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Economia

Aneel proíbe corte no fornecimento de energia elétrica por 90 dias em todo país

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Medida foi adotada em razão da crise na economia provocada pela pandemia do novo coronavírus

G1– A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (24) suspender os cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento dos consumidores.

A medida vale por 90 dias, pode ser alterada e foi adotada em razão da crise na economia provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Pela decisão, a suspensão vale para todas as residências urbanas e rurais e para os serviços considerados essenciais, como hospitais.

A medida já vinha sendo defendida por entidades de proteção dos direitos dos consumidores como uma forma de ajudar as famílias.

O relator do processo, o diretor Sandoval Feitosa, destacou que a medida não isenta os consumidores do pagamento, mas serve para garantir a continuidade do fornecimento para quem não tiver condição manter as faturas em dia.

“Rogo a todos brasileiros que possam pagar no prazo a suas faturas que o façam. Isso permitirá que possamos abraçar as pessoas que não possam pagar as contas de energia”, afirmou.

No voto, Feitosa afirmou ainda que o fornecimento de energia elétrica é essencial para manter os brasileiros em suas casas. O processo foi votado em reunião extraordinária.

A resolução da Aneel também prevê outras medidas, entre as quais:

  • suspensão da entrega mensal da fatura impressa;
  • entrega pessoal de faturas;
  • suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social;
  • suspensão de atendimento presencial ao público;
  • entrega pessoal de faturas;
  • suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social;
  • elaboração de planos de contingência específicos para atender hospitais e locais usados para o tratamento da população.

Segundo a Aneel, os consumidores residenciais respondem por quase 47,5% do faturamento das distribuidoras de energia e hoje o nível de inadimplência é de 5%.

“Caso as medidas de vedação à suspensão do fornecimento resultem em aumento da inadimplência, o Órgão Regulador certamente terá que adotar medidas alternativas para garantia da sustentabilidade do setor elétrico”, informou a agência.

Sobre a suspensão do corte de inadimplência, Feitosa afirmou ainda que a decisão também dá uniformidade ao tratamento dado às distribuidoras já que alguns estados e municípios têm publicado decretos proibindo o corte no fornecimento.

Outro lado

A Energisa e a Abradee emitiram notas sobre o assunto. Confira:

 

Nota da Energisa

A Energisa considera de extrema relevância o posicionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesse momento crítico que o país e a sociedade atravessam. A empresa vai cumprir a determinação da Aneel de não realizar cortes em consumidores residenciais e de serviços essenciais durante os próximos 90 dias. Também está analisando os impactos e melhor forma de implementação de outras medidas, já que algumas são facultativas às companhias.


Desde o início da crise, a Energisa colocou à disposição dos clientes todos os seus canais digitais como Whatsapp (65 9999-7974), aplicativo Energisa ON, e o site energisa.com.br, além do 0800 646 4196. Por esses meios, é possível fazer o atendimento integral de todas as necessidades, incluindo modalidades de débito em conta e opções flexibilizadas de parcelamento.

Este é um momento de profundas mudanças para a sociedade, no qual o espírito comunitário se torna ainda mais relevante. A empresa está dedicada em manter o fornecimento de energia para seus mais de 7,8 milhões de clientes em todo o país, mas destaca o apelo feito pelo regulador para que aqueles clientes que têm condições mantenham seus pagamentos em dia. O faturamento dos clientes continuará sendo feito normalmente.

 

