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Após pedido de deputados, Ipem vai aferir medidores de energia para a CPI da Energisa

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O pedido foi feito durante visita técnica dos parlamentares à sede do Ipem, em Cuiabá [F-Fablício Rodrigues]

O Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM MT) fará a aferição dos medidores de energia elétrica atendendo solicitação dos deputados estaduais que compõem a CPI da Energisa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O pedido foi feito nesta segunda-feira (2) em visita técnica dos parlamentares realizada à sede do IPEM MT, em Cuiabá.

O relator da CPI, deputado Carlos Avallone (PSDB), explicou que em um estado vizinho, onde a concessionária de energia também está sendo investigada em uma comissão, houve denúncias de distorções que chegam a 40% nas contas de energia elétrica.

A Comissão solicitará à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) um profissional estatístico e o IPEM fará a medição de dez medidores por dia. “Antes do Natal traremos um número significativo para a população. Estamos fazendo um trabalho técnico e, se tiver problemas, vamos identificar, cobrar os responsáveis e encaminhar para que sejam punidos”, afirmou.

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Ele ainda destacou a importância do IPEM MT para os trabalhos de verificação de pesos e medidas no estado. “O instituto tem uma equipe reduzida, mas muito competente, e precisa de melhores condições de trabalho para atender as novas demandas. Nesta visita, nós percebemos a necessidade do Ipem ampliar seus laboratórios de avaliação de medidores, um investimento estimado em aproximadamente R$ 800 mil”, disse Avallone.

O deputado Dr. Eugenio (PSB) reforçou a metodologia do IPEM MT para fazer a verificação destes medidores. “Eu não conhecia este trabalho e pude verificar que é sério e transparente para a sociedade mato-grossense. É uma responsabilidade muito grande de mostrar a realidade”, frisou.

Os medidores serão retirados e lacrados pela Energisa, com apoio da Polícia Militar, de acordo com o deputado Elizeu Nascimento (DC). “Trabalharemos com as denúncias feitas ao Procon e também aquelas que coletamos durante audiências púbicas realizadas nas Câmaras Municipais”, explicou.

Em 2019, até o dia 27 de novembro, o IPEM MT havia realizado 9.701 verificações em medidores de energia elétrica. Destes, 6.176 foram reprovados e em apenas 10 o consumidor foi lesado. “Na imensa maioria dos medidores reprovados houve lesão à concessionária de energia elétrica, como furto de energia”, informou Bento Bezerra, presidente do IPEM MT.

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Os ensaios das unidades medidos serão realizados no Laboratório de Verificação Metrológica de Medidos de Energia Elétrica, conforme regulamento técnico metrológico e as portarias do Inmetro 285/2008 e 587/2012.

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Adversários históricos, Carlos Bezerra e Júlio Campos podem voltar a se enfrentar nas urnas em 2020

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Júlio Campos já levou a melhor sobre Bezerra em 1990

A disputa ao Senado da República, em uma eleição suplementar com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode provocar um verdadeiro duelo de titãs entre dois ex-senadores e ex-governadores de Mato Grosso, o deputado federal Carlos Bezerra (MDB), que governou o Estado de 1987 a 1990, e o ex-governador Júlio José de Campos, histórico líder do Democratas no Estado, que governou de 1983 a 1986.

Bezerra foi senador no período de 1995 a 2002, e Júlio José de Campos foi senador em 1991 a 1998. Na ocasião, era uma só vaga ao Senado e Campos derrotou Bezerra.

Para justificar sua intenção em disputar a vaga de Selma Arruda, o deputado federal Carlos Bezerra diz que “é um desejo do partido e de aliados de fora do partido, entre eles, prefeitos de diversas cidades, que nos incentiva a disputar”.

Bezerra garante que está pronto para qualquer embate e que decide logo se vai encarar ou não a disputa. “Até o fim do ano vou decidir se vou ser candidato. Já tenho nove mandatos e o mandato de senador é de oito anos. É uma situação para pensar”, disse.


Carlos Bezerra garante que está pronto para exercer o cargo que ocupou entre 1995 e 2002

Aos 78 anos, Bezerra é presidente do MDB de Mato Grosso desde 1994, e tem sido reeleito em todas as renovações de diretório desde então. Militante histórico, ele foi um dos fundadores do antigo MDB e nunca mudou de partido. Em sua trajetória política, construiu uma vasta rede de apoiadores que chega aos quatro cantos do Estado.

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O ex-senador e ex-governador Júlio Campos afirma que a questão do Senado, no caso de eleição suplementar, será discutida no partido. “Nós vamos discutir internamente no partido. Não discutimos ainda. Depende do partido. Vamos definir. A cassação ocorreu agora e essa eleição será só em meados do ano que vem. Vamos ver isso entre o final do ano e início do ano que vem”, disse, ao acrescentar que está pronto para qualquer decisão do Democratas.

“Estou pronto, sou soldado do partido, tenho condições para disputar e ganhar as eleições ao Senado”, diz. Conforme Júlio Campos, “um partido que tem governador, tem mais de 25 prefeitos, 250 vereadores, uma base de filiados de 55 mil pessoas, tem toda a condição de ter candidatura ao Senado”, afirmou. Para completar, Júlio.

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TRE nega remoção de vídeo de processo de cassação de deputado por suposta compra de voto

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Carlos Avalone queria que vídeo feito pela PRF no dia da apreensão de R$ 90 mil não fosse considerada como prova

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) negou por unanimidade a retirada do vídeo feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) do processo de pedido de cassação do deputado estadual Carlos Avalone Júnior (PSDB). Avalone havia entrado com mandado de segurança para que o vídeo fosse retirado dos autos e não constasse como prova.

O vídeo em questão foi feito por um policial rodoviário federal no dia 4 de outubro de 2018, três dias antes da realização do primeiro turno das eleições majoritárias de 2018, quando três homens foram detidos na BR-070, no município de Poconé, no sentido Cuiabá para Cáceres.

No carro, que tinha o vidro traseiro adesivado com o mote da campanha do deputado, foram encontrados R$ 89,9 mil, uma agenda manuscrita e santinhos eleitorais do candidato. Ao serem questionados sobre a origem do dinheiro, eles teriam entrado em contradição, não conseguindo explicar a origem da quantia.

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No vídeo, um dos detidos afirma que o dinheiro teria sido pego em um escritório em Cuiabá e que este local pertencia a Avalone, e era utilizado para pagamento de cabos eleitorais da campanha. E, de acordo com o depoimento feito pelo policial rodoviário federal, a gravação foi autorizada.

No julgamento, os desembargadores aplicaram a Súmula 22 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual consta que “não cabe mandado de segurança contra decisão judicial recorrível, salvo situações de teratologia ou manifestadamente ilegais”, seguindo assim o voto do relator, desembargador Sebastião Farias, em conformidade com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral.

Com isso, o vídeo permanecerá no processo e será analisado no momento oportuno, ou seja, em sede de alegações finais.

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