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Esportes

Após cancelamento de maratona, corredor propõe “desafio solidário”

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A pandemia da covid-19 forçou o adiamento da Maratona de Porto Alegre, que seria neste domingo (31), para novembro. Mas, pelo menos um corredor vai fazer questão de conquistar os 42.195 metros do percurso. É o professor de educação física Francisco Ferrari, de Guaíba (RS).

Para arrecadar alimentos que serão doados às comunidades mais carentes da cidade dele (localizada a aproximadamente 30 quilômetros de Porto Alegre), Ferrari vai correr em uma esteira a distância total da prova e na data original do evento – às 7h de domingo (31). “A Maratona é uma prova muito tradicional do nosso estado. Por isso achei mais legal manter o horário e a data. Mas vou correr os 42km na esteira. Tudo vai ser transmitido pelas redes sociais e a proposta é que as pessoas que estiverem me acompanhando, além de mandar aquela energia positiva, façam também doações no valor que puderem para entidades assistenciais da nossa região.”

Ferrari batizou o evento como Desafio Solidário 42 km na Esteira. “Claro que correr na esteira não é a mesma coisa que correr nas ruas. Não é o ideal para o corredor que está acostumado a locais abertos. Mas é tudo por uma boa causa.”

“É nesse momento de isolamento social, que muitas pessoas estão passando necessidades, ainda mais aqui na Região Sul do Brasil, com a chegada do Inverno, que toda ajuda é extremamente bem-vinda. As pessoas podem colaborar sem sair de casa. Os recursos arrecadados serão convertidos em alimentos, material de higiene e máscaras, que serão entregues a 22 entidades cadastradas que seguem fazendo o trabalho junto às comunidades mais carentes da região metropolitana de Porto Alegre”.

A live será transmitida na página do Instagram do personal trainer.

Interessados em realizar doações podem ser realizar depósitos na Conta do Banco de Alimentos de Guaíba:
CNPJ: 08195832/0001-12
Banco: 748 – Sicredi
Ag: 155 Conta: 97862-0
Tipo de conta: Simples

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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Esportes

Classificada para Tóquio faz campanha para alunos acessarem internet

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“O esporte me transformou como pessoa, me deu muito mais do que uma medalha”. O depoimento de Aline Silva à Agência Brasil não é exagero. A vida da garota de infância humilde, que chegou a ficar em coma alcoólico aos 11 anos, começou a mudar quando conheceu o judô. A reviravolta completa veio, de vez, em outro tatame: o de wrestling (luta olímpica) A paulista de 33 anos, criada sozinha pela mãe, referência para a atleta, sagrou-se vice-campeã mundial na modalidade, em 2014, e foi três vezes ao pódio em Jogos Pan-Americanos, com duas pratas e um bronze.

“O rendimento foi consequência. Com o esporte, ganhei o mundo. Visitei mais de 30 países, falo inglês fluente por causa do esporte. Ele me abriu uma visão de mundo que eu não teria condições de ter sem ter dinheiro para viajar. O próprio projeto social é uma conquista, também”, destaca Aline.

O projeto a que ela se refere é o Mempodera, criado em 2018 em Cubatão, cidade paulista onde a lutadora mora e treina. A iniciativa atende a mais de 80 jovens de 6 a 15 anos, com aulas de wrestling e inglês. “Uma das missões [do projeto] é empoderar meninas por meio do esporte, promovendo a igualdade de gênero. No primeiro ano, a gente começou só com meninas. Quando vimos que a turma de meninas já estava consolidada, no segundo ano começamos a aceitar meninos”, detalha a atleta, que desenvolveu a ideia – já antiga – no Global Sports Mentoring Program (GSMP), em 2017. Esse programa incentiva mulheres inspiradoras a criarem planos de ação que empoderem garotas a partir do esporte.

Aline Silva (Brasil), medalha de prata na categoria até 76kg. Wrestling - Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Local: Coliseu Miguel Grau, em Callao, Lima (Peru). Data: 09.08.2019. Aline Silva (Brasil), medalha de prata na categoria até 76kg. Wrestling - Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Local: Coliseu Miguel Grau, em Callao, Lima (Peru). Data: 09.08.2019.

Aline Silva, da seleção de wrestling, faturou a prata, na categoria até 76 kg, no Pan de Lima (Peru), ano passado –  Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

 

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) paralisou as atividades presenciais do Mempodera, realizadas em uma escola pública no bairro Jardim Nova República, área de alta vulnerabilidade social em Cubatão. Durante a pandemia algumas conseguiram continuar virtualmente no projeto, mas a maioria está ausente.  O motivo? Acesso limitado à internet.

Por isso, o projeto iniciou uma campanha online para compra de dados móveis, para que os jovens consigam acompanhar as aulas. “Temos 86 crianças e só seis estavam fazendo aula na quarentena. Uma das alunas explicou que estava ausente porque não tinha internet. Nisso, outra aluna disse que conseguiria rotear [os dados] do celular dela pela janela de casa. Foi quando a ficha caiu”, diz Aline. “O escopo [da campanha] prevê pagar a internet e o excedente vai ajudar às famílias, que é algo que a gente está fazendo, com alimento, higiene, o que a gente vê de maior necessidade”, esclarece. 

