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Amazon AWS está fora do ar e derruba iFood, Disney+, LoL e outros

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AWS fica fora do ar
Unsplash/Azamat E

AWS fica fora do ar

O Amazon Web Services (AWS) caiu mais uma vez e agora levou uma série de serviços e jogos com ele. Há relatos no Twitter de mais um apagão de servidores para Disney+, League of Legends, Valorant e até mesmo iFood , pouco tempo depois os problemas foram confirmados na página oficial. O AWS é um serviço geral de nuvem que é usado por muitas empresas que trabalham online no mundo inteiro, incluindo no Brasil.

Em sua página de status o AWS indica que está passando por problemas na região US-EAST-1, localizada no leste dos EUA (Norte da Virgínia). Isso afeta não apenas servidores da América do Norte, mas no restante do mundo de maneira igual.

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Última grande queda foi em 2020

A última grande queda registrada foi em novembro de 2020 e afetou serviços similares aos de hoje, com instabilidade ou mantendo alguns deles totalmente fora do ar. “Identificamos a causa e estamos trabalhando ativamente para recuperar tudo”, informa ainda a página de status do AWS.

O DownDetector, site que monitora a queda de vários aplicativos e jogos online, lista ainda que o problema afeta mais plataformas do que o relatado inicialmente. Amazon Prime Video, PUBG, League of Legends: Wild Rift e Canva também estão presentes. Os problemas parecem ter começado a partir do meio-dia desta terça (7).

Como o problema já foi identificado, nas palavras do relatório publicado, é possível que não demore até que tudo seja normalizado, mas é bom ficar de olho na página de status para saber de problemas adicionais e ir tentando recarregar o que está fora.

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Tecnologia

Google é acusado de enganar editores e maquiar preços de anúncios

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Google é acusado de enganar anunciantes
Wagner Pedro

Google é acusado de enganar anunciantes

O Google enganou editores e anunciantes durante anos sobre os preços e processos de seus leilões de anúncios, criando programas secretos que diminuíam as vendas de algumas empresas e aumentavam os preços para os compradores. É o que mostra reportagem do The Wall Street Journal, que cita alegações e detalhes não editados recentemente em um processo de procuradores-gerais estaduais.

De acordo com a reportagem, o Google embolsou a diferença entre o que informou aos editores e anunciantes quanto um anúncio custava e usou o dinheiro para manipular futuros leilões para expandir seu monopólio digital.

Os documentos citam correspondência interna em que funcionários do Google disseram que algumas dessas práticas significavam o crescimento de seus negócios por meio de “informações privilegiadas”, diz o WSJ.

O registro, apresentado nesta sexta-feira no Tribunal Distrital dos EUA do Distrito Sul de Nova York, veio depois que um juiz federal decidiu nesta semana que uma queixa alterada apresentada no ano passado poderia ser desarquivada.

O processo foi aberto pela primeira vez em dezembro de 2020, com muitas seções da reclamação redigidas. Desde então, as redações foram eliminadas em uma série de decisões, fornecendo novos detalhes sobre o argumento dos estados de que o Google possui um monopólio que prejudicou concorrentes e editores do setor de publicidade.

O Google, por sua vez, disse que pretende apresentar uma moção para descartá-lo na próxima semana. Um porta-voz da empresa ressaltou que o processo está “cheio de imprecisões e carece de mérito legal”.

“Nossas tecnologias de publicidade ajudam sites e aplicativos a financiar seu conteúdo e permitem que pequenas empresas alcancem clientes em todo o mundo. Há uma concorrência vigorosa na publicidade online.”

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A forma como os anúncios são comprados e vendidos na internet é um processo complexo no qual o Google desempenha um papel descomunal como participante e gestor dos leilões que determinam as vendas.

A gigante de busca possui a ferramenta dominante em todos os elos da cadeia entre editores on-line e anunciantes, dando-lhe um poder único sobre a monetização do conteúdo digital. Também possui plataformas importantes para alcançar os consumidores, como o YouTube.

