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Economia

Antecipar o saque-aniversário vai depender de tarifa da Caixa, diz Bradesco

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Octavio Lazari Junior arrow-options
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Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco, diz que banco aguarda regras para definir se antecipar saque-aniversário será possível

O Bradesco espera a divulgação de todas as regras para as novas formas de uso de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS ) para saber qual estratégia adotará em relação ao crédito para antecipação do saque-aniversário do FGTS , uma das modalidades anunciadas na quarta-feira (24) pelo governo federal.

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“Assim que tivermos maior clareza de todas as regras é que vamos conseguir fazer uma avaliação. Vai depender das tarifas que a Caixa cobrar (pelo saque ), para saber se isso não vai encarecer (o crédito) para o cliente final. Vamos ter que discutir esses custos para ter uma taxa atrativa”, disse Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco.

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A Caixa faz a gestão dos recursos do FGTS e, para fazer a liberação a uma outra instituição financeira, pode cobrar uma taxa de serviço por isso.  No saque-aniversário do FGTS, que entrará em vigor em 2020, o cliente poderá sacar um percentual do saldo de suas contas todos os anos.

Uma possibilidade é que os bancos possam oferecer crédito ao cotista  como forma a antecipar esses valores, assim como já acontece com a restituição do Imposto de Renda (IR). No caso do IR, porém, é o contribuinte que escolhe em qual banco vai receber o recurso, e a operação não tem custo.

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Mesmo sem considerar essa opção de empréstimo, o executivo acredita que a demanda por crédito irá aumentar no segundo semestre do ano, em especial no último trimestre.

O encaminhamento da reforma da Previdência , já aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, e as discussões sobre mudanças nas regras tributárias estão entre os fatores que contribuem para uma visão de maior demanda por crédito.

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“O que a gente percebe é um sentimento de confiança . Existe uma expectativa muito positiva por parte dos agentes econômicos. Esse sentimento de otimismo vai contagiar (a economia) e vamos ver isso no último trimestre”, disse Lazari Junior, em teleconferência com a imprensa.

Durante a cerimônia de divulgação das regras para o saque do FGTS, o ministro Paulo Guedes  afirmou que 100 milhões e brasileiros serão beneficiados  . Ele reforçou que as medidas têm potencial para aumentar a renda e a produtividade da economia no longo prazo.

Lucro no segundo trimestre

O Bradesco registrou no segundo trimestre do ano um lucro líquido recorrente, que exclui efeitos extraordinários, de R$ 6,462 bilhões, alta de 25,2% na comparação com igual período do ano passado.

No primeiro semestre, o valor chega a R$ 12,7 bilhões, alta de 23,7%. Já  o lucro contábil foi de R$ 6,042 bilhões no trimestre (+33,4%) e de R$ 11,862 bilhões no semestre (+31,9%).  

A carteira de crédito do banco subiu 8,7% em 12 meses, chegando a R$ 560,5 bilhões. As operações para pessoas físicas foram as que mais subiram no período. O banco espera que, no ano, a expansão do total de empréstimos fique entre 9% e 13%.  

Já as receitas com prestação de serviços sobem no ano 1,8%, para R$ 16,057 bilhões. No entanto, Lazari vê a aceleração dessa linhas de negócios no ano que vem, fruto do aumento da base de clientes. Nesse ano, a expectativa é ter mais de dois milhões novos correntistas no Bradesco.

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Economia

Rosa Weber libera orçamento secreto após novas regras do Congresso

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Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do Congresso e liberou a execução das emendas de relator. A vice-presidente da Corte, no entanto, solicitou maiores informações do Legislativo antes de liberar o mérito do julgamento da ação sobre o chamado orçamento secreto. A decisão da ministra, nesta segunda-feira (6), ocorreu após um recuo do Congresso sobre as medidas de transparência para as emendas de 2020.

Pelo despacho da ministra, os pagamentos devem seguir norma aprovada pelo Congresso após a determinação de maior transparência definida pelo plenário do Supremo.

Na última quinta-feira (2), em um pedido endereçado à ministra, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, solicitaram a imediata suspensão do bloqueio das emendas. Segundo os parlamentares, as medidas de transparência sacramentadas no ato aprovado nesta segunda-feira seriam o bastante para cumprir aquilo que foi determinado por Rosa no início de novembro.

Em decisão do último dia 9, a ministra, atendendo a um pedido feito por partidos políticos, deu uma liminar suspendendo de maneira integral e imediata a execução das emendas de 2021, e cobrou transparência e ampla publicidade a respeito da destinação das verbas. A decisão de Rosa foi confirmada pelo plenário do Supremo por oito votos a dois.

Pela proposta do Congresso, o valor das emendas de relator não poderá ultrapassar a soma de emendas de bancada e individuais no momento da formulação de parecer na Comissão de Orçamento, o que, considerando os valores atuais, representaria cerca de R$ 17 bilhões. O texto também impõe a divulgação dos políticos e entidades favorecidos pelas emendas de relator — que compõem o chamado orçamento secreto — daqui para frente.

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Os casos do passado, porém, continuarão em sigilo. Na última semana, a cúpula do Congresso editou um ato normativo para impedir a divulgação das informações em caráter retroativo. As emendas do orçamento secreto foram usadas sem transparência nos últimos anos para atender a políticos da base do governo, sem um critério claro de distribuição.

Em 2021, foram reservados em um primeiro momento R$ 30,1 bilhões para as emendas de relator. Houve, porém, mudanças na previsão. Hoje, o valor está previsto em R$ 16,8 bilhões. Já o total com as emendas individuais e de bancada, hoje, são estimadas em, respectivamente, R$ 9,6 bilhões e R$ 7,3 bilhões.

Quando deu a decisão liminar, no início do mês, Rosa escreveu que “o regramento pertinente às emendas do relator (RP 9) se distancia desses ideais republicanos, tornando imperscrutável a identificação dos parlamentares requerentes e destinatários finais das despesas nelas previstas, em relação aos quais, por meio do identificador RP 9, recai o signo do mistério”.

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Economia

Governo estuda MP para viabilizar Auxílio Brasil de R$ 400 em dezembro

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Caixa poderá liberar Auxílio Brasil de R$ 400 caso governo decida pela medida provisória
Reprodução: iG Minas Gerais

Caixa poderá liberar Auxílio Brasil de R$ 400 caso governo decida pela medida provisória

O governo prepara a edição de uma Medida Provisória (MP) para pagar a primeira parcela de R$ 400 do Auxílio Brasil a partir desta sexta-feira (10),  mesmo sem a promulgação da PEC dos Precatórios.

O texto, que será publicado ainda nesta semana, vai permitir que o Ministério da Cidadania use os recursos remanescentes do Bolsa Família para garantir o valor mais robusto aos beneficiários do novo programa social.

Há recursos sobrando do Bolsa Família porque a maioria dos beneficiários recebeu o Auxílio Emergencial até outubro. Como o Auxílio Emergencial é pago fora do teto se gastos, não consome espaço do orçamento.

No início de novembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que remanejou R$ 9,3 bilhões do orçamento do Bolsa Família para o Auxílio Brasil.

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Desse total, R$ 3,2 bilhões foram usados para o pagamento do benefício social em novembro. As famílias, porém, receberam um valor medio de R$ 220, ou seja, apenas com o reajuste de 17%.

A nova MP vai permitir uma parcela complementar aos R$ 220, fazendo com que o valor chegue a R$ 400. Esse mesmo instrumento será usado para o valor de R$ 400 no próximo ano.

Para 2022, porém, o governo ainda precisa ver promulgada no Congresso a PEC dos Precatórios, que abre o espaço fiscal.

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