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Saúde

Após casos de meningite, presos no Rio estão em quarentena

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Detentos que dividiam a cela onde houve duas mortes em decorrência de meningite meningocócica foram colocados em quarentena no Rio de Janeiro.

A medida foi adotada de forma preventiva pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). O órgão, porém, afirma que a situação está controlada e que exames laboratoriais realizados em alguns presos já eliminaram suspeitas de infecção.

Ao todo, três presos morreram de meningite na semana passada no estado do Rio. Dois eram internos da Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da capital.

Um deles teria se infectado na tentativa de socorrer um outro fazendo respiração boca a boca, vindo a falecer menos de 24 horas depois, no dia 8 de abril.

Dois dias depois, mais um detento foi a óbito na Cadeia Pública Patrícia Acioli, em São Gonçalo. Antes de ter dado entrada na prisão, ele havia tido contato com uma dos outras duas vítimas de meningite.

De acordo com a Seap, apenas os detentos que dividiam a mesma cela na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha foram isolados, de forma a prevenir novas transmissões tanto entre eles como também para familiares, advogados, defensores públicos e oficiais de justiça. Exames estão sendo realizados e a previsão é de que, não havendo novas diagnósticos da doença, a situação se regularize na próxima semana, após a Páscoa.

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Direitos humanos

As informações foram prestadas pela Seap à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na segunda-feira (14), uma audiência pública abordou a questão.

A coordenadora de gestão em saúde penitenciária da Seap, Nice Carvalho, assegurou que foram adotados protocolos para lidar com a situação. “O problema está aparentemente isolado e contido”, disse.

O meningococo, bactéria responsável pela meningite meningocócica, se propaga pelas vias aéreas, como nariz e boca. Preocupados com possíveis riscos enfrentados no exercício profissional, advogados criminalistas buscaram orientação junto à Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (Caarj) e a entidade organizou um encontro com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, que também acompanha o caso. Para a médica Cristina Lemos, superintendente de vigilância e saúde da pasta, não há motivo para alarme.

“O meningococo é muito frágil. Ele não vive no ambiente. Então, sua transmissão depende de contato próximo e prolongado. É o que ocorre na cela onde os indivíduos estão aglomerados em um recinto insalubre, sem ventilação, sem boa iluminação, em número de pessoas provavelmente além da capacidade. Nos encontros eventuais de advogados e familiares, o risco é muito baixo. O ambiente já tem outra condição. Geralmente são mais arejados, se for em um pátio externo, melhor ainda”, disse.

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Segundo Cristina, o uso de objetos em comum também não é suficiente para a transmissão da bactéria.

“Mesmo que tenha compartilhado uma caneta, o risco é baixo. Não se transmite pelo objeto. Nem usando mesmo copo ou talher. A tuberculose, que é uma doença mais prevalente entre os detentos, pode ser transmitida assim. Mas a meningite, não. É preciso ter muita descarga de meningococo. O tempo de exposição é relevante” disse.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Coronavírus leva Anvisa a reforçar atenção em portos e aeroportos

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O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, disse hoje (27) que a agência reforçou a atenção para casos suspeitos de coronavírus em portos e aeroportos, em especial nos que recebem passageiros procedentes da China, local onde foram registradas as primeiras ocorrências do vírus. Apesar de aumentar o alerta, a agência não vai mudar os procedimentos que já eram adotados para outras doenças.

De acordo com Torres, os protocolos já existentes estão estabelecidos e atualizados – são os mesmos adotados, anteriormente, em situações em que houve risco de entrada de doenças provocadas pelo vírus Ebola e da gripe H1N1. As principais recomendações são: lavar as mãos, sobretudo antes de consumir alimentos, usar lenços descartáveis e cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.

Torres descartou a necessidade de adoção de medidas mais restritivas como as adotadas em outros países, como a China, que isolou a província de Hubei, a mais afetada. Segundo o presidente da Anvias, a adoção desse tipo de medida é avaliada de maneira dinâmica, e as ações podem ser tomadas conforme a evolução da crise.

