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Economia

Alimentos, passagem e transporte: veja itens que impactaram o IPCA

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Passagens aéreas encarecem com demanda alta e reajuste de combustíveis
Calebe Murilo

Passagens aéreas encarecem com demanda alta e reajuste de combustíveis

Medida pelo IPCA-15, a prévia da inflação do mês de junho acelerou para 0,69% e apontou que o aumento dos preços não dá trégua ao consumidor. Dos alimentos às passagens aéreas , passando pelos combustíveis e gás de botijão, a inflação corrói o poder de compra do brasileiro em meio à reabertura econômica. Em 12 meses, há itens que acumulam alta acima de 100%.

Veja a seguir os itens que mais subiram na inflação: 

Passagens aéreas: alta de 123,26% em 12 meses

Números do IPCA-15 de junho levantados pelo GLOBO mostram que as passagens aéreas subiram 123,26% em 12 meses. É que a reabertura da economia ocorre em meio a uma conjuntura desfavorável: a guerra na Ucrânia mexeu com a economia global e fez disparar, inclusive, os preços das passagens.

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O impacto do conflito no Leste Europeu impacta os preços dos combustíveis e coincide com a retomada do setor aéreo, já que a melhora da pandemia possibilitou a retomada de eventos e demais atividades presenciais. Para o consumidor, ficou mais difícil fazer caber o valor da passagem no orçamento.

Alimentos mais caros

Os preços dos alimentos também pesam mais no orçamento das famílias brasileiras nos últimos meses. As frutas e hortaliças foram as que mais encareceram no período.

Sazonalmente, os preços dos chamados hortifrutigranjeiros ficam mais caros por causa das chuvas de verão, que prejudicam as colheitas. Mas, em 2022, a pressão ganhou um “combustível” a mais: o aumento do diesel. Como o frete tem forte peso na composição desses preços, o reajuste do diesel encareceu os produtos na feira.

Altas tão expressivas nos itens básicos significa, para muitas famílias, ter que substituir os alimentos mais caros por outros mais em conta ou reduzir a quantidade de itens no caminho.

Veja os alimentos e bebidas que mais encareceram em 12 meses:

  • Abobrinha: 101%
  • Cenoura: 99,55%
  • Pepino: 84,03
  • Batata-inglesa: 65,93%
  • Café moído: 65,41
  • Tomate: 65,08%
  • Melão: 61,26%
  • Morango: 54,08%
  • Cebola: 52,32%
  • Pimentão: 48,89%
  • Óleo de soja: 32,59%
  • Leite longa vida: 29,14%

Transporte por aplicativo sobe 64,03% em 12 meses

Quem costuma utilizar transporte por aplicativo percebeu que o serviço ficou mais caro. De acordo com o IPCA-15, o transporte por app subiu 64,03% em 12 meses . O principal vilão é o preço dos combustíveis que não pára de subir diante dos reajustes concedidos nas refinarias e repassados às distribuidoras, chegando até as bombas dos postos. O aumento no preço da gasolina, etanol e GLP têm resultado em tempo de espera maior e corridas mais caras para o consumidor.

Além dos preços elevados dos combustíveis, os motoristas enfrentam custos maiores de manutenção, licenciamento e demais necessidades para manter os automóveis funcionando de forma adequada. O seguro voluntário de veículo, por exemplo, subiu 39,91% em 12 meses.

Combustíveis: alta de 27,36%

O aumento dos  preços dos combustíveis não é novidade para o brasileiro. O preço do diesel, da gasolina, do etanol e do gás veicular pesam ainda mais no orçamento desde o ano passado. Com a entrada em vigor de mais um reajuste da Petrobras no preço dos combustíveis, motoristas se equilibram como podem em diferentes estratégias para continuar abastecendo os veículos e continuar nas ruas e estradas.

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Economia

Dólar sobe para R$ 5,09 com preocupações sobre China

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A divulgação de dados econômicos fracos sobre a China provocou instabilidade no mercado financeiro de países emergentes. O dólar disparou pela manhã, mas desacelerou ao longo do dia. A bolsa de valores iniciou o dia em baixa, mas reverteu o movimento, impulsionado por ações de varejistas.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (15) vendido a R$ 5,092, com alta de R$ 0,018 (+0,35%). A cotação chegou a R$ 5,14 no início das negociações, mas a tensão diminuiu com a entrada de fluxos externos durante a tarde de investidores atraídos pelos juros altos no Brasil, o que permitiu que o câmbio se mantivesse abaixo de R$ 5,10.

