conecte-se conosco


Política Nacional

Após decisão da Justiça, ministro diz que “nada mudou” sobre plantio de maconha

Publicado

Osmar Terra arrow-options
Reprodução/Flickr

Osmar Terra, indicado ao Ministério da Cidadania por Jair Bolsonaro

O ministro da Cidadania, Osmar Terra , disse, em vídeo postado na sua conta no Twitter, que o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ), William Dib , foi “derrotado” na decisão desta terça-feira em que a diretoria colegiada da agência rejeitou a permissão para o plantio de maconha medicinal .

Leia também: Relator no TSE vota para cassar mandato de senadora apelidada de ‘Moro de Saias’

Em outra votação também nesta terça, porém, a diretoria colegiada da agência decidiu por unanimidade regulamentar o registro de medicamentos à base de cannabis. A norma entrará em vigor 90 dias após a publicação no Diário Oficial e deverá ser revista três anos.

Sobre esta decisão, Terra afirmou que “isso já existe, não é novidade”. Segundo o ministro, “apenas se decidiu que o canabidiol e talvez uma outra molécula da maconha possa ser usada como medicamento controlado. Nós já temos na farmácia medicamentos controlados para uso de canabidiol em casos raros de doenças raras, onde ele mostre maior eficiência que os medicamentos tradicionais”.

Sobre esta decisão, Terra afirmou que “isso já existe, não é novidade”. Segundo o ministro , “apenas se decidiu que o canabidiol e talvez uma outra molécula da maconha possa ser usada como medicamento controlado. Nós já temos na farmácia medicamentos controlados para uso de canabidiol em casos raros de doenças raras, onde ele mostre maior eficiência que os medicamentos tradicionais”.

Em entrevista ao Globo na semana passada , Osmar Terra havia afirmado que William Dib “não entende nada” sobre a liberação da cannabis medicinal e que estaria interessado em legalizar a maconha no país.

— Ou ele está ouvindo alguns interessados economicamente nisso ou está realmente querendo liberar a droga no Brasil — afirmou.

Único remédio à base de cannabis está em falta no Brasil

Atualmente, há apenas um medicamento regulamentado pela Anvisa no Brasil com composição à base de cannabis . Registrado pela agência em 2017, o Mevatyl é composto de tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD).

Ele é indicado para o tratamento de adultos pacientes de esclerose múltipla que tenham sintomas de espasticidade (moderada a grave), reação que causa o enrijecimento dos músculos. Em média, cada caixa com três sprays de 10mL (cada um) custa R$ 2.800.

“Oficialmente temos apenas este medicamento regulamentado no Brasil. Os demais são adquiridos por meio de importação individual autorizada pela Anvisa”, afirma Marcus Pai, médico pesquisador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No entanto, o Globo apurou que o medicamento — produzido no exterior e importado para o Brasil — está em falta nas farmácias.

Leia também: Altos salários, pouco trabalho! Funcionários da Alerj recebem sem dar expediente

Em nota, a fabricante Ipsen afirmou que “devido a trâmites burocráticos na aprovação da cota de importação perante a Anvisa, o medicamento Mevatyl (tetraidrocanabinol + canabidiol), encontra-se momentaneamente indisponível”, mas que “todas as providências cabíveis já foram tomadas (…) para que a situação se normalize com a maior brevidade possível”.

A farmacêutica também afirma que “uma nova cota anual de importação para 2020 já foi submetida perante a Anvisa e a empresa está trabalhando para que sua aprovação ocorra o mais breve possível”.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Pesquisa DataSenado faz mapeamento de como a pandemia afetou o ensino

Publicado


.

Estudante do oitavo ano do ensino fundamental em Brasília, Arthur Cardoso relata os desafios que tem enfrentado desde que as escolas fecharam, por consequência da pandemia do novo coronavírus.
 
Sonora: “É uma dificuldade imensa a aula on-line porque é cansativo, tem que ficar sentado muitas horas em frente ao computador. É bem repetitivo, tem que fazer muita coisa em pouco tempo. Eu sinto muita falta das aulas presenciais”.
 
O universitário brasiliense, Lavousier Barbosa, também tem uma nova rotina desde que as instituições de ensino foram fechadas.
 
Sonora: “Diferente das aulas a distância, que são extremamente objetivas, nas aulas presenciais você tem a oportunidade de trocar a experiência com os alunos e também com os professores, até para melhorar a desenvoltura da aula e o desenvolvimento do raciocínio”.
 
Esses dois alunos fazem parte dos 20 milhões de estudantes que tiveram as aulas suspensas em julho desse ano. De acordo com a pesquisa do Instituto DataSenado, esse número representa 34% do total de alunos matriculados na educação básica e superior.
 
De acordo com a pesquisa, os alunos da educação básica foram os mais afetados: quase 18 milhões tiveram as aulas interrompidas em julho, enquanto no nível superior, esse índice é de quase 1 milhão e meio de alunos.
 
Em outra análise da mesma pesquisa, foi observado que mais de 32 milhões de alunos que tinham aulas presenciais, passaram a ter aulas remotas. Sendo que desse total, cerca de 28 milhões cursam a educação básica e quase 4 milhões estão no ensino superior.
 
