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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Crescimento da exportação

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Dados do Ministério de Indústria e Comércio Exterior mostram que, entre janeiro e maio deste ano, Mato Grosso exportou mais de 14 bilhões de dólares em produtos do agro.

O saldo comercial ficou em 12 bilhões de dólares, um crescimento de 32% se comparado com o mesmo período de 2021. O estado importou cerca de dois bilhões de dólares, principalmente de adubo e fertilizante.

Os produtos exportados, em sequencia de importância, são soja, algodão, milho e carne. No período dos cinco meses, MT foi o quarto maior exportador do país.

Suplantando, em superávit comercial, gigantes da exportação como Minas Gerais e Pará, onde a mineração é forte.

A soja continua a ser o carro-chefe da exportação. Dos 14 bilhões exportados, nove bilhões vieram da venda da soja ao exterior. Venda de carne para fora do país cresceu 67% de um ano para o outro, chegando a um bilhão de dólares.

A China é a grande importadora, 43% da exportação do estado foram para a esse país ou 38% a mais do que no mesmo período do ano passado. Turquia, Tailândia, Espanha são outros países compradores, em escala bem menor que a China.

Um estado, com menos de 3.5 milhões de habitantes, tem uma exportação desse porte. A produção agropecuária no estado, falando o óbvio, impressiona os de casa e o outro Brasil também. A tecnologia ajudou enormemente a produção no campo. Sementes e adubagens adequadas faz o estado produzir por hectare como os melhores produtores do agro pelo mundo.

Outro ponto importante dessa equação é o fator China. A venda para lá é forte e crescente. Talvez seja interessante aumentar os laços com aquele país. Buscar interação também em área cultural e social com os chineses.

Gentes daqui aprender o mandarim. Fazemos isso com os EUA e este país não compra praticamente nada do agro daqui. Este país é grande produtor no campo e, aliás, é competidor do estado.

Uma produção desse porte de grãos, fibras e carnes no estado e ainda se tem uma logística deficiente. A rodovia 163 ilustra isso. É o principal meio para escoamento de milhões de toneladas para portos do litoral e não se consegue que seja duplicada. O estado tem peso econômico, mas não tem ainda o poder político para resolver esse assunto.

Outro item que entra nessa história de produção e exportação é a preocupação com o meio ambiente. O exterior continua monitorando o que ocorre aqui. Vai até passar uma lei na União Europeia para que, importadores de lá, não comprem produtos produzidos em situação ambiental equivocada. Outros tipos de relacionamentos deveriam ser criados pelo agro com aquela integração econômica também.

Gentes daqui aprender o mandarim. Fazemos isso com os EUA e este país não compra praticamente nada do agro daqui. Este país é grande produtor no campo e, aliás, é competidor do estado.

Uma produção desse porte de grãos, fibras e carnes no estado e ainda se tem uma logística deficiente. A rodovia 163 ilustra isso. É o principal meio para escoamento de milhões de toneladas para portos do litoral e não se consegue que seja duplicada. O estado tem peso econômico, mas não tem ainda o poder político para resolver esse assunto.

Outro item que entra nessa história de produção e exportação é a preocupação com o meio ambiente. O exterior continua monitorando o que ocorre aqui. Vai até passar uma lei na União Europeia para que, importadores de lá, não comprem produtos produzidos em situação ambiental equivocada. Outros tipos de relacionamentos deveriam ser criados pelo agro com aquela integração econômica também.

E, outra coisa óbvia, o estado tem que industrializar parte dessa produção no campo. Um equilíbrio entre exportação in natura e industrializados. A ferrovia está chegando e deve ajudar muito nessa direção.