Ele destacou que determinadas situações exigem a adoção de medidas restritivas do trânsito de pessoas, como ocorreu na China. “Não se identifica ainda essa necessidade em outros locais, inclusive no Brasil. Se vier a acontecer alguma coisa que assim se justifique, as medidas cabíveis serão tomadas”, acrescentou.

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Torres também descartou a possibilidade de realização, no momento, de triagens compulsórias para evitar a entrada do vírus no país. Até o momento, não há nenhum tripulante de aeronaves ou navios que se enquadre como caso suspeito, e qualquer triagem só ocorrerá em caso de notificação de um caso suspeito, seja de tripulante ou passageiro, acrescentou.

“A notificação não é uma opção do comandante da aeronave ou do navio: é compulsória, ele tem que fazer. Nos casos em que essa comunicação for feita, a equipe terá acesso ao veículo, seja avião ou navio, ela vai efetuar a triagem inicial e identificar se há subsídios que justifiquem as demais medidas. E, neste momento não existe triagem compulsória”, completou.

O presidente da Anvisa comentou ainda a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de elevar de “moderado” a “elevado” o risco internacional do coronavírus no mundo. Segundo Torres, a decisão vai gerar adaptações internas nas ações da agência. “É um processo que, a cada dia ,vai sofrer atualizações. Uma elevação de grau demanda ações internas, mas normalmente não há uma ação que seja diferente das anteriores”, disse. “No que tange às ações da Anvisa, temos condições de lidar com essa situação. Não é dizer que estejamos tranquilos, e sim que estamos atentos, atuantes, para fazer o que é necessário para manter a saúde do cidadão.”

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Torres informou ainda que a Anvisa criou um grupo de trabalho exclusivo para o coronavírus.

Sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento, é considerado caso suspeito do novo coronavírus a pessoa que apresenta sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Além disso, o paciente precisa ter viajado para área com transmissão ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas.

Desde o fim de semana os aeroportos brasileiros divulgam alerta da Anvisa sobre o coronavírus. A mensagem reforça procedimentos de higiene e diz que os passageiros que apresentarem sintomas relacionados ao vírus devem procurar um agente de saúde.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Contaminações do coronavírus ultrapassam 2 mil em todo o mundo

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O coronavírus, surgido na cidade de Wuhan, na China, já atingiu mais de 2.116 pessoas em todo o mundo e 300 estão em estado grave. Segundo oficiais da província de Hubei, 52 de todas as mortes foram registradas na região. A capital, Wuhan, onde o surto teve início, é a cidade mais afetada pelo vírus.

Somente na China foram registrados 2.062 casos. Além da China, Hong Kong (8 casos), Tailândia (8), Macau (5), Austrália (4), Japão (4), Malásia (4), Cingapura (4), Taiwan (4), Coreia do Sul (3), Vietnã (2) e Nepal (1) também tiveram casos confirmados. O coronavírus também chegou na Europa, com três casos confirmados na França. Já na América do Norte, são três casos nos Estados Unidos e um no Canadá. Até o momento não há registro de casos na América do Sul. As informações são do Centro de Ciência e Engenharia da universidade Johns Hopkins, de Baltimore (EUA).

O surto tem afetado planos da população chinesa em meio ao feriadão do Ano Novo Lunar. A imprensa estatal afirma que agências de turismo cancelaram todas as excursões para o exterior a partir de segunda-feira. Segundo a Televisão Central da China, a medida teria sido resultado de uma ordem do governo chinês.

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A doença também continua a se alastrar pelo mundo, com 44 casos registrados em 13 nações, além da China. A maioria dos infectados são turistas de Wuhan ou pessoas que visitaram a cidade. É o caso do terceiro paciente identificado na Coreia do Sul, um homem sul-coreano que vive em Wuhan e que havia retornado de férias ao país natal.

*com informações da NHK, Agência pública do Japão

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde
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