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 1,6% em agosto. Em 2022, o recuo chega a 8,68%.

A volatilidade também afetou o mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 113.032 pontos, com alta de 0,24%. Pela manhã, o indicador chegou a cair 1,44%, após a divulgação de que a economia chinesa continuou a desacelerar. No entanto, a melhoria no mercado norte-americano durante a tarde e a alta de ações de setores ligados ao consumo trouxeram o índice para cima.

A política de lockdowns imposta pelo governo chinês para combater a economia de covid-19 fez a economia do país asiático registrar forte desaceleração em julho. Além disso, o prolongamento da crise imobiliária tem afetado a retomada da segunda maior economia do planeta. Problemas econômicos na China afetam países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

Por outro lado, fatores ligados à economia doméstica ajudaram a amenizar as notícias vindas da China. A perspectiva de que o ciclo de alta da taxa Selic (juros básicos da economia) tenha chegado ao fim tem atraído capital externo para o Brasil. Paralelamente, as ações de empresas ligadas ao consumo doméstico passaram a recuperar-se com a expectativa que a Selic comece a cair no próximo ano.

* Com informações da Reuters

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia

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Economia

Justiça suspende licenciamento ambiental de ferrovia em MT e determina que indígenas impactados sejam ouvidos

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De acordo com o MPF, não foram realizados estudos específicos sobre os impactos da obra ao povo Boe Bororo

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça determinou um prazo de 90 dias para que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a empresa Rumo adotem as medidas cabíveis para promover a consulta livre, prévia e informada aos indígenas Bororos das Terras Indígenas Tadarimana e Teresa Cristina. Os órgãos também devem emitir o Termo de Referência Específico para realização do Estudo do Componente Indígena, referente aos impactos da construção da Ferrovia Rondonópolis – Lucas do Rio Verde, no interior de Mato Grosso, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Na decisão, o magistrado também ordenou que a empresa Rumo, responsável pelo empreendimento, realize a consulta e o estudo conforme o termo de referência emitido pela Funai e que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema/MT) não mais emita quaisquer licenças antes da consulta e do atestado de viabilidade da obra pela Funai.

A decisão é fruto de uma ação civil pública (ACP) ajuizada pelo MPF em março de 2022, com o objetivo de assegurar a realização de estudos para avaliação dos efeitos sobre as terras indígenas Tereza Cristina e Tadarimana e garantir consulta aos povos afetados pela construção da Ferrovia, seguindo as normas internacionais e antes da emissão do licenciamento.

Em sua decisão, o juiz federal Pedro Maradei Neto destacou a falta de consenso entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso (Sinfra/MT) e a Funai quanto a distância do traçado da ferrovia da Terra Indígena Tadarimana. De acordo com o Iphan, a malha ferroviária está a 9.979 metros da TI; já a Sinfra/MT informa que a distância mais próxima da ferrovia e a terra indígena é de 10.579 metros; e por fim, a distância calculada pela Funai é de 12.390 metros. “Não se pode ignorar que a dissonância de tais projeções, feitas por servidores públicos no exercício de suas funções e, portanto, dotadas de presunção e veracidade, geram incertezas quanto à efetiva distância entre o traçado da ferrovia e as terras indígenas em questão, a recomendar, por conseguinte, a atuação da Funai no licenciamento, sobretudo porque ainda que se considere a maior distância apurada (12.390m), ela ainda está próxima dos limites fixados na Portaria”, afirmou o magistrado.

O juiz ressaltou ainda que, diante do apelo dos próprios Bororos das Terras Indígenas Tadarimana e Tereza Cristina, deve-se reconhecer o direito dos indígenas de participarem de forma plena e efetiva de todo o processo de licenciamento ambiental da ferrovia, por meio da consulta livre, prévia e informada, conforme preconizado pela Convenção 169 da OIT.

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