Como resultado, os rivais reclamaram que a gigante da tecnologia inclinou o mercado a seu favor, permitindo que ela ganhasse mais licitações e impedisse a concorrência. A reclamação alterada e seus detalhes não editados visam esclarecer como isso funciona na prática, diz o WSJ.

Acompanhado por mais de uma dúzia de estados, o processo alega que as práticas comerciais do Google inflacionam os custos de publicidade, que as marcas repassam aos consumidores em produtos com preços mais altos.

Também alega que o Google suprime a concorrência de bolsas rivais e limita as opções dos sites para entrega de anúncios, baseando-se na comparação interna da empresa com um banco que também possui a Bolsa de Valores de Nova York.

O The Wall Street Journal acrescenta que o processo é complementado por um caso antitruste separado do Departamento de Justiça dos EUA e mais de três dúzias de procuradores-gerais estaduais focados nos serviços de busca do Google. Os casos devem ser julgados em 2023 ou mais para frente.

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NFT: nova arte ou o Esquema de Pirâmide do século 21?

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NFT: nova arte ou o Esquema de Pirâmide do século 21?
Ronaldo Gogoni

NFT: nova arte ou o Esquema de Pirâmide do século 21?

O ano de 2021 foi o grande momento dos ativos NFT , a tecnologia de tokens não-fungíveis atrelada a conteúdos digitais, que podem ser obras de arte (físicas ou digitais), memes, avatares, documentos, conteúdos em softwares e/ou jogos, e por aí vai.

Como toda nova tecnologia, ela atraiu curiosos em busca da exclusividade, onde um token nunca é igual a outro, e estes movimentaram mais de US$ 2,5 bilhões em torno dos NFTs apenas no último ano.

A tecnologia de NFT é mesmo útil para todos, ou está mais próxima de um esquema Ponzi/Pirâmide, onde todo mundo está buscando tirar uma casquinha o mais rápido possível, antes de um provável estouro da bolha?

Afinal, o que é NFT?

NFT é a sigla para non-fungible token , ou símbolo não-fungível em português. Um token é qualquer produto que pode ser usado como um símbolo, ou uma representação/demonstração de algo, como artes de avatares e ícones, alguns dos exemplos mais corriqueiros dentro desse negócio.

Fungibilidade, por sua vez, é a qualidade de um item de ser substituído por outro com a mesma função, sem que ele seja o exato que foi consumido. O dinheiro, por definição, é um item fungível: quando você deposita R$ 1.000 em sua conta no banco, e posteriormente o saca, você terá em mãos o mesmo valor, representado por outras cédulas.

Logo, quando dizemos que um item não possui fungibilidade, significa que ele é único e não pode ser substituído, por não existirem outros iguais, ou equivalentes, para manter a analogia com o dinheiro. Em geral, obras de arte são o exemplo mais antigo de itens não-fungíveis, e essa é a principal característica que lhes agrega valor.

Excluem-se aqui casos em que o artista cria uma série de sua obra, algo comum em esculturas, graças à existência do molde original. Bons exemplos disso são O Pensador e A Porta do Inferno , de Auguste Rodin; todos são originais, mas não únicos.

A Mona Lisa de Leonardo da Vinci, a obra de arte mais popular do mundo, é o exemplo mais básico de item não-fungível à moda antiga: não há duas iguais (Crédito: Charles Platiau/Reuters)

A Mona Lisa de Leonardo da Vinci, a obra de arte mais popular do mundo, é o exemplo mais básico de item não-fungível à moda antiga: não há duas iguais (Crédito: Charles Platiau/Reuters)

Um ativo NFT usa o mesmo conceito para artes digitais, atrelando a elas um código/hash único, insubstituível e impossível de ser repetido, graças à autenticação da sequência via blockchain . A tecnologia, que entrou em evidência com a popularização das criptomoedas, mas que é hoje empregada para validar os mais diversos tipos de operações, inclusive bancárias.

