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Saúde

Algumas pessoas são mais sensíveis aos efeitos dos medicamentos?

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Algumas pessoas são mais sensíveis aos efeitos colaterais dos remédios?
Reprodução – 23/06/22

Algumas pessoas são mais sensíveis aos efeitos colaterais dos remédios?

A ideia de tomar um remédio vem sempre da demanda de tratarmos algum problema de saúde que está afetando nossa qualidade de vida. No entanto, existem pessoas que podem sentir alguns sintomas (como dores de cabeça, náuseas, sonolência e tontura, por exemplo) que podem estar associados aos tratamentos medicamentosos. Eles são os chamados efeitos colaterais e estão descritos na bula.

Entretanto, alguns indivíduos sempre sofrem com esta situação. Seriam alguns deles mais sensíveis aos medicamentos em geral?

A resposta é sim: existem pessoas que são mais sensíveis aos medicamentos –  aglumas têm alergia a remédios específicos enquanto outras podem apresentar reações incomuns. Com isso, as diferenças na forma como os corpos metabolizam os remédios podem torná-los propensos a efeitos colaterais.

Algumas pessoas fazem o metabolismo de maneira muito lenta ou muito rápida, e isso pode causar altos níveis de medicamentos ou metabólitos (produto do metabolismo) acumulados no sangue.

Os médicos passaram a identificar as diferenças individuais no metabolismo dos remédios na década de 1950. Já na década de 1970, pesquisadores de Londres descobriram que o metabolismo lento das drogas pode ser uma característica genética herdada.

Em 1980, eles mostraram que aproximadamente 9% da população britânica eram metabolizadores lentos. Desde então, extensas variações no metabolismo de remédios foram documentadas em muitas populações e etnias.

Essas mudanças nem sempre são fáceis de se notar. Este é frequentemente o caso de medicamentos que têm uma alta margem de segurança, por exemplo — ou uma grande diferença entre a dose efetiva usual e a dose que causa efeitos colaterais graves.

Variações no metabolismo, no entanto, podem ser particularmente importantes com medicamentos que têm uma margem de segurança estreita. Os exemplos incluem sangramento excessivo com a ingestão de varfarina, um anticoagulante; aumento da sensibilidade ao medicamento betabloqueador propranolol, que reduz a pressão arterial; e o medicamento antiplaquetário clopidogrel, que é comumente administrado para prevenir coágulos sanguíneos antes e após a angioplastia. Com o analgésico codeína, uma rara variação genética levou uma pessoa à depressão respiratória e à morte.

Uma grande variedade de medicamentos é suscetível a variações no metabolismo que podem tornar as pessoas propensas a efeitos colaterais. A lista inclui antidepressivos, anticoagulantes, antibióticos e muito mais. Para muitos medicamentos, um teste terapêutico começando com uma dose baixa pode ajudar a determinar se você é mais sensível aos efeitos ou não.

Testes genéticos

Os avanços nos estudos da genética molecular estão expandindo de forma cada vez mais rápida a capacidade dos médicos de preverem a sensibilidade aos tratamentos com remédios. Mesmo assim, os especialistas consideram testes iniciais de variações no metabolismo apenas para um pequeno número de medicamentos.

Além de atestar a sensibilidade a medicamentos, os testes genéticos conseguem também analisar os remédios que têm um melhor desempenho para tratar determinada doença considerado os genes que o paciente possui. Isso torna o tratamento mais eficaz e com menos efeitos colaterais.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Ômicron: BioNTech anuncia nova vacina contra a variante para outubro

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Empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro
Bruno Concha/Secom

Empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro

A farmacêutica BioNTech e seu parceiro americano  Pfizer informaram, nesta segunda-feira, que começaram a fabricar vacinas “bivalentes” de Covid-19 atualizada e projetada para proteger contra as mais recentes subvariantes BA.4 e BA.5 do coronavírus. A empresa disse que pode lançar os imunizantes até outubro se receber aprovação regulatória.

Elas se juntam a outros fabricantes de vacina como a Moderna, que tentam criar formas avançadas e atualizadas de vacinas para proteger contra as novas cepas do coronavírus. A ideia é que os dois novos imunizantes protejam contra as variantes mais recentes e as cepas variantes anteriores.

O primeiro imunizante tem como alvo a subvariante BA.1 da Ômicron . Os dados do estudo clínico sobre sua segurança e eficácia foram enviados em julho para a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Os resultados do estudo foram satisfatórios ao mostrar a produção de anticorpos neutralizantes mais altos contra a variante. A segunda vacina, desenvolvida para atacar as subvariantes BA.4 e BA.5, começará a ser testada este mês.

