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Saúde

Apesar da demanda, Anvisa tem menor número de servidores em 20 anos

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Anvisa tem menor número de servidores em 20 anos
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Anvisa tem menor número de servidores em 20 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atuou durante a pandemia com o menor número de servidores em 20 anos. Mesmo com a intensificação das demandas no órgão, a agência registrou quedas sucessivas no quadro funcional. De acordo com dados da  Anvisa obtidos pelo GLOBO, atualmente há uma defasagem de 1.146 pessoas na instituição.

Com atribuição de cuidar da regulação sanitária do país, a Anvisa foi responsável por analisar vacinas contra Covid-19 e autorizar seu uso , além de conceder registro a medicamentos, emitir recomendações e normas relacionadas à fronteira e ao ingresso de pessoas durante a pandemia e permitir os autotestes para detecção do coronavírus.

Em 2022, a Anvisa iniciou os trabalhos em janeiro com apenas 1.639 servidores, número inferior ao registrado em 2001, quando a agência tinha 1.811 profissionais. O ápice na quantidade de funcionários ocorreu em 2007, quando a agência tinha 2.360 servidores. E mesmo em seu melhor momento, a quantidade de pessoal é bem menor na comparação com instituições semelhantes pelo mundo: a americana FDA, por exemplo, conta com cerca de 18 mil funcionários.

Fora a falta de concursos, entre os principais motivos da redução da força de trabalho estão as aposentadorias, a saída de servidores para outras carreiras e a redução de funcionários do quadro específico, ou seja, servidores que eram de outros órgãos e foram redistribuídos para Anvisa. A deficiência de pessoal tem gerado preocupação nos diretores do órgão, que já foram mais de uma vez ao Ministério da Economia para solicitar a realização de concursos. No entanto, as conversas ainda não avançaram.

“A Anvisa protege a saúde do cidadão e regula quase um quarto do PIB brasileiro. Para ser feito, o trabalho requer trabalhadores em número adequado. Se esse quantitativo não for ampliado, se não houver urgente concurso público, tanto essa proteção quanto a regulação serão ineficazes, insuficientes. Hoje, na Anvisa, não há. Simples assim”, afirmou ao GLOBO o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres.

No fim do ano passado, servidores da agência foram alvo de ameaças  devido à aprovação da vacina contra Covid-19 para crianças acima de 5 anos. O presidente Jair Bolsonaro chegou a defender que os nomes dos profissionais envolvidos na aprovação do imunizante para essa faixa etária fossem divulgados . Na ocasião, em entrevista ao GLOBO, Barra Torres disse que as declarações do presidente poderiam levar funcionários a deixar seus cargos, agravando crise nos quadros.

Ao mesmo tempo que viu seu quadro funcional minguar, a agência ganhou relevância. Um estudo feito pela Fundação Getúlio Vagas (FGV) mostrou que a agência se tornou o principal órgão de referência à administração pública nesse período. A análise, que considera publicações no Diário Oficial, mostra que, somente entre julho de 2019 e agosto de 2021, a Anvisa publicou 16.779 documentos e foi citada por outros órgãos em 2.288 textos.

“A Anvisa foi alçada uma categoria mais determinante dentro do cenário institucional brasileiro. Diversos órgãos públicos precisavam lidar com o problema da pandemia e tinham poucas referências, então os documentos da Anvisa foram essenciais”, diz Lucas Thevenard, responsável pelo estudo.

O Ministério da Economia afirmou ao GLOBO que analisa individualmente as solicitações para abertura de concurso público, mas não comenta casos em análise. A pasta argumentou que considera, entre outros pontos, “o orçamento disponível, as prioridades governamentais e o atendimento aos requisitos legais”.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 7.198 casos e 57 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou 7.198 casos positivos e 57 mortes por covid-19 em 24 horas, segundo o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo (7). Desde o início da pandemia, foram registrados 34.018.371 casos e 679.996 óbitos pela doença.

