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Economia

Após fechar acordo com governo, Congresso aprova crédito extra de R$ 248 bilhões

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bolsonaro feliz
Marcos Corrêa/PR

O dinheiro do crédito extra, de acordo com o governo, será usado para pagar benefícios como o Bolsa Família e o BPC

Por unanimidade, o Congresso Nacional aprovou na noite desta terça-feira (11) o crédito emergencial de R$ 248,9 bilhões para o governo federal. A votação só foi possível depois de o governo costurar um acordo com a oposição e o centrão em que se comprometeu a liberar parte do Orçamento que está bloqueado. Foram 450 votos a favor na Câmara e 61 no Senado.

O dinheiro do crédito extra , segundo o governo, será usado para pagar aposentadorias, o Plano Safra e benefícios como o Bolsa Família e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, a partir deste mês.

No último sábado (8), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nas redes sociais que, sem a aprovação do projeto, seria necessária a  suspensão do pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência já no próximo dia 25. “Nos meses seguintes faltarão recursos para aposentadorias, Bolsa Família, Pronaf, Plano Safra…”, acrescentou.

O acordo entre o governo e o Congresso que permitiu a aprovação foi fechado durante a  votação do projeto na Comissão Mista de Orçamento (CMO), no início da tarde. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL), garantiu que serão liberados R$ 1 bilhão para a educação; R$ 1 bilhão para o programa Minha Casa Minha Vida; R$ 550 milhões para obras no Rio São Francisco; e R$ 330 milhões para bolsas do CNPq.

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“A corda está no pescoço”, disse a deputada ao anunciar o acordo. Joice não explicou, porém, de onde sairá o dinheiro. “O Orçamento é um só. Se vai gastar um pouco mais ali, tem que remanejar de um lado para o outro. Estamos fazendo as contas, mas vai dar certo”, garantiu.

Regra de ouro

O crédito emergencial é necessário para que o governo consiga cumprir a chamada  regra de ouro . Previsto na Constituição, o dispositivo impede a União, os estados e os municípios de contraírem novas dívidas para pagar despesas correntes, como salários de servidores, benefícios previdenciários e o financiamento da máquina pública.

Esse aval permitirá que a regra de ouro seja descumprida sem que haja punição para os gestores públicos. O desrespeito à norma pode ser caracterizado como crime de responsabilidade e pode ensejar abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro.

Leia também: O que é a regra de ouro e por que o Brasil corre o risco de descumpri-la em 2019

“Eu queria agradecer ao plenário por ter maturidade política e entender o momento que o Brasil vive. Agradeço a cada parlamentar, a cada líder que se envolveu nessa matéria, com a clareza da importância desse projeto. Eu quero agradecer esse gesto, onde os partidos políticos e filiações ficaram de lado. É o maior crédito votado no Congresso Nacional”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM).

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Fonte: IG Economia
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Economia

Plataforma da Petrobras começa a operar este ano no pré-sal de Santos

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A plataforma P-68,uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás (FPSO), deixou o Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, rumo aos campos de Berbigão e Sururu para operar no pré-sal da Bacia de Santos, com previsão de início de produção no quarto trimestre deste ano. 

De acordo com a Petrobras, a P-68 será a quarta plataforma a entrar em operação em 2019, após a P-67, a P-76 e a P-77. A plataforma tem a  capacidade de processar 150 mil barris/dia de óleo e processar 6 milhões de m³/dia de gás, além de armazenar 1,6 milhão de barris de óleo em seu compartimento.

Os campos de Berbigão e Sururu estão localizados na concessão BM-S-11A, operada pela Petrobras (42,5%), em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (25%), a Total (22,5%) e a Petrogal Brasil S.A. (10%), sendo as empresas consorciadas as proprietárias da P-68. Os reservatórios desses campos se estendem para áreas sob o Contrato de Cessão Onerosa (100% Petrobras).

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC
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Economia

Feirão de empregos atrai milhares de pessoas na capital paulista

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Um feirão de empregos realizado nesta terça-feira (17) no centro da capital paulista, organizado pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo, atraiu milhares de pessoas interessadas em uma vaga de trabalho. Segundo os organizadores, estão sendo ofertadas cerca de 4 mil oportunidades de emprego. 

Os candidatos formaram longas filas em torno do sindicato, na Rua Formosa, no centro da cidade. Ali eles enfrentaram sol e calor, receberam senhas e foram encaminhados para participar de um processo seletivo que será realizado pelas mais de 40 empresas parceiras do feirão. Também estão sendo oferecidos cursos de capacitação para as pessoas com pouca qualificação, que poderão realizar cursos profissionalizantes e gratuitos no Centro Paula Souza, no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Parte dos candidatos começou a chegar à sede do sindicato na tarde de ontem (16), para garantir uma senha. Muitos deles dormiram no local. Hoje, a fila percorria boa parte do Vale do Anhangabaú, na região central da cidade. De acordo com a organização do evento, serão atendidas cerca de 1,5 mil pessoas por dia até a próxima sexta-feira (20).

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Para concorrer a uma vaga, os candidatos precisam estar com os documentos pessoais e um currículo. A média dos salários oferecidos é de R$ 1,5 mil. As oportunidades são, principalmente, para trabalhadores de tecnologia da informação, ajudantes gerais, caixas, repositores, padeiros, confeiteiros, e vendedores.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC
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