Nota da Abradee

Nas últimas semanas, as distribuidoras de energia elétrica se reuniram inúmeras vezes para encontrar medidas mais adequadas para atender às demandas advindas da evolução do Coronavírus no Brasil. Assim, as iniciativas que visam prioritariamente à manutenção da confiabilidade do sistema elétrico, e bem como permitam a preservação da saúde
dos seus clientes e dos seus colaboradores foram traduzidas em sugestões que a ANEEL anunciou
ontem (24), dentre as quais estava a maior tolerância para a suspensão dos cortes por
inadimplência.
As distribuidoras, por meio da ABRADEE, enfatizam que estiveram engajadas em buscar uma solução sustentável para a questão, junto aos órgãos envolvidos, como ANEEL, MME, Governos Estaduais e Federal. O entendimento da situação excepcional à qual todos os setores da economia estão inseridos também foram refletidos nessa Resolução, a qual a ABRADEE espera que tragam melhores condições para a população. Além disso, confia que medidas complementares para manter as condições financeiras das distribuidoras e dos demais agentes do setor elétrico
objetivando manter o fornecimento de energia elétrica.
Por isso, as empresas de distribuição seguem empenhadas conjuntamente à ANEEL, MME e Ministério da Economia em busca de alternativas que possam mitigar os efeitos das concessões estabelecidas pela ANEEL.
Desde que o Brasil começou a sofrer os efeitos da crise da pandemia do Coronavírus, as distribuidoras têm atuado fortemente junto a seus colaboradores que estiveram nas ruas visando garantir o suprimento de energia nas residências, ajudando os mais de 200 milhões de consumidores a se manterem em casa, com o conforto da energia elétrica em seus lares. As empresas têm buscado, ainda, garantir toda a segurança necessária aos seus colaboradores que seguem no desempenho de suas funções.
A ABRADEE acredita que o momento é de mobilização e união das instituições e de toda a sociedade para apoiar àqueles mais vulneráveis e contribuir para que a economia do País seja reestabelecida. Nesse sentido, é fundamental a todos que têm condições mantenham seus pagamentos em dia, pois não se tratam de isenções. Esses recursos financeiros são fundamentais para que as empresas do setor elétrico possam manter seu principal objetivo: o fornecimento de energia elétrica à sociedade com qualidade e presteza.

#aenergiaquenosune

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Economia

Natura vai devolver valores reduzidos de salários de funcionários

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Brasil Econômico

Natura pagará valores reduzidos de salários de funcionários
Divulgação/Natura

Natura pagará valores reduzidos de salários de funcionários

Após reduzir os salários de funcionários para conseguir reequilibrar as contas em meio à pandemia em 2020, a Natura vai restituir o valor retirado aos trabalhadores que aderiram ao programa de redução salarial. Ao todo, 2.600 empregados, em todo o mundo, serão beneficiados com a medida.

De acordo com a empresa, 60% dos beneficiários fazem parte da diretoria do grupo. A Natura ainda informou que funcionários da Avon, The Body Shop e Aesop também receberão os valores reduzidos de seus salários.

Em nota, a empresa de cosméticos disse que a iniciativa não teve objetivo de aumentar o faturamento e não há ligação com o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda (BEm) , que permitiu a redução salários e jornadas de trabalho durante a pandemia de Covid-19 .

Em recuperação, a Natura apresentou índices positivos nos últimos meses. No terceiro trimestre, a empresa obteve R$ 10,4 bilhões em receita líquida , o que representa aumento de 32% se comparado ao mesmo período de 2020. Os analistas acreditam que a retomada foi possível com o crescimento da compra de cosméticos pela internet.

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Economia

Gasolina e Diesel ficam 5% mais caros a partir de amanhã, anuncia Petrobras

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Gasolina vai ficar mais cara a partir de quarta-feira
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Gasolina vai ficar mais cara a partir de quarta-feira

A Petrobras vai reajustar o preço da gasolina e do diesel a partir de quarta-feira (27). De acordo com a estatal, o preço médio da gasolina vai subir R$ 0,10, para R$ 2,08. É uma alta média de 5,05%. O último aumento da gasolina foi anunciado no dia 18 de janeiro.

No caso do diesel , o avanço no preço médio é de R$ 0,09, alta de quase 5%, para R$ 2,12. Será a primeira alta do ano de 2021. O último aumento foi no dia 28 de dezembro. O reajuste ocorre em meio às especulações de que os caminhoneiros podem iniciar uma greve no país em fevereiro .

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Para a Petrobras , os valores têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo.

Segundo a Abicom, que reúne os importadores, o aumento anunciado pela estatal está aquém do necessário, prejudicando a concorrência. Para a associação, o reajuste deveria ocorrer com mais intensidade, de R$ 0,34 no diesel e de R$ 0,2310 na gasolina.

A estatal ressaltou, em nota, que os preços da gasolina e do diesel vendidos na bomba dos postos revendedores é diferente do valor cobrado nas refinarias. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis.

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