Entra o blockchain

O blockchain é uma cadeia de blocos (hashes), com informações novas que vão sendo incluídas a cada passo de uma transação, onde o seguinte sempre irá checar a validade do anterior. Funciona assim: o Bloco 0 tem uma informação (metadados), que será checada no próximo elo, e este processo incluirá uma nova cadeia de dados, formando o Bloco 1.

No próximo elo, os dados do Bloco 1 serão checados e validados, e receberá mais dados, formando o Bloco 2, e assim sucessivamente. Cada hash sempre trará os metadados de todos os que vieram antes, sendo possível rastrear a sequência até o primeiro elo da cadeia.

A tecnologia teria sido criada por Satoshi Nakamoto, o elusivo “pai” semi-mítico do Bitcoin, para garantir que uma mesma criptomoeda não fosse gasta mais do que uma única vez, e para impedir a manipulação de transações.

Diagrama de como cada hash do blockchain checa o anterior e cria uma nova informação (Crédito: Reprodução/Microsoft)

Diagrama de como cada hash do blockchain checa o anterior e cria uma nova informação (Crédito: Reprodução/Microsoft)

Cada rede de blockchain possui seus “nós”, grupos de pessoas com um interesse comum. Nos de criptomoedas, há os transacionais, que escrevem os hashes da sequência, e os mineradores, que validam os elos. Estes usam seus PCs e GPUs em busca de recompensas, na forma de fragmentos das moedas digitais. Em suma, o objetivo é o lucro.

Embora extremamente confiável e útil para mais aplicações do que apenas criptomoedas, o blockchain enfrenta resistência por seu método de validação ser extremamente custoso energeticamente , o que causa um grande impacto no Meio Ambiente, e a chegada dos ativos NFT complica ainda mais as coisas.

NFT, Ponzi e “exclusividade”

O princípio por trás do NFT é o mesmo usado com o Bitcoin, o blockchain autentica o código único atrelado ao item digitial, garantindo assim o seu caráter único e suposta exclusividade. Os defensores dos ativos acreditam que a tecnologia resolve o problema da monetização de artes digitais, no que o dono do NFT passa a ser reconhecido como o dono da versão original.

Esta seria a única com um valor real atribuído e certificado pelas casas de leilão de obras de arte, e esse caráter de “clube exclusivo”, sem muita surpresa, atraiu o mesmo tipo de público: os ricos.

O rapper Eminem, por exemplo, pagou US$ 462 mil por um único NFT, da coleção Bored Ape Yatch Club , que os criadores dizem que as cerca de 170 mil combinações possíveis “são geradas usando mais de 170 características possíveis, incluindo expressão, roupas e mais”, e que apesar dos avatares serem únicos, “alguns são mais raros que outros”, o que explica a diferenciação de preço, entre os vários macacos emburrados.

A adesão dos ricos e famosos aos NFTs, como Eminem, Shaquille O’Neal, Stephen Curry, Steve Aoki, Logan Paul, Jimmy Fallon e Melania Trump, entre outros, é uma velha tática de marketing conhecida como endosso de celebridades. Com personalidades públicas entrando no negócio, mais pessoas comuns se sentirão compelidas a participar também, o que nos leva ao primeiro problema com a tecnologia.

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Assim como acontece com criptomoedas, para o negócio prosperar, é preciso mais pessoas aderindo a ele. Os primeiros investidores, no negócio a mais tempo, serão mais remunerados do que os que vieram depois, com a venda e negociação de ativos, e para incrementarem suas posses, estes precisam atrair mais gente.

Soa familiar? Talvez uma imagem ajude:

A Grande Pirâmide de Quéops, no Egito (Credito: Nina/Wikimedia Commons)

A Grande Pirâmide de Quéops, no Egito (Credito: Nina/Wikimedia Commons)

Muitos dos negócios envolvendo NFTs, embora não ilegais, guardam semelhanças com as práticas do Esquema Ponzi/Pirâmide, onde só quem está no topo, geralmente quem começou a trama, é capaz de lucrar de verdade. Os demais têm que fazer seu investimento prosperar garantindo a entrada de mais gente abaixo deles.

