Conteúdo/ODOC - O senador Wellington Fagundes (PL-MT) esteve nesta semana no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para acompanhar o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu.
Durante o encontro, Fagundes e Bolsonaro gravaram um vídeo para as redes sociais, destacando a relevância do momento e reforçando a união da oposição.
Para o senador mato-grossense, a decisão do STF reflete um cenário de perseguição política contra Bolsonaro, mas garantiu que seguirá ao lado do ex-presidente. “Sabemos que é uma situação difícil, mas nossa luta continua. Vamos enfrentar tudo isso com fé e trabalho”, declarou Fagundes.
Ele também exaltou a postura do ex-presidente diante do processo. “Bolsonaro sempre teve coragem para expor a verdade. Todos nós do PL e os senadores de oposição seguimos firmes ao seu lado”, afirmou.
Ao final, Bolsonaro agradeceu o apoio de Wellington Fagundes, ressaltando a importância da mobilização política em sua defesa.
Entenda
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi tornado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022. A decisão unânime da Primeira Turma da Corte também incluiu sete aliados próximos de Bolsonaro no processo, todos acusados de formação de organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e outros crimes relacionados.
As acusações apontam que Bolsonaro e seus aliados elaboraram um plano para desestabilizar a democracia brasileira, incluindo a elaboração de um decreto conhecido como "actas do golpe" e o plano "Puñal Verde e Amarillo". Essas ações visavam impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder.
Bolsonaro nega as acusações, alegando perseguição política e afirmando que a denúncia é infundada. Ele também criticou a rapidez do STF em aceitá-la, sugerindo uma tentativa de eliminar a oposição.
Com a decisão, Bolsonaro se torna o primeiro ex-presidente brasileiro a responder judicialmente por tentativa de golpe de Estado, enfrentando a possibilidade de penas que, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão.