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Aplicativos espiões são primeiro passo para a violência doméstica

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Mulheres são maiores vítimas de aplicativos de espionagem
Unsplash/Chris Yang

Mulheres são maiores vítimas de aplicativos de espionagem

52% das vítimas de abuso e violência em relacionamentos também foram espionadas por um stalkerware, sistema que monitora dispositivos – sobretudo celulares – de forma oculta. A informação é da pesquisa “Stalking online em relacionamentos”, realizada a pedido da Kaspersky pela empresa de pesquisa Sapio.

O levantamento, que ouviu 21 mil participantes de 21 países, incluindo o Brasil, mostrou também que 30% dos brasileiros acha aceitável espionar o parceiro. Do total, 14% acham normal fazer o rastreamento, enquanto 16% acreditam que a ação é justificável apenas em determinadas situações, como suspeita de traição.

Em evento realizado pela Kaspersky nesta quarta-feira (25), Milena Lima, delegada de polícia especializada em crimes online e violência contra a mulher, diz que a prática de espionar o dispositivo do parceiro sem consentimento é crime. Além disso, ela afirma que esse pode ser o primeiro passo para outros tipos de violência, como a física ou sexual. “Esse pequeno monitoramento obsessivo pode gerar consequências graves”, alerta.

A pesquisa também revelou que mulheres são as maiores vítimas de stalkerware. Para Raquel Marques, presidente da Associação Artemis e doutora em Saúde Coletiva pela USP, isso acontece por “uma soma de fatores culturais”.

“O stalkerware é a manifestação de uma cultura que confunde afeto com posse, com controle. Sem dúvida, por diversas questões históricas e culturais, isso é muito mais forte quando vem do homem para a mulher”, diz. Raquel ainda lembra que, também por motivos culturais, homens têm mais relação com a tecnologia, permitindo maior conhecimento sobre esse tipo de software.

Os aplicativos espiões

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, afirma que os aplicativos espiões não são difíceis de serem encontrados e existem até nas lojas oficiais de aplicativos para Android e iOS, já que burlam as regras dessas plataformas. Há muitas opções gratuitas, o que facilita a prática criminosa.

No geral, comenta Fabio, os apps são difíceis de serem identificados e desinstalados. “Há aplicativos espiões que são totalmente ocultos. Mas alguns deles dão alguns sinais de que algo de ruim está acontecendo no seu celular”, afirma. Esses sinais são, por exemplo:

  • Bateria acabando rápido demais;
  • Celular esquentando com frequência.
  • Aplicativos abrindo sozinhos;
  • Caixa de saída o email enviando informações que a vítima não escreveu.

Caso a vítima descubra que seu celular está sendo espionado pelo parceiro, é necessário tomar cuidado. A pesquisa mostrou que mais da metade das pessoas deletaria o apicativo encontrado. Milena alerta, porém, que essa não é a melhor atitude, já que destruiria provas do crime praticado.

O estudo também revelou que a maior parte das pessoas confrontariam seus parceiros. Para Raquel, é necessário “sangue frio” quando se descobre que é vítima de espionagem, já que o confronto pode levar à violência física. Nesses casos, o importante é buscar ajuda e orientação junto à polícia ou a entidades que apoiam mulheres que são vítimas de violência doméstica.

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É o fim: Microsoft vai encerrar suporte ao Windows 8.1 em 2023

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Windows 8.1 deixará de ser atualizado
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Windows 8.1 deixará de ser atualizado

O ciclo de vida do Windows 8.1 está chegando ao fim. A partir do próximo mês, a Microsoft enviará lembretes para alertar os usuários sobre o encerramento do suporte, marcado para 10 de janeiro de 2023. O sistema operacional, lançado em 2013, vai continuar funcionando, mas deixará de receber atualizações de segurança.

A decisão de “aposentar” o Windows 8.1 era só questão de tempo, já que a Microsoft encerrou o suporte do Windows 8 em 2016. Infelizmente, a gigante de Redmond não oferecerá o programa Extended Security Update (ESU). Portanto, empresas que ainda usam essa versão não poderão pagar para ter pacotes adicionais de segurança.

Com o fim do suporte, os usuários do Windows 8.1 terão que instalar um software mais recente ou comprar um novo computador. No entanto, a própria Microsoft alerta que a maioria dos PCs com 8.1 não são compatíveis com Windows 11 devido aos requisitos de CPU. A alternativa é o Windows 10, que continuará sendo suportado até outubro de 2025.

Vale ressaltar um detalhe importante: as máquinas com a versão 8.1 não vão parar de funcionar após o fim do suporte. Na verdade, elas apenas deixarão de receber novas correções de segurança ou qualquer outra atualização de software, implicando em vulnerabilidades que podem ser exploradas por malwares. Ou seja, o recomendado é realizar a atualização para se manter protegido ou adquirir um novo PC.

Windows 8 e 8.1: uma aposta que não deu certo

Com a “despedida” marcada para 10 de janeiro de 2023, o Windows 8.1 não vai deixar muita saudade, assim como aconteceu com o Windows 8 em 2016.

Na primeira versão, apresentada em 2012, a Microsoft apostou em um sistema centrado em toques e Live Tiles, removendo características importantes, como o clássico botão Iniciar. Isso fez com que muitos usuários rejeitassem a ideia.

Um ano depois, a segunda versão retornou com o botão e alguns outros detalhes, mas não foi suficiente para atrair a atenção dos consumidores. Portanto, a era do Windows 8 chega ao fim de forma melancólica, fazendo com que muitos fãs da Microsoft sequer sintam falta dessas versões.

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iPhone é encontrado funcionando após ficar 10 meses submerso em rio

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iPhone foi encontrado em lago 10 meses após ser perdido
Reprodução/Owain Davies/Miguel Pachaco

iPhone foi encontrado em lago 10 meses após ser perdido

Um homem reencontrou seu iPhone depois de ele ficar 10 meses no fundo de um rio. O caso aconteceu em Cinderford, na Inglaterra, e o celular foi achado por outro homem, que o recuperou e devolveu ao dono. As informações são da BBC.

Em agosto do ano passado, Owain Davies acidentalmente deixou seu iPhone cair no rio Wye enquanto fazia canoagem. No início de junho deste ano, Miguel Pacheco encontrou o smartphone enquanto passeava pelo rio com sua família.

“Eu não achei que fosse funcionar. Estava cheio de água”, disse Pacheco à BBC. Mesmo sem esperanças, o homem conta que tentou recuperar o celular porque imaginou que o dono poderia guardar coisas “sentimentais” nele. “Eu sei que se eu perder meu telefone, tenho muitas fotos dos meus filhos, sei que gostaria de ter isso de volta”, afirmou.

Chegando em casa, Pacheco drenou a água do iPhone com um compressor de ar e deixou o celular descansando na madrugada. No dia seguinte, o conectou ao carregador e, para sua surpresa, o smartphone estava funcionando. “Eu simplesmente não conseguia acreditar”, relatou.

Pacheco então publicou uma foto do celular em um grupo local no Facebook, mostrando o casal que aparecia na proteção de tela. A imagem foi compartilhada mais de quatro mil vezes, chegando até amigos de Owain Davis, já que o próprio dono do celular estava fora das redes sociais.

O iPhone, então, foi devolvido funcionando normalmente. À BBC, Davis disse que ficou surpreso com a atitude de Pacheco. “Minha reação natural seria entregá-lo ao pub mais próximo. Não iria usar meu compressor de ar para secá-lo e desmontá-lo”, afirmou.

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