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Análise das políticas públicas regionais marca encerramento do seminário internacional sobre desafios da agricultura na América Latina

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Painéis sobre as dificuldades da logística da produção agrícola;  inovação técnica na agricultura; biocombustíveis e bionergia, e as mudanças no crédito rural marcaram o segundo e último dia do Seminário Internacional “Desafios e Oportunidades para a Agricultura na América Latina”, nesta sexta-feira (11), no auditório do Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na cidade do Rio de Janeiro.

A primeira atividade do dia foi a exposição sobre o desenvolvimento dos biocombustíveis e da bioenergia na América Latina, que discutiu o papel da região, ainda muito dependente dos combustíveis fósseis, na produção e no consumo de energias renováveis, e as alternativas para gerar eficiência energética com baixo impacto ambiental, como o biodiesel e o bioetanol.

Em seguida, foi analisado o papel da inovação tecnológica no desenvolvimento da agricultura latino-americana e sua contribuição para o aumento da produtividade, a redução de custos e a garantia da sustentabilidade na produção agrícola.

A importância da ciência e tecnologia e da participação das instituições públicas de pesquisa na inovação tecnológica da agricultura foi atestada ao público através da apresentação de algumas práticas vistas no meio rural brasileiro.

Foram citadas inovações no desenvolvimento da agricultura tropical; na integração entre a lavoura, a pecuária e a floresta; nas técnicas de fixação biológica do nitrogênio no solo; na redução de carbono na produção de carne, e no suporte ao pequeno produtor rural, através da oferta de soluções de baixo custo para o abastecimento de água para irrigação e consumo e a geração de energia elétrica para utilização na agricultura.

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O terceiro painel do dia trouxe o estudo dos problemas da logística e da infraestrutura no setor agrícola, em especial no agronegócio brasileiro, que nasceu no Sul do país, migrou para a Região Norte em busca de espaço, mas encontra dificuldade para escoar a produção devido à deficiência da infraestrutura logística.

O crédito rural em um contexto de mudanças no Brasil; o novo padrão de financiamento e o papel dos bancos cooperativos na agricultura foram os temas do painel de encerramento do seminário internacional realizado no Rio de Janeiro.

A apresentação analisou a construção da política brasileira de financiamento da agricultura, de 1965 aos dias atuais; a política agrícola em conjuntura de crise econômica e as diversas fontes usadas para financiar o crédito rural para as agriculturas familiar e empresarial.

Também foram discutidos detalhes da medida provisória 897 (MP do Setor Agropecuário), assinada no último dia 01 de outubro, pelo presidente da República, que oferece melhores condições para o financiamento do agronegócio e outros incentivos para fortalecer o agronegócio no Brasil.

Para o presidente da Amis (Sistema de Informações de Mercado Agrícola do G20), Marcelo Fernandes Guimarães, o seminário internacional foi bem sucedido em razão do ineditismo do conteúdo de alguns trabalhos apresentados e pela oportunidade de troca de experiências entre os participantes. Ele citou como exemplo os estudos apresentados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre a agricultura de alguns países da América Latina.

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“Esse estudo do BID replicou a metodologia desenvolvida pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e servirá de comparação para a análise do nível de apoio que cada país pesquisado oferece à sua agricultura”, explicou Guimarães, que é assessor do Departamento de Estudos e Prospecção da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Outro mérito do seminário, segundo Guimarães, foi ampliar a  compreensão sobre as mudanças na agricultura e no comércio internacional causadas pelo conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, e as repercussões que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia poderão causar no desenvolvimento agrícola da América Latina.

“O acesso às informações apresentadas durante os painéis; os debates e a troca de experiências com especialistas qualificados serão fundamentais para que os organismos internacionais que trabalham com políticas agrícolas possam qualificar ainda mais seus projetos para o desenvolvimento da agricultura e a segurança alimentar”, concluiu Marcelo Guimarães.

O Seminário Internacional “Desafios e Oportunidades para a Agricultura na América Latina” teve o apoio do Mapa; da FGV; da OCDE e da AMIS e das cooperativas de crédito rural Sicredi e Bancoob.

Plínio Nastari, presidente da DATAGRO; Hernán Chiriboga, representante do IICA no Brasil, Antônio Salazar Brandão, professor da UERJ é Agustín Torroba, especialista em biocombustiveis do IICA

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação
[email protected]

 

Fonte: MAPA GOV
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HF BRASIL/CEPEA: Acordo Mercosul-UE deve favorecer competividade de fruta brasileira

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Cepea, 13/11/2019 – Na edição deste mês, a equipe da revista Hortifruti Brasil – publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP – avaliou os lados positivos e negativos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, anunciado no final de junho e que deve ser consolidado ao longo dos próximos anos, sobre o setor de frutas brasileiro. Quando ratificada, essa aliança bilateral deve zerar e/ou reduzir as atuais tarifas sobre as exportações e importação de frutas realizadas entre o Brasil e a União Europeia. 

 

Do lado das exportações, o acordo deve ampliar a competitividade nacional, já que a UE é destino de 80% das frutas frescas que saem do Brasil – envios estes que, atualmente, competem com frutas de outros países isentos de tarifas. Uma das culturas mais beneficiadas será a uva fresca, cuja tarifa atual está de 11,5% a 14% e deve ser zerada com o acordo. Ressalta-se que, no caso da uva, os principais concorrentes do Brasil já são isentos de tarifas e, desta forma, exportadores entrevistados pela Hortifruti Brasil consideram o acordo com a UE determinante para a sobrevivência na atividade.

