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Opinião

ANA RICARTE – A advocacia mato-grossense tem uma oportunidade histórica com Gisela Cardoso na OAB-MT

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Quando noticiaram que a doutora Gisela Cardoso aceitou se colocar à disposição da advocacia mato-grossense para liderar a Ordem do Advogados de Mato Grosso – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) como presidente, algo me chamou a atenção de forma muito positiva e logo pensei: “será que chegou a hora da OAB-MT ter uma presidente com a fortaleza desta mulher?”.

Pois é, colegas, a resposta é sim. Tudo tem sua hora e Agora é Ela. Acredito que chegou a hora de termos uma colega advogada na liderança da Ordem dos Advogados do Brasil –Seccional Mato Grosso depois de 28 anos.

Conheço a doutora Gisela desde quando ela começou a advogar e posso informar e afirmar que a história de vida de Gisela Cardoso é digna de ser contada, pois ela chegou em Cuiabá quase menina para estudar e  trabalhar para pagar os próprios  estudos.

Pude observar a doutora Gisela se tornar uma líder, uma profissional competente, séria, ética, pois como advogada se dedicou a advocacia trabalhista, ao magistério e depois começou a servir à classe na OAB-MT.

Ao contrário de alguns comentários misóginos que ouço, e que muito me entristecem, a colega Gisela não foi forjada por alguém: ela é líder, ela é Gisela Cardoso! Ao invés de desqualificar a intenção legítima desta colega advogada, seria melhor que opositores focassem nas propostas e metas.

Eu falo isso porque não é fácil a jornada para uma eleição da Ordem, principalmente para uma mulher, e quanto a isso não existem dúvidas, pois quem já se candidatou entende o que falo.

Acontece que a pré-candidatura da doutora Gisela Cardoso contraria a cultura eleitoral na OAB-MT, pois é mulher, não vem de família tradicional no Direito, não tem escritório com uma banca grande, não tem ligação política partidária, não é bajuladora e muito menos demagógica. Portanto, uma candidata atípica. Tenho certeza que muitos e muitas colegas se espelham nela.

A colega Gisela é uma de nós, ela nos representa, ela me representa porque sua história se confunde com a minha e de tantos advogados e advogadas que conhecemos.

É importante dizer que estar a serviço da sociedade e a serviço da advocacia não é uma tarefa fácil para nós mulheres, uma vez que as renúncias são maiores e as cobranças também.

Quem discursa ou comenta que a doutora Gisela será presidente de fachada com certeza não a conhece e comete uma indelicadeza sem precedentes, porque antes de ser candidata ela é nossa colega. Não se esqueçam disso, ela tem personalidade própria, propósito e é única. Assim, não cabem comparações.

Temos uma oportunidade histórica nestas eleições: a OAB-MT pode ser liderada por uma profissional competente e mulher. Não devemos abrir mão desta oportunidade, principalmente por conta de discursos infundados.

A pré-candidata Gisela Cardoso apresenta as habilidades necessárias ao cargo, além do conhecimento específico do sistema OAB e conhece quais as dificuldades a serem enfrentadas no pós-pandemia.

Além da pré-candidatura de Gisela Cardoso, o movimento que ela lidera está florescendo e fortalecendo em todo Estado, com inúmeras pré-candidaturas de colegas advogadas em subseções relevantes em nosso Estado e um enorme apoio de advogadas e advogados.

Por isso, colegas, a doutora Gisela Cardoso tem o meu apoio e respeito. A oportunidade é agora.  Agora é Gisela! Vamos crescer este lindo Movimento “Advocacia Unida, Avanço Presente”.

Ana Lúcia Ricarte é advogada há 27 anos e diretora da Associação Brasileira de Advogados em Mato Grosso (ABA-MT)

 

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Opinião

JOÃO EDISOM – Google, o que você realmente sabe?

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“No Google encontramos muitas coisas úteis e inúteis, inclusive as fake news, mas não encontramos as reais informações que movem o mundo” (João Edisom).

Esta semana me deparei com um fato inusitado, mas não raro, de preconceito e discriminação de localismo. O termo localismo descreve uma ampla gama de ideias que priorizam o local. Geralmente o localismo apoia a produção e consumo de cultura e bens locais. É controle local e a promoção da sua história, impondo valoração à cultura e identidade, muitas vezes em detrimento, ou até com desprezo das demais, chegando a xenofobia intraterritorial no próprio país.

Por morar em São Paulo e não encontrar a informação emitida no Google e não ter sido veiculada nos principais sites ou jornais do seu estado, a informação oriunda do estado de Mato Grosso não poderia e, na concepção da pessoa, nem deveria ser verdadeira. Isso dito sem disfarce!

