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ALMT debate mediação escolar com especialistas em educação inclusiva

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Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, na segunda-feira (9), uma audiência pública com o tema “Promover e debater a mediação escolar nas escolas e universidades de Mato Grosso”.

O debate é organizado pela Câmara Setorial Temática da Pessoa com Deficiência e ocorrerá a partir das 14h no auditório Milton Figueiredo.

A mediação é tida como uma nova perspectiva de solucionar conflitos nas escolas e universidades.

Através da mediação escolar, as instituições de ensino que implementam o programa em sua rotina têm reduzido os índices de violência, aumentando a autoestima de alunos e profissionais da escola, além de diminuir o vandalismo, a depredação e a evasão escolar.

Já está confirmada a presença da advogada Diana Serpe, autora do e-book "Autismo e educação".

Especialista na defesa dos direitos de pessoas com deficiência, a jurista é a criadora do “Autismo e Direito”, movimento nas redes sociais que visa informar o público a respeito das leis e garantias dos autistas.

A existência da Câmara Setorial Temática da Pessoa com Deficiência se deve a uma articulação liderada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB).

O requerimento de autoria do parlamentar foi aprovado pelo plenário no mês de agosto. A ideia é unir professores universitários, pesquisadores, profissionais da saúde e outros para discutir políticas públicas em prol das pessoas com deficiência.

Na avaliação do parlamentar, o debate a respeito da mediação nas instituições de ensino está vinculada ao contexto atual de renovação das práticas pedagógicas.

“O professor não é só mais aquele que ensina conteúdo. Em uma sociedade que combate a intolerância, o ensino passa pela necessidade de respeito às desigualdades e o professor assume papel de peça-chave no processo de aprendizagem”.

Mediação escolar – O mediador escolar é um profissional da educação que pode ser contratado pela instituição ou pela família que deseja que o mesmo faça um acompanhamento e orientação dos trabalhos escolares para crianças com alguma deficiência. O mediador escolar atua no ambiente escolar, dentro e fora da sala de aula e nos demais lugares da instituição.

Este profissional atua em parceria com o professor dentro de sala de aula, sempre se mantendo junto a um grupo e ao professor, acompanhando sempre que possível a rotina e as atividades pedagógicas.

Atua no momento da entrada e da saída dos alunos na escola, direcionando as crianças para seus respectivos grupos, ensinando-as as maneiras corretas de se comportar, estimulando sempre o cumprimento da rotina e das ordens dadas pela professora.

Participa das supervisões dos grupos de estudo e treinamentos realizados dentro da instituição, e sempre que necessário deve entrar em contato com os terapeutas responsáveis para uma reunião com a equipe pedagógica ou com o professor, de modo que deve estar sempre em diálogo com todos para que esteja explicando os porquês dos procedimentos e intervenções realizadas no ambiente escolar.

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Delegado Claudinei destina R$ 200 mil para projeto da Empaer

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

No propósito de fortalecer a agricultura familiar do Vale do rio Cuiabá que abrange 14 municípios mato-grossenses, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) vai destinar emenda parlamentar de R$ 200 mil ao projeto Rede E-Commerce da Agricultura Familiar (REAF) por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários de Mato Grosso (Seaf).

De acordo com o pesquisador e gerente de programas e projetos da Empaer, Fabrício Tomaz Ramos, o projeto foi idealizado ao uso do comércio eletrônico para alavancar a comercialização de produtos da agricultura familiar. “Ano passado apresentei este projeto ao deputado Claudinei. A Empaer trabalha com a agricultura familiar e tem que ter o apoio de parceiros e do governo. E ter um político como ele, que abraça a causa, é muito importante”, comenta.

“O sistema produtivo agropecuário é muito rico em nosso estado de Mato Grosso. Por reconhecer a importância deste projeto da Empaer, principalmente que vai gerar emprego e renda, nada mais justo que somar com eles. É um projeto inovador que vai proporcionar o uso da tecnologia por parte do público-alvo. E, claro, essa oportunidade vai dar o devido direcionamento para ampliar a produtividade e a valorizar as cadeias produtivas de pequenas propriedades”, posiciona o deputado Claudinei.