O segundo problema gira em torno da suposta exclusividade dos ativos. Por exemplo, você pode checar o “EminApe” na página do rapper Eminem do Twitter, ou salvar o avatar de graça. Isso acontece porque o blockchain garante o caráter único ao código por ele validado, mas não à imagem a ele atrelada.

Isso já causou situações hilárias, com os investidores descobrindo que seus “avatares exclusivos” caríssimos estão acessíveis a qualquer um que sabe usar o clique direito do mouse , com estes achando de verdade que possuem direitos sobre o desenho em si.

Sem contar aquele arquivo da Locadora , que reunia todos os NFTs das redes Ethereum e Solana.

A título de curiosidade, 50 ETH são ~US$ 169 mil (cotação de 13/01/2022) (Crédito: Reprodução/Twitter)

A título de curiosidade, 50 ETH são ~US$ 169 mil (cotação de 13/01/2022) (Crédito: Reprodução/Twitter)

Usando o exemplo dos Bored Apes , o comprador adquire uma cópia digital de um macaco aleatório gerado pelo portal, este atrelado a um código único, e tão somente. Os direitos autorais continuam pertencendo ao autor da arte, e o consumidor só pode lucrar no ato de revenda do ativo. Ele não pode clamar direitos de imagem sobre outros, caso estes copiem o avatar e os salvem como imagens comuns.

As cópias não possuem o código validado pelo blockchain e não possuem valor agregado, mas da mesma forma, o comprador do NFT não tem amparo legal para exigir copyrights; estes continuam pertencendo aos criadores do Bored Ape Yatch Club .

Há outros problemas. Diversos artistas digitais têm reclamado que o OpenSea , portal de compra e venda de NFTs, permite que terceiros registrem artes de diversos criadores se passando pelos criadores, de modo a lucrar com os ativos às custas do trabalho de outros, e que o site é leniente com isso.

Piora, claro: o OpenSea exige que os reclamantes enviem dados pessoais para validar as reclamações e pedidos de retirada de material pirateado, e essas informações são compartilhadas com os pirateiros.

Apesar de tudo isso, o portal está hoje avaliado em mais de US$ 13 bilhões .

Não surpreende, portanto, que cada vez que uma desenvolvedora de games anuncia que vai investir em NFTs , de modo a criar itens que os jogadores poderão vender, ou carregar de um título para outro, a reação por parte do público é sempre a pior possível.

O blockchain acaba entrando no balaio por ser a tecnologia de validação, mesmo sendo verdadeiramente útil, mas de novo, traz problemas para o Meio Ambiente.

O que virá a seguir?

Os ativos NFT estão surfando a onda da especulação, o que muitos acreditam ser a bolha do momento, que eventualmente irá estourar. Outros, em especial os que investem na área, defendem que o modelo deverá substituir o modelo de negociação de arte, tal como os que aderiram às criptomoedas alegam em relação ao dinheiro.

Um dos casos que mais chamou a atenção foi o da destruição de um rascunho original de Pablo Picasso, com a desculpa de que a obra foi “eternizada” graças ao NFT e blockchain. Na minha humilde opinião, um arquivo .JPG, que qualquer um pode salvar em seu PC, e um hash numérico, não possuem o mesmo valor de uma obra física., mas os defensores dos ativos NFT acreditam que sim.

Eu ainda não digeri essa cena (Crédito: Reprodução/YouTube) / nft

Eu ainda não digeri essa cena (Crédito: Reprodução/YouTube)

Ainda que a ideia do mesmo acontecer à Mona Lisa , na improvável situação de que o Museu do Louvre decida que NFTs são o futuro da arte, seja o cúmulo do absurdo, o fim flamejante intencional de um rascunho de Picasso, um dos maiores artistas do século XX, em nome do que muitos acreditam ser pura especulação, não é um bom presságio.

Fonte: The Conversation

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