A soberba e a arrogância elitista de morar e viver nos grandes centros e por isso achar que são mais sábios e mais bem informados (por osmose) tem contornos da relação entre conquistadores e conquistados das eras coloniais e escravagistas. Herança das colonizações europeias pelo mundo afora. Pessoas soberbas e altivas não aceitam ser corrigidas, visto que não desejam ser mudadas por um comportamento superior porque já possuem um espírito de conduta inferior que as satisfaz.

O tempo passou, mas o conforto de “ser sem ter” (ser informado sem ter a informação) faz com que muita gente ainda necessite deste status quo do colonialismo como alimento da sua fraca autoestima. Para estes, o território brasileiro que não é banhado pelo mar é automaticamente “caipira” e desinformado.

Faz-se necessário conceituar que a informação é um conjunto organizado de dados, que constitui uma mensagem sobre um determinado fenômeno ou evento. A informação permite resolver problemas e tomar decisões, tendo em conta que o seu uso racional é a base do conhecimento, portanto, se refere ao esclarecimento do funcionamento de um determinado processo, fato ou de um objeto.

Parte significativa da sociedade mal sabe que as informações que realmente movem o mundo não são de domínio público, portanto, não estão registradas no noticiário corriqueiro, muito menos nos glossários físicos ou eletrônicos mundo afora e, por castigo, independem de território para existirem.

Quem desmontou este “cativeiro” ou reserva de mercado das informações dos grandes centros foi o mercado de produção e capital aliado à globalização. Portanto há mais informação no jardim de sua casa que na poluição da paulista!

As redes de computadores e internet são meras ferramentas para uso individual e corporativo no mundo real dos acontecimentos. O que mudou no mundo não é o uso das ferramentas, mas as pessoas que movem e manipulam estas ferramentas. Por isso tudo que ainda necessita de valorar não está tocado por estas ferramentas.

“Só existe opção quando se tem informação. Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão” (Gilberto Dimenstein).

Penso que o Google deveria informar aos olhos secos pela maresia da soberba localista que estados e cidades onde um dia for possível que animais transitem nas ruas e avenidas, inclusive jacarés e capivaras, serão as mais humanas do planeta. Serão as mais civilizadas e, por consequência, pós-modernas, engajadas, civilizadas e super bem informadas. Estas cidades ainda são sonhos em construção, mas algumas estão bem mais adiantadas que as outras. Nenhuma delas estarão nos grandes centros da soberba vitalícia.

JOÃO EDISOM é professor universitário e cientista político em Mato Grosso.

 

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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Forma para alcançar o progresso

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No terceiro milênio, que tem… mil anos, um dia todos haverão de compreender que espiritualizar as criaturas, consequentemente elevando sua condição moral, é a única forma de alcançar o progresso — que não seja o da destruição — para todo o planeta. Esse desenvolvimento que tem por deus a ganância, de início, atinge os pequeninos, dos quais nos falava Jesus“Deixai-os vir a mim, porque deles é o Reino dos Céus” (Evangelho, segundo Mateus, 19:14). Ao lado dos idosos, os que vivem a infância são os primeiros a ser prejudicados pelas enfermidades provocadas pela adulteração do meio ambiente, não apenas nos países em desenvolvimento. Já dizia o genial cientista judeu-alemão Albert Einstein (1879-1955): “A palavra progresso não fará sentido enquanto houver crianças infelizes”. E quantas estão por aí, meu caro Albert, a começar pelas que vivem nos grandes centros urbanos, respirando com dificuldade?… Será que os governos realmente andam governando para os seus povos?

Que é “progresso de destruição”? É o que, por exemplo, promove a poluição assassina, o aumento do efeito estufa e a ferida na camada de ozônio, cuja tarefa é defender a vida na Terra, incluída a dos próprios promotores de tantos males… “Impulsionados” pela ambição de ganhar a qualquer preço, não percebem que põem em perigo a si mesmos, à pátria e à família. Não foi sem motivo que Jesus proferiu um famoso discurso que ficou conhecido como “O Sermão Profético”, do qual se destaca “A Grande Tribulação”. A respeito desse tema, Ele diz que, “se Deus não abreviasse aqueles dias, nem os escolhidos (aqueles que assim se tornam por suas próprias obras) se salvariam”. E mais: o Cristo advertiu que “igual (tribulação) nunca houve, desde a criação da Terra, nem jamais se repetirá”… E isso é lá brincadeira, meninos?!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

 

 

 

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