Estudo

Com análise e averiguação dos tipos de comercialização para atender os produtores rurais, Fabrício conta que identificou que o grande gargalo deste segmento é a venda de produtos em quantidade, com qualidade e com preços justos originados da agricultura familiar direto para empresas, restaurantes e consumidores residenciais cadastrados. 

Ele conta que há entraves para que o produtor obtenha um lucro justo em cima de sua produção. “Por mais que o agricultor tenha dificuldades de acessar o crédito, se ele consegue produzir alguma coisa, muitas vezes ele não sabe para quem vai vender ou quem vai consumir. Outros entraves, também são os casos de perdas pós-colheita por produtos não comercializados e quando o atravessador que vai comprar barato com vários produtores que acabam não lucrando”, esclarece o pesquisador.

Método

A Empaer com este projeto vai buscar criar uma conexão entre o agricultor e o consumidor, enfatiza o Fabrício, que acrescenta que a instituição tem um diferencial que é o de garantir a rentabilidade com um símbolo de qualidade, entre outros métodos para dar destaque aos produtos gerados.

O projeto da REAF contará com a elaboração de um aplicativo do tipo marketplace, tanto para B2B – Business to Business (tradução livre: de empresa para empresa) a B2C – Business to Client (tradução livre: de empresa para cliente) que vai facilitar a comunicação e a comercialização entre os agricultores, produtores rurais e consumidores por meio da Internet que, consequentemente, resultará na geração de renda com a venda dos produtos da agricultura familiar. Também, vai beneficiar cerca de 700 propriedades rurais do Vale do rio Cuiabá.

 

Fonte: ALMT

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João Batista pede por hospital de campanha em comunidade indígena no Alto Xingu

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Com uma ação voltada exclusivamente para os povos indígenas de Mato Grosso, o deputado estadual João Batista do Sindspen (Pros) apresentou, durante a sessão matutina desta quarta-feira (12), indicação sobre a necessidade do governo do estado implantar um hospital de campanha no posto indígena Leonardo Villas Bôas, localizado no Alto Xingu. A iniciativa, como explicou o parlamentar, visa acompanhar a evolução do quadro do novo coronavírus e proteger as etnias que ainda restam no Brasil. 

“O Alto Xingu tem uma população de aproximadamente sete mil índios. São etnias que se encontram severamente ameaçadas por conta da Covid-19. Nos últimos dias, este vírus fez várias vítimas, caciques entraram para a estatística dos mortos pelo coronavírus, inclusive a sua maior liderança, cacique Aritana. Em pouco mais de duas semanas, o cacique Raoni Metuktire estava entre a vida e a morte, mas conseguiu vencer a batalha contra a Covid. Por isso, eu digo que precisamos realizar políticas públicas que incluam os povos indígenas”, comentou o deputado.

Em sua proposição, João Batista explica que fatores como condições sociais, econômicas, geográficas (difícil acesso) e a insuficiência de equipes de saúde contribuem para que o potencial de disseminação da doença seja amplificado.

“Os povos indígenas merecem o nosso total respeito e a atenção do poder público. Nos dois primeiros meses de 2020, dez milhões de árvores foram derrubadas ilegalmente na porção mato-grossense da bacia do Xingu, o equivalente a 84% do desmatamento na região entre janeiro e fevereiro.

Diante da gravidade da situação, o deputado conta que uma campanha no Alto do Xingu foi desencadeada para arrecadar fundos. O dinheiro será destinado para criação de um hospital de campanha no local. 

“Eu espero que o governador Mauro Mendes, assim como o seu secretariado, receba esta indicação e tome as providências necessárias. Entretanto, até que o Poder Executivo adote as devidas ações, a Associação Indígena Awapá irá gerenciar os recursos arrecadados pela ONG SOS Povos Indígenas do Xingu, mostrando que, em um estado como o nosso, não se deve esperar ações humanitárias por parte do atual administração”, finalizou João Batista.

Fonte: ALMT

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