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Amigos criam primeira startup brasileira focada em evitar desperdício de comida

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Amigos criam a primeira startup brasileira para evitar desperdício de comida
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Amigos criam a primeira startup brasileira para evitar desperdício de comida

Inspirados pela europeia “Too Good To Go”, dois jovens empreendedores criaram a “Cheap Food”, a primeira startup brasileira com foco em uma conexão entre consumidores e estabelecimentos de modo a beneficiar os dois. A ideia é vender alimentos próximos à data de validade, que seriam jogados no lixo, a preços mais baixos para os clientes. Assim, todos saem ganhando, inclusive o meio ambiente, com a redução do desperdício de comida e da emissão de CO2 na atmosfera.

Um levantamento recente feito pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) mostrou que no Brasil 20 milhões de pessoas passam mais de 24 horas sem se alimentar. Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) aponta que somos um dos dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo, com um descarte de aproximadamente 30% de tudo que é produzido para o consumo. Isso gera um prejuízo para a economia de quase 940 bilhões de dólares por ano

“Nós víamos a recorrência do desperdício e pensávamos ‘o que poderíamos fazer sobre isso?’. Encontramos muitas iniciativas no Brasil, mas nada que também beneficiasse quem está ali produzindo esse excedente. Os estabelecimentos jogam fora, porque durante muito tempo existiu uma lei no nosso país que proibia uma doação”, diz um dos fundadores da Cheap Food, Carlos Keiichi.

“Aqui, a gente ainda tem um tabu. Uma pessoa ou outra vai no mercado, vê uma pechincha na prateleira e pensa ‘vou comprar, mesmo estando próxima do vencimento’. Mas isso não é muito recorrente, né? Não tem uma empresa que ajude nesse sentido. Lá fora, isso vem muito forte, e a gente quis trazer essa ideia para cá”, continua ele.

A proposta surgiu durante a pandemia de Covid-19, em março de 2020, justamente em um momento em que a crise econômica se agravou no país. Com vários estabelecimentos fechando devido a diminuição da demanda, dada pelo isolamento social, a Cheap Food viu nessa uma oportunidade de ajudar os pequenos empresários do ramo de alimentos.

“Inicialmente, a gente foi atrás dos estabelecimentos, sobretudo padarias, que têm maior produção. Quase um terço de tudo que é produzido em uma padaria é jogado no lixo. Imagina um terço da sua produção sendo jogado fora”, afirma Keiichi. “Por isso, a gente teve a ideia de começar a montar alguns kits, chamados “Cheap Box”, e colocar produtos que estavam próximos ao vencimento e custariam em torno de R$ 30 e vendê-los por valores mais baixos. Assim, voltaria pelo menos o preço de custo para a loja”, explica Keiichi.

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A startup oferece três tipos de kits para venda: um doce, um salgado e um misto (doce e salgado). Os clientes podem escolher a opção desejada e recebem uma caixinha surpresa. Além das padarias, os parceiros da Cheap Box incluem hamburguerias, churrascarias, docerias, restaurantes italianos, japoneses, árabes, entre outros.

“A gente começou com padarias, mas percebemos que poderíamos expandir para outros estabelecimentos. Por exemplo, em uma hamburgueria se perde muito pão; o prazo de validade do pão é muito curto. Então, conversando com alguns donos de hamburguerias, ouvimos que eles conseguiriam fazer lanches mais simples, para não perder o pão, e fazer a venda com a gente. Não atacamos só o produto final, como também a matéria-prima que poderia ser jogada no lixo”, afirma o sócio-fundador da Cheap Box.

“É importante mencionar que as Cheap Boxes são disponibilizadas pelos nossos parceiros. Se os estabelecimentos tiverem produtos excedentes, eles os colocam na nossa plataforma. A gente torce para que não tenha, para que o empresário não perca, né? Mas se tem, a gente consegue ajudar o estabelecimento, fazendo a venda para eles”, reforça Keiichi.

Até o momento, a plataforma já vendeu 500 kits. Com isso, ela alega ter retido mais de R$ 10 mil e evitado cerca de 2 mil quilos de comida sendo jogados no lixo. Também teriam sido reduzidos cerca de 38 mil quilos de CO2 emitidos na atmosfera.

App estreia nesta sexta

Nesta sexta-feira (22), a Cheap Food se prepara para lançar o seu primeiro aplicativo, ‘Cheap Food’. Por lá, além de comprar as caixinhas surpresas, os consumidores também poderão pedir delivery comum, assim como acontece em outros aplicativos de entrega. Os produtos serão vendidos com desconto de até 70%.

