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Alta das commodities e espera pela Previdência puxam Bolsa para cima

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Dos principais papéis que compõem a carteira do Ibovespa, se destacaram os da JBS, dona da Friboi, da Vale e da Petrobras

Impulsionada pela alta das commodities, que também beneficiariam as contas da Petrobras e da Vale, o Ibovespa, principal indicador de desempenho da Bolsa de Valores (B3), fechou o primeiro pregão da semana em leve alta de 0,27%, a 97.369 pontos. O dia também foi bom para a cotação do dólar, que caiu 0,62% e foi a R$ 3,8491, puxada principalmente pelo ambiente positivo para moedas de risco no mundo todo.

Leia também: Previsão de alta do PIB em 2019 cai pela sexta vez consecutiva

Dos principais papéis que compõem a carteira do Ibovespa
, se destacaram os da JBS, dona da Friboi, da Vale e da Petrobras, que subiram 3,92%, 2,71% e 1,63%, respectivamente. As ações do Bradesco registraram uma alta mais modesta, de 0,14%. A moeda norte-americana, por sua vez, chegou ao menor patamar desde 21 de março, quando valia R$ 3,8001.



A reforma da Previdência, fator interno que mais preocupa o mercado, pouco influenciou no desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira (8). Os investidores ainda aguardam novidades sobre a proposta e torcem para que o relatório sobre a admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) seja apresentado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados nesta terça (9).

Leia também: Governo busca trocar multa de R$ 250 milhões imposta à Vale por investimentos

As expectativas de que a oferta global de petróleo seja reduzida por conta de conflitos na Líbia e de sanções dos Estados Unidos sobre Irã e Venezuela, por exemplo, acabaram se sobrepondo à ansiedade pela reforma da Previdência. As projeções de que os preços do minério de ferro na China subam a níveis recordes também contribuíram.

Os pontos do Ibovespa


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A lista de empresas que integram o Ibovespa pode ser consultada a qualquer momento no site da B3

De forma resumida, os pontos divulgados no noticiário representam o preço das ações que compõem o Ibovespa multiplicado pela quantidade teórica de ações, que é divulgada diariamente pela B3. Anunciar que o Ibovespa
encerrou o dia em 97.369 pontos, como aconteceu ontem, é como dizer que um investidor hipotético que queira comprar os mesmos papéis pertencentes ao índice deve desembolsar exatamente R$ 97.369,00.

Essa carteira hipotética de ações é reformulada pela  B3
 a cada quatro meses, mas a  metodologia do sistema de pontos
é a mesma desde a criação do Ibovespa, tendo passado apenas por algumas readequações para facilitar sua divulgação. A última foi em 1997, quando o total de pontos foi dividido por 10. A lista de empresas que integram o índice pode ser consultada a qualquer momento no site oficial da B3.

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Economia

Rosa Weber libera orçamento secreto após novas regras do Congresso

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Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do Congresso e liberou a execução das emendas de relator. A vice-presidente da Corte, no entanto, solicitou maiores informações do Legislativo antes de liberar o mérito do julgamento da ação sobre o chamado orçamento secreto. A decisão da ministra, nesta segunda-feira (6), ocorreu após um recuo do Congresso sobre as medidas de transparência para as emendas de 2020.

Pelo despacho da ministra, os pagamentos devem seguir norma aprovada pelo Congresso após a determinação de maior transparência definida pelo plenário do Supremo.

Na última quinta-feira (2), em um pedido endereçado à ministra, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, solicitaram a imediata suspensão do bloqueio das emendas. Segundo os parlamentares, as medidas de transparência sacramentadas no ato aprovado nesta segunda-feira seriam o bastante para cumprir aquilo que foi determinado por Rosa no início de novembro.

Em decisão do último dia 9, a ministra, atendendo a um pedido feito por partidos políticos, deu uma liminar suspendendo de maneira integral e imediata a execução das emendas de 2021, e cobrou transparência e ampla publicidade a respeito da destinação das verbas. A decisão de Rosa foi confirmada pelo plenário do Supremo por oito votos a dois.

Pela proposta do Congresso, o valor das emendas de relator não poderá ultrapassar a soma de emendas de bancada e individuais no momento da formulação de parecer na Comissão de Orçamento, o que, considerando os valores atuais, representaria cerca de R$ 17 bilhões. O texto também impõe a divulgação dos políticos e entidades favorecidos pelas emendas de relator — que compõem o chamado orçamento secreto — daqui para frente.

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Os casos do passado, porém, continuarão em sigilo. Na última semana, a cúpula do Congresso editou um ato normativo para impedir a divulgação das informações em caráter retroativo. As emendas do orçamento secreto foram usadas sem transparência nos últimos anos para atender a políticos da base do governo, sem um critério claro de distribuição.

Em 2021, foram reservados em um primeiro momento R$ 30,1 bilhões para as emendas de relator. Houve, porém, mudanças na previsão. Hoje, o valor está previsto em R$ 16,8 bilhões. Já o total com as emendas individuais e de bancada, hoje, são estimadas em, respectivamente, R$ 9,6 bilhões e R$ 7,3 bilhões.

Quando deu a decisão liminar, no início do mês, Rosa escreveu que “o regramento pertinente às emendas do relator (RP 9) se distancia desses ideais republicanos, tornando imperscrutável a identificação dos parlamentares requerentes e destinatários finais das despesas nelas previstas, em relação aos quais, por meio do identificador RP 9, recai o signo do mistério”.

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Economia

Governo estuda MP para viabilizar Auxílio Brasil de R$ 400 em dezembro

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Caixa poderá liberar Auxílio Brasil de R$ 400 caso governo decida pela medida provisória
Reprodução: iG Minas Gerais

Caixa poderá liberar Auxílio Brasil de R$ 400 caso governo decida pela medida provisória

O governo prepara a edição de uma Medida Provisória (MP) para pagar a primeira parcela de R$ 400 do Auxílio Brasil a partir desta sexta-feira (10),  mesmo sem a promulgação da PEC dos Precatórios.

O texto, que será publicado ainda nesta semana, vai permitir que o Ministério da Cidadania use os recursos remanescentes do Bolsa Família para garantir o valor mais robusto aos beneficiários do novo programa social.

Há recursos sobrando do Bolsa Família porque a maioria dos beneficiários recebeu o Auxílio Emergencial até outubro. Como o Auxílio Emergencial é pago fora do teto se gastos, não consome espaço do orçamento.

No início de novembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que remanejou R$ 9,3 bilhões do orçamento do Bolsa Família para o Auxílio Brasil.

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Desse total, R$ 3,2 bilhões foram usados para o pagamento do benefício social em novembro. As famílias, porém, receberam um valor medio de R$ 220, ou seja, apenas com o reajuste de 17%.

A nova MP vai permitir uma parcela complementar aos R$ 220, fazendo com que o valor chegue a R$ 400. Esse mesmo instrumento será usado para o valor de R$ 400 no próximo ano.

Para 2022, porém, o governo ainda precisa ver promulgada no Congresso a PEC dos Precatórios, que abre o espaço fiscal.

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