No boletim, os dados de casos e mortes de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Distrito Federal, do Mato Grosso, do Maranhão, de Tocantins e de Roraima não foram atualizados. O número de óbitos do Mato Grosso do Sul também não.

Entre os que contraíram a doença, 96,2% se recuperaram, o que corresponde a 32.731.706 pessoas. Há ainda 606.669 casos em acompanhamento.

Estados

São Paulo é o estado com maior número da casos e de mortes, com 5,95 milhões e 173.338, respectivamente. Em relação aos casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,83 milhões) e Paraná (2,70 milhões). 

O menor número de casos foram registrados no Acre (145.488), Roraima (173.401) e Amapá (177.285). Os três estados também registram os menores números de mortes pela doença: Acre (2.021), Amapá (2.153) e Roraima (2.158).

Boletim epidemiológico covid-19 Boletim epidemiológico covid-19

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Vacinação

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram aplicadas 496,51 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no Brasil, sendo 178,58 milhões de primeira dose, 159,63 milhões de segunda dose e 4,98 milhões de dose única. 

A primeira dose de reforço foi aplicada em 103,56 milhões de pessoas, a segunda dose de reforço em 17,99 milhões e a dose adicional em 4,75 milhões.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Varíola dos macacos: entidades criticam estigma a homossexuais

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Transmissão da varíola dos macacos tem sido muito associada aos homossexuais
Divulgação

Transmissão da varíola dos macacos tem sido muito associada aos homossexuais

A contaminação pela varíola dos macacos vem se espalhando pelo mundo e trazendo um problema já observado historicamente, quando surgiram os primeiros casos de HIV. Chamada na década de 80 por diversos nomes pejorativos relacionados a homossexualidade, a Aids carregou por anos essa estigmatização.

No último dia 1º, um editorial publicado na Revista Brasileira de Enfermagem alerta para a repetição desse risco, pois o olhar discriminatório ao paciente contaminado com a varíola dos macacos pode prejudicar o tratamento, protelando o seu diagnóstico e até mesmo a procura por cuidados com a saúde.

“O fato de relacionar a orientação sexual com o vírus Monkeypox não faz qualquer sentido, já que existem opções de comunicação que se podem mostrar igualmente efetivas, como, por exemplo, focar na prática de relações sexuais entre indivíduos infectados, sem categorizar sexualidades ou práticas em específicos, assumindo uma posição globalizada das ações sanitárias e de controle epidemiológico”, diz o texto.

A própria agência das Nações Unidas para a Aids mostrou preocupação com o fato de a mídia ter reforçado estereótipos homofóbicos e racistas na divulgação de informações em torno da varíola dos macacos .

A monkeypox , como é conhecida internacionalmente, não é uma infecção sexualmente transmissível, embora possa se espalhar pelo contato íntimo durante as relações sexuais, quando existe erupção cutânea ativa.

Veja, abaixo, mais detalhes de como a varíola dos macacos pode ser transmitida
Reprodução/Twitter

Veja, abaixo, mais detalhes de como a varíola dos macacos pode ser transmitida

A infecção é transmitida a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas de uma pessoa doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele.

Foi o que ocorreu com o professor de inglês Peter Branch, de 48 anos. Ele e seu companheiro moram na capital paulista e foram infectados pela doença. O britânico, que vive no Brasil há mais de 9 anos, queixa-se do preconceito envolvendo a enfermidade.

“Fomos infectados indo a um bar heterossexual. Acho que o mais grave é que homens e mulheres heterossexuais não estão prestando atenção aos sintomas e, portanto, infectando os outros também”, disse. “O que incomoda é que as pessoas pensam que isso é só na comunidade gay ”, completou.

Ele conta que apresentou febre, dor de cabeça, cansaço, e que as lesões surgiram depois. Ele recebeu atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “As manchas doeram um pouco, o chato foi o isolamento, não poder brincar com meus cachorros”. Peter já se sente bem e acompanha a recuperação de seu companheiro.

Fonte: IG SAÚDE

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