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Anvisa rejeita documentos para uso emergencial da vacina Sputnik V, da Rússia

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Divulgação/Sputnik Vaccine

Anvisa rejeita documentos para uso emergencial da vacina Sputnik V, da Rússia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, neste sábado (16), que rejeitou os documentos apresentados pelo laboratório União Química que solicitavam a aprovação para o emergencial da vacina  Sputnik V, no Brasil. De acordo com o órgão, as informações não cumpriram os requisitos para aprovação e análise. 

“A solicitação foi restituído à empresa por não atender os critérios mínimos, especialmente pela falta de autorização para a condução dos ensaios clínicos fase 3, a condução em andamento no país e questões relativas às boas práticas de fabricação”, diz um dos trechos da nota.

A Anvisa ressaltou ainda que, além do pedido de autorização de estudo clínico na fase 3, é necessário que os estudos estejam em andamento no Brasil.

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“Um pedido de autorização de uso emergencial para a Anvisa deve incluir estratégias que serão implementadas pela requerente de forma a garantir que os ensaios clínicos em andamento da vacina sejam capazes de avaliar a segurança e a eficácia a longo prazo”.

Testes no Brasil 

A solicitação fazer os testes com o imunizante no país foi feito em 31 de dezembro. Durante o processo de análise, a Anvisa identificou a ausência de documentos e pediu para que o laboratório apresentasse as informações.

No dia 6 de janeiro, de acordo com a agência, a empresa teria respondido que “tão logo consiga cumprir com a exigência farei os apontamentos para tornar a análise mais célere.”

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Agentes no interior do AM se arriscam para vacinar população durante enchentes

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Adriano é agente de saúde há 20 anos no município de Boca do Acre
Arquivo pessoal

Adriano é agente de saúde há 20 anos no município de Boca do Acre

Quando a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Boca do Acre – localizada a 1.555km de Manaus e a três horas e meia de distância da capital acreana – recebeu a missão de vacinar a população de risco contra a Covid-19, o esquema de grandes proporções considerava apenas a possibilidade de cheia anual dos rios Acre e Purus. O que ocorreu em 2021, porém, acrescentou dificuldades inimagináveis à ação: em  estado de calamidade decretado e sem abastecimento de água potável, o município já possui 90% da população afetada pela  enchente

Apenas um bairro, a Cidade Alta, não foi atingido e abriga, agora, o único hospital em funcionamento, além dos órgãos da prefeitura. “seis das sete unidades de saúde foram afetadas pela cheia, sendo três Unidades Básicas de Saúde , uma clínica médica, o laboratório central e o centro odontolígico”, explica o secretário municipal de Saúde, Manuel Barbosa. Diante da crise, a alternativa para garantir a imunização dos idosos no município de 34,6 mil habitantes foi uma só: alcançar cada um dos vacinados de barco ou canoa para aplicar doses contra Covid-19.

“Trabalho na área há 20 anos e essa foi uma das ações mais difíceis que já participei”, conta o agente de saúde Adriano Castro, que carrega a caixa térmica de isopor com as doses da vacina até a residência dos moradores ilhados. “Não é só se locomover nas águas: há lugares em que os barcos não passam, porque tem cerca. Tem as corredeiras. Nós precisamos descer, precisamos passar por água suja, de esgoto. Há enfermeiros que passam por animais”, explica.

Apesar dos riscos, Adriano é enfático ao dizer que se sente orgulhoso do próprio trabalho. “É muito dificultoso mas existe a gratificação, que é ver o sorriso das pessoas que estavam ansiosas para receber a vacina”, diz. Segundo o consolidado diário de vacinação da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), até esta sexta-feira (5), 2.261 pessoas foram vacinadas em Boca do Acre .

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Adriano é um dos 98 agentes de saúde que trabalham em Boca do Acre para ajudar na vacinação , entre grupos que visitam residências e abrigos e a equipe que trabalha na unidade de saúde fluvial. De acordo com a secretaria municipal, todos os profissionais estão envolvidos na ação, que segue enfrentando as dificuldades de locomoção e abastecimento de água e alimentos. Segundo boletim da Defesa Civil, o nível dos rios ainda está 60 centímetros acima do nível de transbordamento total, chegando a 20,60 metros. A cheia é a maior desde 1997.