Dentre os pais e responsáveis ouvidos pelo estudo, 43% declararam ter filhos matriculados em escolas e faculdades. A maioria, 79% frequenta instituições públicas e 21% estão em estabelecimentos privados.
 
Sessenta e três por cento dos pais entrevistados disse que, nos últimos dias, as aulas foram majoritariamente on-line, por causa da pandemia e outros 36% responderam que as atividades permaneceram suspensas.
 
O índice de instituições que permaneceram sem aula durante o mês de julho foi maior entre as públicas, 40%, contra 18% das particulares.
 
Quanto à qualidade de ensino, 63% dos pais consideraram que houve uma queda nos padrões. Somente 8% consideram que houve melhora na educação fornecida pelas escolas e faculdades, e 22% responderam não haver alterações na qualidade do ensino ofertado.
 
Os celulares e computadores sãos os principais dispositivos utilizados para acessar as plataformas virtuais de ensino. Com relação ao acesso à internet, 79% declaram ter acesso enquanto 20% disseram não ter.
 
A incidência de alunos com acesso à internet foi maior entre os matriculados em intuições privadas.
 
O levantamento foi feito em todos os estados e no Distrito Federal, por telefone, e ouviu dois mil e quatrocentos brasileiros maiores de 16 anos.

Continue lendo

Política Nacional

Projeto relatado por Leila Barros destina R$ 1,6 bilhão ao setor esportivo

Publicado


.

A senadora Leila Barros (PSB-DF) foi a relatora do PL 2.824/2020, projeto de lei que destina R$ 1,6 bilhão ao setor esportivo. Esse texto foi aprovado nesta quinta-feira (13) pelo Senado e segue agora para nova votação na Câmara dos Deputados. Ao defender medidas emergenciais para o setor, Leila destacou que o impacto da pandemia de coronavírus sobre o setor é severo, com perda substantiva de renda devido à paralisação das atividades.

— As ações previstas neste projeto de lei têm caráter emergencial e requerem implementação imediata, sob pena de aprofundamento dos efeitos econômicos e sociais da crise sanitária sobre o setor do esporte — afirmou Leila.

O autor do projeto é o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE). O texto prevê medidas como como o pagamento de auxílio de R$ 600 para atletas e profissionais da área, renegociação de dívidas de entidades e linhas de crédito para empresários ligados ao esporte, em especial para empresas de menor porte. O projeto já havia sido aprovado na Câmara, mas, como foi aprovado no Senado com modificações, voltará para análise dos deputados.

Leila Barros afirmou que o projeto deve ajudar vários profissionais do setor, como atletas, treinadores e, inclusive, piscineiros e professores de futebol de várzea, por exemplo. A senadora lembrou que foi jogadora profissional de vôlei e ressaltou que os profissionais ligados ao esporte ajudam na saúde da população e na formação de valores para os jovens. Para ela, a aprovação do projeto é uma forma de corrigir uma injustiça com os profissionais ligados à área esportiva. Ela também disse que já conversou com lideranças partidárias para que o projeto tenha prioridade de votação quando retornar para a Câmara.

Substitutivo

Leila apresentou um substitutivo ao projeto que havia sido aprovado na Câmara. Ela fez algumas modificações no texto, acatando algumas emendas apresentadas por colegas senadores. Das 19 emendas apresentadas no Plenário do Senado, a relatora acatou duas de forma integral e outras três de forma parcial. Com base em sugestão do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), por exemplo, Leila incluiu profissionais como cronistas, jornalistas e radialistas esportivos entre os possíveis beneficiários desse auxílio emergencial.

A relatora também acatou uma emenda do senador Luiz do Carmo (MDB-GO) para incluir a previsão de recursos de tecnologia assistiva por parte do Poder Público na busca ativa por possíveis beneficiários do auxílio. Outra sugestão acatada, do senador Esperidião Amin (PP-SC), prevê isenções do imposto de importação em aquisições de equipamentos esportivos enquanto durar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia.

— Adotar medidas que ofereçam o apoio necessário para que o segmento esportivo possa superar as árduas condições trazidas pela pandemia é um dever do Estado. O esporte constitui um dos maiores patrimônios da nação brasileira — disse Leila.

O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), elogiou o trabalho da relatora, que atuou “na construção do consenso” entre representantes do governo e do Congresso. Alvaro Dias (Podemos-PR) ressaltou que a senadora Leila conhece o assunto, inclusive por ser ex-atleta. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Paulo Paim (PT-RS), Zenaide Maia (Pros-RN) e Rogério Carvalho (PT-SE) também manifestaram apoio ao relatório.

— Não é apenas um relatório, mas um relato do que é a história de vida da atleta e senadora Leila Barros. Tenho certeza de que esse texto vai produzir grandes frutos — declarou Rogério Carvalho.

Entidades

Os senadores Romário (Podemos-RJ) e Carlos Viana (PSD-MG) apresentaram destaques para votar suas emendas de forma separada. Eles sugeriram emendas sobre o mesmo tema, para ampliar os recursos para entidades paraolímpicas — como o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Por acordo entre as lideranças, os destaques foram reunidos em apenas em um texto. Levada a votação, a emenda foi acatada por 51 votos a favor e 14 contrários.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana