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Saúde

Anvisa fará consultas públicas sobre regulamentar a Cannabis medicinal

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A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (11) a realização de duas consultas públicas relacionadas à regulamentação do cultivo controlado de Cannabis sativa para uso medicinal e científico e o registro de medicamentos produzidos com princípios ativos da planta. 

Uma das consultas vai tratar dos requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta por empresas farmacêuticas, única e exclusivamente para fins medicinais e científicos. A outra abordará os procedimentos para o registro e monitoramento de medicamentos produzidos à base de Cannabis, seus derivados e análogos sintéticos.

As consultas serão abertas a contribuições de empresas, universidades, órgãos de governo e de defesa do consumidor, além de profissionais de saúde e da população em geral.

De acordo com a Anvisa, o objetivo da iniciativa é abrir espaço para que toda a sociedade opine sobre as normas brasileiras, para que a futura regulação “seja clara, transparente e feita com ampla participação social”, diz em nota.

Novas regras 

O atual processo regulatório para estabelecer os requisitos técnicos para o plantio controlado e monitorado de Cannabis teve início em 2017, quando foi criado um grupo técnico para discutir o assunto. O tema, segundo a Anvisa, é uma das prioridades da agência. 

As regras preveem o monitoramento e a rastreabilidade dos medicamentos, desde o produtor, passando pelo transportador e drogarias, até o paciente. “A regulação será rigorosa quanto à cadeia de produção, distribuição e consumo dos medicamentos produzidos”, diz a Anvisa.

As normas serão aplicáveis apenas a medicamentos cuja indicação terapêutica seja restrita a pacientes com doenças debilitantes graves ou que ameacem a vida e sem alternativa terapêutica.

Histórico

A importação de medicamentos à base de canabidiol e outros canabinóides para uso pessoal é permitida pela Anvisa desde 2015. A regulação vigente define os critérios e os procedimentos para a importação, em caráter de excepcionalidade, de produtos à base de canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição de profissional legalmente habilitado, para tratamento de saúde. 

Em 2017, a Anvisa também concedeu o registro ao medicamento específico Mevatyl, primeiro registrado no país à base de Cannabis sativa
 

Edição: Fábio Massalli

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Saúde

Filmes e séries podem afetar sua saúde mental: saiba como fazer a melhor escolha

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mulher come pipoca com controle da TV na mão
Pixabay

Séries e filmes podem ser aliados para desestressar, mas também pode agravar a saúde mental


Os filmes e séries já eram considerados grandes aliados para ajudar no relaxamento e na distração no dia a dia. Esse papel se intensificou ainda mais depois do início da pandemia do novo coronavírus . Sem conseguir sair de casa, a maioria das pessoas viu nos streamings um apoio contra o tédio e para manter a saúde mental estabilizada.


Já que grande parte da população está isolada e não pode sair de casa, é preciso escolher bem quais conteúdos serão consumidos, já que o distanciamento social aumentou os níveis de estresse , solidão, angústia e tristeza; além do medo constante.

Essa orientação é redobrada principalmente para pessoas que possuem transtornos como depressão, ansiedade generalizada e transtornos de bipolaridade.

Nessas condições mais frágeis, dar play no conteúdo errado pode acentuar esses sentimentos, desenvolvendo síndrome do pânico, depressão e levando o indivíduo até mesmo ao suicídio.

Segundo a psicóloga Marilene Kehdi, o melhor é não estimular essas emoções e “pegar o caminho contrário”. “Medos em níveis altos paralisa, adoece. Na hora de escolher o filme, é preciso espantar a tristeza e diminuir a angústia”, explica.

Busca de resposta

Quando a situação da pandemia do novo coronavírus começou a agravar, diversas pessoas no mundo todo revisitaram o longa ‘ Contágio ’ (2011). Lançado após a pandemia da Influenza A (H1N1), o filme retrata a história de um novo vírus, surgido na China, que é altamente letal se espalha rapidamente pelo mundo.

Muitos espectadores se assustaram com a similaridade dos fatos que o mundo vive atualmente, e começaram a especular que o filme previu o novo coronavírus .



Mesmo que considerado assustador por refletir o medo real da sociedade de 2020, Kehdi explica que a razão para que seja tão assistido é “a busca pela cura”.

“As pessoas buscam luz nesses conteúdos que refletem a atual realidade para buscar uma resposta, para entender como o personagens saíram daquela situação e entender se aquilo é replicável no mundo real”, explica a psicóloga.

“Estamos todos esperando por uma vacina, uma medicação que trate a doença. Se aparece um filme, um livro ou um série que aborde um conteúdo semelhante, muitas pessoas vão querer saber o desfecho”, acrescenta.

Está tudo bem se ficar triste (mas não o tempo todo)

Mesmo lançado em outubro de 2019, ” Milagre da Cela 7 ” ganhou notoriedade quando ficou disponível em um serviço de streaming – e chamou a atenção por seu alto potencial de fazer chorar.


Segundo Kehdi, algumas pessoas podem precisar experimentar um sentimento de catarse. É saudável assistir filmes para motivar o choro, mas é preciso saber até quando isso é válido, já que pode trazer danos à saúde mental .

“Dependendo do conteúdo o filme vai impactar demais, mas de forma negativa, acentuando os sintomas de pessoas que já estão sofrendo”, justifica. “Algumas pessoas não dão conta e podem precisar de ajuda médica”, continua.

Gatilhos

Kehdi afirma que é sempre bom priorizar conteúdos que cultivem sentimentos contrários aos ruins. “Despertar boas emoções: é isso que as pessoas têm que fazer neste momento para não alimentar a situação”, diz. Talvez o momento peça mais pelo filme confortável, com trama simple e que te faça rir.

Mais que isso, uma prática que pessoas fragilizadas podem adotar é pesquisar como aquele filme está sendo recebido (evitando os spoilers, é claro). Ler a sinopse também ajuda.

“Reflita se aquilo vai beneficiar ou não a sua saúde mental. Se a pessoa entender que está fragilizada e que aquele conteúdo vai proporcionar gatilhos emocionais , é melhor buscar outras alternativas”, diz a psicóloga.

Se você se identifica com esses sentimentos ou conhece alguém que pode precisar de apoio emocional, procure o Centro de Valorização a Vida (CVV),  acessando o site ou ligando 188, ou busque um profissional de saúde.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vacina controlará a Covid-19, mas não ‘acabará’ com o vírus

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vacina
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Pessoas vacinadas podem desenvolver Covid-19, mas de forma leve e menos riscos de morte


Desde que o coronavírus se espalhou, os imunizantes têm sido a grande esperança para que as pessoas possam voltar a ter uma “vida normal”. Porém, segundo o médico Ricardo Palacios, diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, apesar de conseguirem controlar a Covid-19 , a vacina não terão a capacidade de acabar com a circulação do vírus.


“Nós não vamos acabar com o novo coronavírus com uma vacina. Qualquer uma que seja a vacina. O coronavírus veio e veio para ficar”, destacou. Palacios ainda comparou a situação atual com a gripe. As pessoas vacinadas contra o vírus influenza podem até desenvolver a doença, mas de uma forma mais leve, sem risco de óbito. E é isso que deve acontecer com a Covid-19 .

O Instituto Butantan está participando das pesquisas em busca de uma vacina em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, a chamada Coronavac . O imunizante utiliza o coronavírus inativado para estimular a resposta imunológica do organismo.

Além disso, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também está ajudando nos estudos da Universidade de Oxford, que vai testar sua solução em voluntários da linha de frente ao combate à pandemia.

Fonte: IG SAÚDE

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