Agentes também precisam combater desinformação

Raimundo Lima
Arquivo pessoal

Raimundo diz que desinformação das pessoas é outro obstáculo a ser combatido

Além das águas, os agentes explicam que existem outros obstáculos com os quais se deparam nessa campanha de vacinação: “uma grande dificuldade é que algumas pessoas estão acreditando em informações erradas das redes sociais, que dizem que a vacina de Covid-19 vai fazer mal para elas. Isso gera uma resistência que nós temos que contornar”, conta Manuel Lima, agente de saúde há 23 anos. “Em um dos casos, precisei ir três vezes na casa de uma mulher que não queria tomar vacina até convencê-la com muita conversa”, diz.

O objetivo principal, porém, tem sido alcançado: “até agora a gente não perdeu uma única dose da vacina no nosso município. Nós sabemos que as pessoas não podem ficar sem vacina”, confirma Manuel, que explica que uma das grandes preocupações da secretaria é garantir que as pessoas que já receberam a primeira dose, consigam tomar a segunda. “As pessoas que ficaram de voltar na UBS não conseguiram chegar até lá devido à enchente, então a gente pega a relação das pessoas com nome e endereço e vai vacinar de barco”, diz. 



Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

‘Tragédia anunciada’: os fatores que levaram a região Sul ao colapso por covid

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BBC News Brasil

'Tragédia anunciada': os fatores que levaram a região Sul ao colapso com mortes por covid
Reprodução: BBC News Brasil

‘Tragédia anunciada’: os fatores que levaram a região Sul ao colapso com mortes por covid

No dia 2 de março, o Rio Grande do Sul bateu seu recorde de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia: 184 pessoas morreram em 24 horas. Um dia depois, foram mais 179 vítimas, o segundo pior dia desde março do ano passado.

Em Santa Catarina, 86 pessoas morreram de covid-19 no dia 2. No dia seguinte, foram mais 94 mortes — as piores 24 horas desde outubro.

O 2 de março também marcou o segundo pior dia da pandemia em todo o Sul, incluindo o Paraná. Foram 504 óbitos.

A região vive um cenário catastrófico nas últimas semanas: além da explosão das transmissões por coronavírus e das mortes em decorrência da doença, as populações do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina enfrentam falta de vagas em unidades de terapia intensiva (UTI) em várias cidades.

A ocupação de leitos em Porto Alegre, por exemplo, já ultrapassa os 100%. Segundo um levantamento feito pela campanha “Unidos pela Saúde Contra o Colapso”, até a última quinta-feira (04/03), os hospitais operavam com 103,7% de sua capacidade. Em alguns deles, como o Hospital São Lucas e o Hospital Moinhos de Vento, a taxa está acima dos 130%.

De acordo com os números compilados até 5 de fevereiro pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Rio Grande do Sul tem 676 mil casos confirmados e 13.188 mortes causadas pela covid-19.

Já Santa Catarina contabilizou 7.816 óbitos e 700 mil casos.

No Paraná, 12.196 pessoas morreram de covid-19, e 672 mil infecções foram registradas.

O que explica esse cenário?

Para pesquisadores que estudam a disseminação da covid-19 pelo país, desde o fim do ano passado já havia indícios de que os três Estados enfrentariam um aumento exponencial da covid-19.

“Essa é uma tragédia anunciada. Desde novembro, os cientistas já avisaram que o Sul passaria por uma onda devastadora de covid. Mas nada foi feito, houve um total desprezo pelos alertas que vínhamos dando”, diz Domingos Alves, professor de Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.

Menos isolamento, mais casos

Segundo ele, no começo de dezembro, os três Estados já apresentavam uma alta taxa de transmissão do coronavírus, além de uma média móvel de casos superior ao registrado desde o início da pandemia.

Por outro lado, em dezembro, por exemplo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), flexibilizou medidas de restrição de circulação de pessoas, reabrindo as praias, e aumentando o período em que o comércio poderia funcionar, com vistas às vendas do Natal.