Em paralelo, a lutadora busca telefones celulares para as crianças terem como assistir ás atividades. “Eu comecei a pedir na minha rede social, vou disparar alguns documentos para parceiros, pedindo às pessoas que têm um celular que não é utilizado, não tem mais valor de venda ou que, ao invés de vender, podem fazer o bem a alguém que não tem esse acesso, para doarem. Aí a gente manda um vídeo de volta, da criança que recebeu o celular, agradecendo”, descreve.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Oi pessoal, como todos sabem nessa quarentena muitos jovens não tem acesso à internet ficando excluídos do ensino e do mundo como consequência. No nosso projeto estamos com muita dificuldade até de falar com as famílias que atendemos pra saber se estão precisando de alguma coisa por falta de internet, essa campanha que criamos é pra levantar uma quantia em dinheiro que será usada pra fornecer internet aos alunxs do Mempodera e também dar suporte com outras necessidades das famílias! Você que acompanha e acredita no nosso trabalho contribua da forma que puder, em dinheiro ou compartilhando a campanha! O LINK PRA DOAÇÃO ESTA NA BIO ? Hi guys, as everyone knows in this quarantine, many young people do not have access to the internet, being excluded from education and the world as a consequence. In our project, we are having a hard time even talking to families who we need to know something that they may be needing because they dont have internet acess, this campaign that we create os to raise money that will be used to offer internet to our wrestlers to them to be able to continue watching the classes that our teaches até offering online. You who follow and believe in our work help as you can, in cash or share a campaign so others will now our cause!Together we are stronger. THE LINK FOR DONATION IS ON OUR BIO. #alster #mempodera #gsmp #empoderamentofeminino #mulherqueluta #feminismo

Uma publicação compartilhada por Mempodera (@mempodera) em 25 de Jun, 2020 às 6:38 PDT

 

Até é o final da tarde desta desta sexta-feira (3), a vaquinha on-line havia arrecadado cerca de 55% da meta de R$ 7,934 mil, restando 19 dias para o término. Além do pacote de dados, a previsão é que o montante também auxilie na compra de máscaras, sabonetes e alcool em gel a serem doados às famílias. “Estou bem positiva de que vamos conseguir. No primeiro momento, pensamos na quarentena. Voltando [às aulas presenciais, ainda sem previsão], o dinheiro também ajudará o projeto a se adaptar a esse novo normal”, explica.

Foco nos Jogos de Tóquio

Representante brasileira na Olimpíada Rio 2016, Aline se garantiu para os Jogos de Tóquio (Japão) em março passado, durante o Pré-Olímpico Continental de Ottawa (Canadá). A competição foi uma das últimas antes da paralisação devido à pandemia de covid-19. Além dela, que luta na categoria até 76 quilos, o wrestling do Brasil também terá ano que vem, em Tóquio, a atleta Laís Nunes (até 62 kg) e o lutador Eduard Soghomonyan (até 130 kg, no estilo greco-romano).

“A luta é um dos esportes que terá mais dificuldade de retorno [pós-pandemia]. Tenho sido acompanhada [à distância] pela minha equipe técnica e mantenho os treinos em casa, fazendo a parte física, que é o que dá para cuidar, às vezes, com ajuda do namorado. Ainda não sei quando poderei realmente começar a treinar [presencial]. Mantenho a cabeça no lugar, sabendo o que posso fazer hoje e o que posso fazer pelo meu treino. Isso me deixa tranquila”, conclui Aline Silva.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Esportes

CPB promove camping virtual com jovens atletas de natação

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A partir da próxima segunda (6), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), através da equipe de profissionais da natação, promove um camping virtual para jovens atletas da modalidade. São esperados na ação, que seguirá até sábado (11), 72 nadadores das seleções sub-18 e sub-20, além da equipe nacional do Centro de Referência e do Camping Escolar 2020 (projeto que reúne atletas com idades entre 12 e 17 anos, e que proporciona o primeiro contato com a rotina de um atleta de alto rendimento aos jovens).

A palestra de abertura será de Alex Pussieldi, ex-técnico da seleção brasileira de natação, com o tema “Motivação durante o período da pandemia”. Também haverá palestras de Rafael Martins, fisioterapeuta da seleção brasileira de natação paralímpica, de Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação no CPB, de Hésojy Gley, médico-chefe do CPB, e de Fabrizio Veloso, psicólogo do CPB. Além das palestras acontecerão gincanas de conhecimento sobre a história do Movimento Paralímpico.

O encerramento da atividade será com um treino virtual comandado pelo preparador físico Henrique Oliveira. A atividade será inspirada no projeto Movimente-se, recém-lançado pelo CPB.

Alguns atletas da seleção brasileira de natação paralímpica também compartilharão experiências durante as aulas. Um deles será Wendel Belermino, campeão mundial dos 50m livre da classe S11 (para atletas com deficiência visual) em Londres no ano passado. “Não comecei tão novo quanto a maioria dessa galera. Fico feliz demais por ter essa oportunidade de falar com eles e servir de inspiração. Espero contribuir no desenvolvimento deles. E tenho certeza de que também vou aprender bastante nesses minutos que estaremos juntos”, disse à Agência Brasil o nadador de 22 anos nascido em Brasília.

Edição: Fábio Lisboa

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