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Saúde

Aplicativo E-saúdeSP é destaque em evento na Suíça

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Plataforma digital do governo paulistano chamou a atenção de organizadores do evento Inteligência Artificial para Cidades Saudáveis
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 14/07/2021

Plataforma digital do governo paulistano chamou a atenção de organizadores do evento Inteligência Artificial para Cidades Saudáveis

O aplicativo e-saúdeSP, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo , foi selecionado como um dos destaques do AI4HealthyCities 2022 (Inteligência Artificial para Cidades Saudáveis 2022), evento que está acontecendo nessa terceira semana de junho, na cidade de Zurique, na Suíça. A saúde paulistana é representada pelo médico Marcelo Itiro Takano, coordenador-geral do Programa Avança Saúde SP, que faz apresentação com o tema “Reduzindo as Desigualdades de Saúde nas Cidades”.

O evento questiona “Como as cidades podem usar dados e Inteligência Artificial para promover a saúde urbana e a equidade em saúde?”. A partir dessa proposta, prevê uma série de workshops com o objetivo de promover a troca de experiências de sucesso na área de inovações digitais aplicadas à saúde. Considerada pioneira pelos organizadores do evento, a cidade de São Paulo, junto com Quebec, no Canadá, inspiraram os trabalhos, que pretendem “divulgar e disseminar o conhecimento acerca de soluções inovadoras para melhorar a saúde de populações urbanas”, de acordo com os organizadores. Participam também representantes de Portugal, Estados Unidos, França e Inglaterra.

O reconhecimento coincide com o marco de três anos do programa, no próximo dia 19 de junho. O e-saúdeSP integra dados clínicos dos pacientes da rede pública, que por meio do aplicativo, podem ter acesso ao prontuário eletrônico, ao passaporte digital da vacina contra a Covid-19, ao cartão virtual do Sistema Único de Saúde (SUS), à telemedicina e a outros recursos. O app alcançou recentemente dez milhões de acessos e dois milhões de usuários cadastrados. “O aplicativo facilita a vida dos usuários do serviço público de saúde, dando aos cidadãos uma plataforma moderna e prática para que se organizem e sejam protagonistas de seu histórico de saúde”, destaca Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde.

“A Fundação Novartis tem orgulho de trabalhar com a Prefeitura de São Paulo há mais de cinco anos em seus esforços para promover a saúde da população por meio do uso de dados digitais. Como a maior cidade das Américas, São Paulo é uma megalópole extremamente diversificada. No entanto, conseguiu implementar essa iniciativa, que estabeleceu um exemplo para cidades de baixa, média e alta renda em todo o mundo. Estamos honrados em ter a cidade participando do AI4HealthyCities 2022 e sabemos que sua experiência irá inspirar cidades em todo o mundo”, diz Ann Aerts, presidente da Fundação Novartis, organizadora do evento em parceria com a Microsoft AI for Health.

Diminuindo desigualdades

“Por meio dessa tecnologia, nós podemos, por exemplo, identificar grupos de risco e planejar a correta assistência para esses casos. O sistema é capaz de apontar as necessidades de cada cidadão e garantir o monitoramento de sua saúde. Os nossos recursos humanos entram então para avaliar os dados e prestar os serviços necessários aos pacientes”, informa Marcelo Takano, da SMS. Ele conta que, no ano passado, já houve a participação virtual da Saúde Municipal no evento.

“A ideia é usar a ferramenta para diminuir as desigualdades sociais em uma megacidade como São Paulo, pois é dever do poder público atuar para reduzir essas diferenças”, acrescenta o médico, que lembra que é importante também educar as pessoas para que sejam responsáveis pela sua própria saúde. A plataforma permite que o usuário seja protagonista nesse processo, já que disponibiliza dados e incentiva a continuidade de tratamentos e agendamentos periódicos de consultas e exames.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Homem é internado por overdose de vitamina D, e médicos alertam

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Homem é internado por overdose de vitamina D, e médicos alertam
Thinkstock/Getty Images

Homem é internado por overdose de vitamina D, e médicos alertam

Médicos do Reino Unido relataram um caso de overdose de vitamina D e alertaram para os riscos da ingestão excessiva da substância em publicação na revista científica BMJ Case Reports. O paciente precisou ser hospitalizado por vômitos recorrentes, náuseas, dores abdominais, diarreia e outros sintomas decorrentes do quadro chamado de hipervitaminose D. Segundo os responsáveis pelo caso, o problema de saúde está em alta e representa uma série de riscos à saúde.

O homem britânico começou a manifestar os sinais cerca de um mês após começar um regime de suplementação de diversas vitaminas. Os problemas, que envolveram ainda cãibras nas pernas, zumbido no ouvido, boca seca, aumento da sede e perda de peso, duraram por aproximadamente três meses antes de levar o paciente ao hospital. Entre os compostos, foi relatada uma ingestão diária de 150.000 UI (unidade internacional utilizada para vitaminas), embora o recomendado seja de no máximo 400 UI por dia.