Também em dezembro, entre outras medidas, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), autorizou a lotação máxima de pousadas e hotéis, mesmo que, à época, as UTIs da rede pública de saúde já estivessem com 88% das vagas preenchidas. A ocupação de praias, lagoas e rios também foi liberada pelo governador.

“Em janeiro, esses Estados também começaram a registrar mais mortes diárias do que na primeira onda de covid. O que estamos vendo agora, com todo esse colapso, já era esperado. Foi avisado”, diz Alves.

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Para o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede de Análise da Covid-19, o aumento da circulação de pessoas, em desrespeito às orientações de distanciamento social para frear a disseminação do vírus, é o principal fator para explicar a explosão de infecções.

O índice de isolamento social no Rio Grande do Sul, por exemplo, atualmente gira em torno de 34% da população. Para Schrarstzhaupt, o número ideal para frear a proliferação do vírus seria de 60%, ao menos.

“No final de setembro, os casos de covid no Rio Grande do Sul estavam em queda, mas a mobilidade das pessoas começou a aumentar, revertendo a curva. No fim do ano, boa parte da população de Porto Alegre viajou para a praia, no período que chamamos de veraneio: a gente viu praias e bares lotados”, explica.

Aglomerações na Praia do Rosa, em Imbituba, têm sido comuns durante a pandemia de covid-19

AFP
Aglomerações na Praia do Rosa, em Imbituba (SC), foram frequentes no verão

Novas variante também contribuiu

Para ele, além do aumento da circulação de pessoas, há a influência da nova variante do coronavírus, surgida no Brasil e que algumas pesquisas científicas têm mostrado ser mais transmissível.

“Estudos têm mostrado que essa nova cepa tem mais carga viral. Com as pessoas circulando mais, essa nova variante caiu como um foguete e se espalhou muito rapidamente”, diz.

Para Domingos Alves, da USP, a nova variante do vírus só se proliferou porque não houve ação do poder público para detê-la.

“Estão criando uma narrativa de que a culpa é apenas da nova cepa do vírus. Isso não é verdade. A nova cepa só se espalhou e se tornou predominante porque não foram criadas barreiras sanitárias para impedir que isso acontecesse. Pelo contrário, houve um relaxamento das medidas de contenção”, diz.

Já Leonardo Bastos, estatístico e pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acrescenta que o negacionismo de parte do poder público e da população sobre os efeitos da pandemia também explicam o aumento acelerado de casos no Sul.

“O negacionismo favorece muito a pandemia. Isso está cada vez mais claro. Se medidas necessárias não forem tomadas para ontem, veremos um cenário ainda pior nas próximas semanas”, diz.

Especialistas defendem medidas mais duras para conter vírus

Duas profissionais de jaleco saem pela porta de uma casa

REUTERS/Rodolfo Buhrer
Profissionais fazem vacinação contra covid-19 a domicílio em Curitiba; imunização e isolamento são fundamentais para desacelerar doença, dizem especialistas

Os especialistas são unânimes ao recomendar um reforço de medidas de isolamento social na região Sul e no restante do país para tentar diminuir a incidência do coronavírus enquanto a vacinação avança no país, mesmo que a passos lentos, como vem ocorrendo.

As medidas, no entanto, deveriam ser mais restritivas do que as adotadas recentemente pelos três Estados da região.

“Precisamos seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre o que é um lockdown . Precisamos fazer um lockdown severo de 15 a 21 dias. Se não fizermos isso, veremos cada vez mais casos e mais mortes, a situação vai piorar não só no Sul. Teremos colapso do sistema de saúde em vários Estados, inclusive em São Paulo e no Rio de Janeiro”, diz Alves.

“Hoje, no Sul e em outros Estados, não há vagas nas UTI. As pessoas estão morrendo esperando na fila por um leito. Mas, daqui a poucas semanas, não teremos mais vagas em cemitérios. Se nada for feito, os governadores terão que lidar com vagas em cemitérios, é disso que estamos falando.”


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Fonte: IG SAÚDE

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