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Por outro lado, as importações de frutas e industrializados produzidos no bloco europeu também seriam facilitadas, contexto que, em alguns casos, poderia prejudicar produtores nacionais. Agentes brasileiros de indústria de batata, inclusive, estão temerosos quanto aos impactos do acordo, tendo em vista que a aliança deve eliminar as atuais taxas de importação de 10% pagas pelo bloco europeu às batatas processadas encaminhadas ao Mercosul, que existem, justamente, para proteger a indústria nacional.

 

Desse acordo, dois pontos importantes devem ser considerados. O primeiro é que o fato de muitos países europeus serem produtores de algumas frutas ofertadas pelo Brasil pode fomentar a criação de outros tipos de medidas protecionistas, principalmente fitossanitárias. O outro é que atender ao possível aumento da demanda europeia por frutas brasileiras também pode depender, em alguns casos, da eficiência da produção nacional e também de uma melhora na atual deficiente logística brasileira.  

 

Você também encontra nesta edição:

 

ALFACE – Maiores temperaturas elevam consumo, mas afetam qualidade

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BANANA – Cotação da prata de primeira é a maior para o mês de outubro desde 2001

 

BATATA – Vargem Grande do Sul encerra temporada com excelentes resultados 

 

CEBOLA – Mesmo com chuvas, oferta aumenta no Brasil

 

CENOURA – Atraso no plantio eleva oferta em outubro

 

CITROS – Preços são puxados pela baixa oferta de laranjas de qualidade

 

MAÇÃ – Cai estoque nas classificadoras, especialmente de miúdas

 

MAMÃO – Preços do havaí recuam e ficam abaixo do custo

 

MANGA – Preços caem novamente no Vale do São Francisco

 

MELANCIA – Menor oferta e preços firmes favorecem rentabilidade em GO

 

MELÃO – Exportações se desaceleram no fim de outubro

 

TOMATE – Preços despencam em outubro

 

UVA – Com retomada das exportações, preços começam a reagir

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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Governo alega ameaça à soberania nacional e apoia fim da moratória da soja

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Governo alega ameaça à soberania nacional e apoia fim da moratória da soja

O problema foi discutido nesta terça-feira (12/11), em Brasília

Créditos:

13 de Novembro de 2019

O governo federal manifestou estar solidário com o movimento dos produtores rurais para por fim à moratória da soja no país. O problema foi discutido nesta terça-feira (12/11), em Brasília, durante encontro entre entidades do setor agrícola e o secretário Especial da Casa Civil para Assuntos da Câmara dos Deputados, Abelardo Lupion.
 
Na ocasião, representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) apresentaram ao secretário os principais pontos debatidos no encontro de produtores rurais realizado no dia 10 de novembro em Dom Eliseu (PA).
 
No município, localizado na divisa com Maranhão, 63 produtores rurais estão com dificuldades de vender a soja para as tradings por supostos problemas ligados ao desmatamento, o que não procede porque os agricultores possuem licenças ambientais.
 
De acordo o vice-presidente da Aprosoja Brasil e presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Antônio Galvan, o governo também quer dar uma solução definitiva ao assunto.
 
“Em nome do governo, o secretário Lupion declarou que não concorda com a moratória da soja porque ela representa uma ameaça à soberania nacional no momento em que as tradings ligadas à Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) ignoram o Código Florestal e as leis brasileiras”, afirmou Galvan.
 
Segundo o dirigente, ao embargar áreas para produção, a moratória da soja impede o desenvolvimento do município, da região e do país e provoca o empobrecimento da população que depende de empregos e dos alimentos produzidos pelo setor agrícola.
 
“Estivemos em Dom Eliseu na última semana e o que podemos perceber é que a população depende e muito da produção e da venda proporcionada por ela. Essas tradings estão impedindo o desenvolvimento dos municípios da região e tirando daquelas pessoas a oportunidades de serem beneficiadas pelo agronegócio”, salientou.
 
A Aprosoja Brasil estuda ingressar com uma reclamação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a atuação das empresas exportadoras de soja. Os produtores argumentam que a moratória desrespeita o direito legal do proprietário de terra de utilizar para a agricultura 20% da área de florestas dentro do bioma amazônico.
 
“A nossa produção é a mais sustentável do mundo. Queremos que se cumpra o Código Florestal. Os nossos órgãos são os fiscalizadores. Nós não precisamos de ONGs fiscalizando os nossos produtores”, disse o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, reivindicando o direito legal de o produtor não ser excluído do mercado por causa da moratória.
 
O Código Florestal é uma das mais rígidas leis ambientais do planeta, ao exigir, por exemplo, que 80% das propriedades rurais situadas em áreas de florestas no bioma amazônico sejam formadas por reservas legais.
 
Em julho, a Aprosoja e as 16 associadas estaduais realizaram em Palmas (TO) o seminário Soja Responsável, que resultou na Carta de Palmas, documento em que os produtores reafirmam a sustentabilidade da soja.

Fonte: APROSOJA
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