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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Na eleição do ano que vem

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O barulho eleitoral de 2022 ainda não chegou forte à rua. Mas nas conversas paralelas, aquelas entre amigos e grupos, a coisa anda quente.

A presença de Sergio Moro no cenário é uma das que tem mais comentários. Ninguém duvida que ele seja candidato à presidência e não ao Senado. Já aparece em pesquisa à frente de outros na chamada terceira via, passando inclusive Ciro Gomes.

De quem ele mais tiraria votos, de Lula ou Bolsonaro? É comum ouvir que ele entra mais na seara de Bolsonaro. Moro busca aproximação com o PIB nacional e os militares.

Até que ponto isso pode influenciar ou não na ida do Bolsonaro para o segundo turno também entra nas diferentes avaliações. É aceito que Moro, ou os da terceira via, não tem ainda condições de impedir a ida do presidente para o segundo turno.

Tem opinião de todos os tamanhos sobre Bolsonaro. Que ganha a eleição presidencial e até que ele poderia abandonar a candidatura lá na frente. Os que defendem esse ponto de vista arguem que, se o Bolsonaro chegar ali por junho do ano que vem, sem crescer nas pesquisas, podendo ser derrotado pelo Lula, ele abandonaria a disputa. Difícil ocorrer, mas é um dos argumentos do momento.

Alguns acham que o Lula não será candidato ou que deve aparecer algo na Justiça que impediria sua candidatura.

A maioria das opiniões vai em direção oposta, acredita que ele é candidato mesmo e que herdaria, num segundo turno, a maior parte dos votos dos candidatos da terceira via. Outros torcem para que o seu vice seja mesmo Geraldo Alkmin.

Que isso daria força à candidatura em São Paulo, lugar que Bolsonaro não tem sido muito popular.

Outra conversa é sobre os votos do Nordeste para presidente. Hoje ali o Lula tem boa votação, mostram as pesquisas. Mas com o Auxilio Brasil de 400 reais, muito maior do que se pagava no Bolsa Família, isso poderia alterar o jogo e Bolsonaro encostar no Lula no Nordeste? Grande incógnita para o ano que vem.

Daria tempo, em menos de um ano desse novo auxilio, para mudar o quadro eleitoral no Nordeste? Não esquecer que Lula é nordestino.

A terceira via nessa próxima eleição teria mais votos do que em eleições passadas? A tradição brasileira é a polarização entre duas candidaturas. A do ano que vem não foge à regra, Lula e Bolsonaro serão os nomes dessa vez. Na ultima eleição, com exceção da votação em Marina Silva, outros como Geraldo Alkmin e Henrique Meireles, nomes fortes no canário nacional, tiveram votações raquíticas? Agora seria diferente? Que patamar poderia chegar Moro?

Simone Tebet teria a preferência do voto feminino? Ciro melhora sua votação dessa vez? Como ficaria João Dória com seu PSDB no caminho do racha? Essa terceira via chegaria aos 30% dos votos na eleição 2022? Fato que nunca ocorreu antes.

Pode-se ficar aqui fazendo incontáveis especulações sobre o cenário eleitoral. Aliás, é a melhor parte da conversa sobre política.

Alfredo da Mota Menezes é analista político.

 

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Opinião

VOLMAR MACHADO – O papel da transformação digital na modernização das soluções financeiras

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A transformação digital do mercado financeiro já é uma realidade. Vivemos uma jornada que revoluciona a forma como as instituições estavam acostumadas a interagir, envolvendo mudanças profundas em quesitos organizacionais, tecnológicos e humanos. Tudo isso culminando num ambiente digital onde ferramentas eficazes levam mais autonomia e praticidade, e reforçam o impacto dessas instituições financeiras no dia a dia da população.

Para o cooperativismo de crédito, esse cenário agrega ainda mais possibilidades ao relacionamento com os associados, diferencial do segmento já consolidado pela proximidade e conexão com sua realidade e com o local onde vive. Somando a chegada de novos players ao mercado, como as fintechs e big techs vindas de outros segmentos, a transformação digital se faz ainda mais relevante.

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 5 milhões de associados e presença física em todas as regiões do País, já colhe resultados desse processo. Vimos na adoção das metodologias ágeis uma forma de ganhar velocidade no atendimento das demandas das comunidades onde estamos presentes, e de atuarmos com maior fluidez em nossos processos. Nossas equipes ganharam espaço para uma atuação horizontal, com lideranças circunstanciais e autonomia, além de vivenciarem um ambiente dinâmico e aberto à diversidade, fazendo com que as pessoas se sintam à vontade para serem quem são. Nossas áreas de desenvolvimento e qualidade optam pelo modelo de trabalho com o qual melhor se identificam, seja ele híbrido ou remoto, resultando em um clima favorável à criatividade e implantação de inovações que atendem a modernização do nosso negócio.