Quando os sintomas tiveram início, ele deixou de tomar os suplementos, porém o quadro não melhorou. No hospital, os exames de sangue mostraram que ele tinha níveis além do normal de cálcio e que a taxa de vitamina D estava sete vezes acima do considerado suficiente para o corpo.

O paciente permaneceu internado por oito dias recebendo fluidos intravenosos para limpar o organismo e sendo tratado com bisfosfonatos, remédios normalmente utilizados para reduzir os níveis excessivos de cálcio no sangue. Os níveis da substância no sangue, que crescem com o aumento da vitamina D, apenas retornaram ao normal dois meses após a alta. Porém, a taxa da vitamina continuou além do ideal.

“Globalmente, há uma tendência crescente de hipervitaminose D, uma condição clínica caracterizada por níveis elevados de vitamina D no sangue”, escreveram os pesquisadores, que alertam: “Este relato de caso destaca ainda mais a toxicidade potencial de suplementos que são amplamente considerados seguros até serem tomados em quantidades ou em combinações inseguras”.

Eles explicam que, devido ao tempo longo que a substância leva para ser absorvida, de aproximadamente dois meses, os sintomas de quadros de intoxicação podem durar por muitas semanas.

Os sinais são muitos e variados, apontam os cientistas, geralmente ligados a esse consequente excesso de cálcio no sangue. Eles podem ser neurológicos, como sonolência; confusão; apatia; psicose; depressão, ou sentidos pelo corpo, como a dor abdominal; vômitos; constipação; úlceras; pressão alta; insuficiência renal, entre outros.

Embora esteja em alta, os autores do relato destacam que a hipervitaminose D continua sendo um quadro relativamente raro. No entanto, como as dietas com suplementos vitamínicos estão mais populares, eles defendem ser importante alertar para os riscos uma vez que muitas pessoas não acreditam ser possível sofrer um evento de overdose da substância.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Síndrome do pescoço de texto: entenda o problema causado pelo uso do celular

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Síndrome do pescoço de texto: entenda o problema causado pelo uso do celular
Redação EdiCase

Síndrome do pescoço de texto: entenda o problema causado pelo uso do celular

Especialista esclarece como a dor causada pelo uso do smartphone pode afetar a saúde do corpo

Por Julia Vitorazzo

A chegada dos smartphones revolucionou a vida dos seres humanos e como lidamos com a tecnologia. É inegável que com tantas utilidades e possibilidades eles tenham se tornado nosso fiel companheiro, estando conosco o tempo todo, inclusive nas atividades em que eles não precisam estar. Por isso, está cada vez mais comum as pessoas serem diagnosticadas com a síndrome do pescoço de texto.

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O que é a síndrome do pescoço de texto?

A síndrome do pescoço de texto, ou text neck (em inglês), de acordo com Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral, é caracterizada pela sobrecarga da musculatura do pescoço, exatamente, o que as pessoas costumam fazer ao longo do dia, passando horas com a cabeça inclinada para baixo olhando para a tela do smartphone.

Sintomas mais comuns

Conforme explica o fisioterapeuta Bernardo Sampaio, dentre os principais sintomas dessa síndrome estão as “dores na região do pescoço e que podem começar a descer para os ombros”, além de dores de cabeça, sensação de peso nos ombros e coluna desalinhada.

Prevenção e tratamento

O especialista alerta que é importante se precaver e tratar essa síndrome ainda no começo, para que não haja mais prejuízos à saúde do corpo no futuro. “Para isso, podemos começar diminuindo o tempo que gastamos no celular e tablet e quando formos utilizá-los é interessante sempre movimentar a cabeça, soltar o pescoço e permanecer em posição confortável”, diz Bernardo Sampaio.

Existem alguns exercícios que podem ser feitos a fim de evitar ou diminuir a dor causada pelo text neck, “como movimentar a cabeça, fazendo meia lua e depois girando-a em uma volta completa ou alongar a região do trapézio, inclinando a cabeça, e com o auxílio da mão, puxando levemente para baixo”, ensina o fisioterapeuta.

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O que dizem as pesquisas?

Vários estudos estão sendo realizados para saber o quão grave essa síndrome pode ser e de quais maneiras ela pode afetar a qualidade de vida. Alguns deles, apontam que a longo prazo o text neck pode chegar a causar lesões na coluna cervical. No entanto, pesquisas ainda estão sendo realizadas para confirmar essa informação. 

Além disso, o uso de smartphones ainda é recente e por esse motivo é necessário continuar avaliando o assunto ao longo dos anos para que possamos ter certeza sobre como isso pode afetar as pessoas futuramente.

Acompanhe mais conteúdos na revista ‘Cuidando da saúde’

Fonte: IG SAÚDE

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