dores na parte debaixo da barriga e chorava com facilidade. Durante conversa com a menina, ela revelou que estava sendo abusada sexualmente pelo padrasto.

Na delegacia, a garota foi ouvida e deu detalhes que comprovavam os abusos praticados pelo padrasto. Diante das evidências, a delegada Judá Maali Pinheiro Marcondes, representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foragiu da cidade.

Com a ordem de prisão decretada e informações do possível paradeiro do investigado em Cuiabá, a equipe da Delegacia da Mulher de Cáceres entrou em contato com os policiais da DRE. O suspeito foi localizado e teve a ordem de prisão cumprida em uma obra em que estava trabalhando, no bairro Bandeirantes.

Após ter o mandado cumprido, o suspeito foi apresentado na DRE para as providências cabíveis.

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