As vendas também são feitas pelas redes sociais da startup, principalmente pelo WhatsApp (11) 96188-7247. Por enquanto, o serviço só está disponível para a cidade de São Paulo, mas a empresa espera expandir o atendimento no futuro.

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Economia

Nunes Marques interrompe julgamento do STF sobre demissão de não vacinados

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Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF
Nelson Jr./SCO/STF

Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu o julgamento em que a Corte discutia se referendava ou não uma decisão liminar dada pelo ministro Luís Roberto Barroso permitindo a demissão de trabalhadores não vacinados contra a Covid-19 . Com isso, continua válida a determinação de Barroso.

No mês passado, Barroso suspendeu trechos da portaria do Ministério do Trabalho que proibiu demissões de não vacinados contra a doença. Ele considerou a medida inconstitucional, com a ressalva de pessoas que têm expressa contraindicação médica para receber os imunizantes, “para as quais deve-se admitir a testagem periódica”.

O julgamento estava ocorrendo no plenário virtual, em que os ministros votam pelo sistema eletrônico da Corte. Até o momento, além de Barroso, mais três ministros já haviam votado, acompanhando-o: Edson Fachin, Alexandre de Moraes, e Cármen Lúcia. Assim, dos dez ministros, quatro foram favoráveis à suspensão da portaria do Ministério do Trabalho, ou seja, pela possibilidade de demitir não vacinados.

Nunes Marques fez um “pedido de destaque”, retirando o julgamento do ambiente virtual. Com isso, ele será retomado no plenário físico. Não há data marcada ainda para isso. Barroso é o relator de quatro ações questionando a portaria do Ministério do Trabalho. Elas foram apresentadas pelos partidos Rede Sustentabilidade, PSB, PT e Novo.

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A portaria foi editada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social em 1º de novembro sob o argumento de evitar demissões em massa e a criação de uma “justa causa” que não está prevista na CLT. Ao justificar a portaria, a pasta equiparou a demissão de não vacinados contra a Covid-19 a práticas discriminatórias em razão de sexo, origem, raça, entre outras.

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Economia

Auxílio Brasil de R$ 400 terá primeiro pagamento em dezembro, diz ministro

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Auxílio Brasil será pago ainda em dezembro, promete ministro
Divulgação/Ministério da Cidadania

Auxílio Brasil será pago ainda em dezembro, promete ministro

O primeiro pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil vai acontecer ainda em dezembro, prometeu o ministro da Cidadania, João Roma. A tendência, segundo ele, é que os beneficiários recebam também o valor retroativo ao mês de novembro.

A declaração do ministro ocorreu durante evento que marcou a assinatura dos decretos que regulamentam o Auxílio-Gás, programa do governo federal para subsidiar o gás de cozinha. Nesta quinta-feira (2), o Senado aprovou a PEC dos Precatórios , que abrirá espaço no teto para o aumento do Auxílio Brasil.

O valor do benefício, que irá para R$ 400 no último ano de mandato, foi determinado pelo presidente Jair Bolsonaro e é visto como uma das estratégias do governo na campanha pela reeleição.

“O pagamento chegará aos brasileiros ainda em dezembro. A partir de dezembro, só posso precisar a data após a definição final na Câmara, mas da maneira como já está aprovada a PEC no Senado e a MP do Auxílio Brasil, também já na Câmara e no Senado, conseguiremos fazer chegar ainda no mês de dezembro o pagamento mínimo de R$ 400 a todos os beneficiários do programa Auxílio Brasil”, disse Roma.

O ministro da Cidadania afirmou ainda que a situação das 2 milhões de famílias que estavam na fila do Bolsa-Familia também já está equacionada. Com isso, o governo espera aumentar o número de famílias beneficiadas para cerca de 17 milhões com o novo pagamento.

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“Iremos aplicar todos os esforços para o quanto antes esses recursos cheguem. Os prazos estão apertados e estão além do que esperávamos mas isso não será obstáculo para que a gente consiga cumprir a nossa missão”, afirmou.

Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro também comemorou a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado. O presidente negou, entretanto, que a medida seja um calote nas dívidas judiciais do governo.

“A última boa notícia também vem agora, depois de passar pela Câmara, o Senado Federal. A aprovação já em segundo turno da PEC dos Precatórios. Deixo bem claro, não a PEC do Calote”, disse o presidente. “Nos dá uma folga no Orçamento para, inclusive, mais do que dobrar o tíquete médio do antigo Bolsa Família, atual Auxílio Brasil”, continuou.

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