Além dos avanços em aspectos comportamentais e organizacionais, as novidades tecnológicas que compõem a nossa jornada nos capacitaram à conexão com as mais modernas inovações do mercado. Os nossos canais digitais registraram números expressivos desde o ano passado, seja para serviços simples, como pagar uma conta, receber e transferir valores e consultar saldos e extratos, ou para aqueles mais robustos, como aplicações financeiras, sempre tendo como foco o associado, que são os usuários das nossas soluções. Contamos com inteligência artificial e automação para dar celeridade a processos de negócio e de atendimento; e com a cultura de dados implementada em nossas áreas de desenvolvimento, consolidamos a democratização de informações, fazendo com as mais de cem cooperativas do Sicredi ganhem agilidade para tomada de decisões.

Toda a transformação interna executada nos permite disponibilizar produtos e serviços que atendam diferentes perfis de pessoas, levando em consideração aspectos da economia local e o seu fortalecimento. Ainda, nos preparou para manter a operação sem prejuízos com as medidas de distanciamento social durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, tendo também colaborado com a nossa adesão a novidades como o Pix, os pagamentos pelo WhatsApp e o próprio Open Finance, sem esquecer o compromisso e maturidade da instituição financeira cooperativa com a segurança e o respeito à privacidade de informações.

Aporte com startups para empoderar o associado e seus negócios

Outro ponto vital da nossa jornada de transformação digital tem sido a proximidade com o ecossistema de inovação para o desenvolvimento de soluções para o próprio Sicredi e para a evolução dos negócios dos nossos associados. Buscamos nos conectar a esse modelo de negócio, que aporta conhecimentos específicos e estruturas de equipes leves, para acelerar entregas que atendem rapidamente as necessidades de negócio, somando ainda experiência aos times internos.

Isso corre por meio de programas próprios, como o Inovar Juntos, e do nosso apoio ao Intensive Connection, idealizado pelo AgTech Garage – um dos maiores hubs de inovação da América Latina para o agrobusiness, nos colocando entre as principais empresas abertas à inovação no Brasil.

Volmar Machado, diretor executivo de Tecnologia da Informação do Sicredi

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EDUARDO MAHON – A quem preferimos vacinar?

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Ministro do STF afirmou: responsáveis que não levarem crianças para vacinar podem ser punidos. Vereadora de Cuiabá criticou o Ministro e defendeu a “autonomia” dos pais. Falemos de autonomia, portanto.

O criador de gado é obrigado a vacinar o rebanho contra aftosa, sob pena de multa, processo civil e penal. Por quê? Porque sua “autonomia” vai até onde o interesse coletivo é diretamente afetado.

Em MT, temos 100% do rebanho vacinado, um marco que nos garante a exportação de carne para países que impõem essa condição. O mesmo se diga para o criador de peixes, de porcos, de jacarés, para o plantador de soja, de milho, de algodão.

Era de se esperar, portanto, que a vereadora mato-grossense entendesse de vacinação. Mas se a analogia com bois e soja não funciona, falemos de crianças.

Responsáveis que se neguem a matricular os miúdos na escola responderão processo. Não há autonomia quando se trata de obrigação constitucional.

Responsáveis que obrigarem crianças ao trabalho infantil serão processados. Não há autonomia quando se trata de vedação legal. Portanto, a “autonomia dos pais” é um discurso que não se aplica nem mesmo pra boi dormir. Quem vive em comunidade tem a liberdade mitigada pelo interesse público.

A única “autonomia” que se pratica é a verba indenizatória dos vereadores e deputados, porque gastam como querem, como se fosse deles o recurso. Não precisam apresentar um conta antes de gastar. Que senhora autonomia!

No mais, até em condomínio de apartamentos, o morador não pode alegar autonomia para erguer paredes na sua vaga de garagem, por exemplo. Tem gente doida que faz isso, mas o Judiciário sempre manda desfazer a obra. Sim, a vereadora tem direito de falar o que quiser. Tem deputado que faz discurso de ódio no parlamento, por exemplo.

Mas tenho certeza de que, como todos os outros recalcitrantes, o cartão de vacinação deles todos e dos respectivos rebentos está em dia. Por essas e outras que nosso presidente impôs “sigilo” de 100 anos no cartão de vacinação dele enquanto sua mulher e filhos estão vacinados. Trata-se de discurso. Apenas uma baba bovina, viscosa e infecta, mais perigosa do que a febre aftosa.

Eduardo Mahon é advogado criminalista em Cuiabá.

 

 

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