A agência reguladora americana, Food and Drug Administration (FDA) , no intuito de agilizar e facilitar o processo de aprovação, afirmou que os fabricantes de vacina não precisam enviar dados atualizados de ensaios clínicos para as vacinas adaptadas BA.4/BA.5, pois ela aprovará as vacinas modificadas usando dados clínicos dos ensaios da vacina BA.1.

Entretanto, a Agência Europeia de Medicamentos seguirá o contrário e disse que exigirá dos fabricantes de vacina todos os dados clínicos para cada uma das novas vacinas atualizadas.

Fabricantes tentam atualizações

Moderna anunciou no mês passado que havia testado um reforço bivalente que produzia anticorpos neutralizantes mais altos contra as subvariantes BA.1 e BA.4/BA.5. Porém, ainda nenhum esforço contra as novas variantes foi aprovado.

Em junho, a FDA pediu, em comunicado, que as fabricantes de vacina mantivessem sua composição atual, ou seja, que previnem contra doenças graves da Covid-19, enquanto adicionavam componentes extras que pudessem proteger contra as cepas BA.4/BA.5.

Os receios são de que as empresas sempre tenham que ficar inovando os imunizantes contra cepas cada vez mais infecciosas e mais transmissíveis que se espalham e continuam a sofrer mutações.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vasculite: conheça doença que levou Ashton Kutcher a perder a visão

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Ashton Kutcher
Reprodução/Instagram

Ashton Kutcher

O ator americano Ashton Kutcher contou nesta segunda-feira ter sido diagnosticado com uma rara doença há cerca de dois anos, que provocou a perda momentânea de sua visão e audição. Segundo o relato, que foi ao ar no episódio de ontem do programa “Running Wild With Bear Grylls: The Challenge”, do National Geographic, levou quase um ano para que Kutcher se recuperasse de um quadro de vasculite, problema que causa a inflamação dos vasos sanguíneos.

“Há dois anos, tive uma forma estranha e super rara de vasculite que derrubou minha visão, minha audição e meu equilíbrio. Demorei um ano para voltar tudo de novo. Você realmente não aprecia isso até que se vá, até que você diga: ‘Eu não sei se vou poder ver de novo, não sei se algum dia conseguirei ouvir de novo, eu não sei se vou conseguir andar de novo’, contou o ator.

As causas exatas da vasculite ainda não são totalmente claras, porém alguns fatores são associados ao desenvolvimento do quadro, entre eles problemas genéticos, doenças autoimunes, reações alérgicas ou outros problemas de saúde que provoquem a inflamação dos vasos sanguíneos de forma secundária.

É um quadro raro que, na maioria dos casos, leva as próprias células do sistema imunológico a invadirem as paredes dos vasos, causando um estreitamento da região chamado de estenose, o que restringe a passagem do fluxo sanguíneo. Com isso, as regiões irrigadas por aquele vaso podem sofrer com a falta de oxigenação, chamada de isquemia, e eventualmente predispor o paciente para quadros de aneurismas ou hemorragias.

Além de febre, dores de cabeça, fraqueza e perda de peso, os sintomas variam de acordo com a região e o órgão que está sendo afetado pela inflamação. De acordo com o instituto de saúde Mayo Clinic, dos Estados Unidos, eles podem se apresentar das seguintes formas de acordo com o local do corpo onde ocorre o problema:

  • Sistema digestivo: Dores depois de comer, úlceras, perfurações e sangue nas fezes
  • Ouvidos: Tonturas, zumbidos e perda auditiva.
  • Olhos: Vermelhidão, coceira, queimação, cegueira temporária ou permanente.
  • Mãos ou pés: Dormência, fraqueza, inchaço e enrijecimento.
  • Pulmões: Falta de ar, tosse com sangue.
  • Pele: Sangramentos sob a pele, manchas vermelhas, caroços ou feridas abertas.

Em caso de sintomas, é preciso buscar um médico especialista, que fará a análise do histórico do paciente, das doenças associadas às vasculites e poderá pedir ainda exames laboratoriais que avaliam a presença de anticorpos no sangue ligados ao processo de inflamação.

O tratamento é direcionado à redução dos impactos decorrentes da inflamação nos vasos sanguíneos, podendo envolver medicamentos como esteroides ou corticoides. Ele varia de acordo com a gravidade da doença e a região impactada. Em alguns casos, pode ser passageira sem a necessidade de intervenções médicas. Quando é possível identificar a causa, ela pode ser o alvo da terapia.

Em situações mais graves, podem ser utilizadas drogas imunossupressoras, que diminuem a atuação do sistema imunológico e, portanto, da reação que está atacando as paredes dos vasos. Dependendo do quadro clínico, pode ser preciso também que o paciente seja hospitalizado para acompanhar o desenvolvimento da doença.


Fonte: IG SAÚDE

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