Alfredo da Mota Menezes é analista político

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A defesa da democracia o país precisa e nunca teve

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O presidente Jair Bolsonaro chama a população para ir às ruas em 7 de setembro, data em que, no ano passado, fez grave pronunciamento contra membros do STF (Supremo Tribunal Federal). Foi o suficiente para seus adversários o acusarem de pretender “dar o golpe”. De outro lado, proliferam as cartas e manifestos de figurões – tanto da política quanto das diferentes classes econômicas, culturais e sociais – em defesa da democracia supostamente sob risco. Até alguns que reconhecidamente contribuíram para a chegada ao ponto problemático onde hoje nos encontramos começam a assinar tais documentos como se não tivessem nada a ver com a obra. A sociedade chega ao embate tarde e em má hora. Tarde porque, se tivesse acordado antes, não teríamos chegado ao atual  estado de polarização sem alternativas; em má hora porque o movimento poderá provocar  turbulência ao processo eleitoral já em andamento.
Defender a democracia tem sido o mote da política brasileira desde os primórdios. A própria República – resultada de um golpe militar contra o imperador – já era de inspiração democrática, embora o seu proclamador e primeiro presidente, marechal Deodoro da Fonseca, tenha sido obrigado a renunciar em razão de atos autoritários que rebelaram os militares. Não foi diferente com vários dos seus sucessores, que governaram com mãos de ferro. A democracia brasileira sempre foi um joguete nas mãos dos seus políticos, chegando a viver pelo menos dois períodos de exceção declarada, com Getúlio Vargas no poder de 1930 a 45 e os militares de 1964 a 85. Paradoxalmente, os governos de então afirmavam-se democráticos e preventivos contra a possibilidade de golpes da esquerda e do estabelecimento da ditadura do proletariado. Até os líderes da esquerda e adeptos do comunismo, todos, se disseram democratas.
A democracia que o saudoso professor Gofredo Silva Telles defendeu em 1977 em sua “Carta aos Brasileiros”, certamente não é a que os políticos pós-1985 construíram. O festejado mestre da São Francisco certamente não concordaria com a panaceia da democracia para resolver todos os males e nem com as estruturas que se montaram e – para a manutenção de grupos no poder a qualquer preço – criou a reeleição para cargos executivos e os esquemas de sangria dos cofres estatais para a compra de apoio político que resultou nos escândalos do Mensalão, Petrolão, Eletrolão e outros que emporcalharam a imagem do país mundo afora e levaram a o cárcere governantes, parlamentares, empresários e outros portadores de colarinhos brancos. .
Espera-se que a sociedade tardiamente desperta aos problemas hoje vividos pela democracia brasileira tenha o bom senso de atuar exclusivamente pela garantia democrática. Não penda para o  ativismo em favor de candidatos ou das ideologias em disputa. Dê seu aporte ao regime que permite a autodeterminação do povo e, se possível, atue em defesa do estabelecido na Constituição, inclusive pelo hoje faltante respeito entre os poderes constituídos. Precisamos garantir o Executivo executando, o Legislativo legislando e fiscalizando e o Judiciário judicando para modular as contendas sem, jamais, invadir a seara dos dois outros poderes. Se os três pilares do poder não tiverem funcionamento adequado, a única solução constitucional disponível é a intervenção dos militares que, a bem da verdade, tem dado todas as demonstrações de que atualmente não se interessam por essa prestação de serviço suplementar.
Senhora e senhoras, por Deus e pela Pátria, não assumam o ativismo político-ideológico. Aproveitem a mobilização que se inicia para discutir causas e não apenas efeitos ou, principalmente, indivíduos. Contamos com a sua força para manter a Nação em pé e altiva. Capaz de assimilar o desenvolvimento global, fazê-lo beneficiar os cidadãos e legar melhor futuro a todos os brasileiros, especialmente os nossos filhos, netos e sua prole. Quem tiver restrições a este ou àquele participante da cena política, não deve persegui-lo com o fito de inviabilizar sua caminhada. O melhor é trabalhar pela regularidade e estabilidade do regime democrático para que este, dentro de seus critérios e ordenamento jurídico, promova as devidas reparações. Quem errou tem de pagar, mas é preciso entender que voto não é peça condenatória e nem absolutória e a urna não é tribunal. Precisamos ter a eleição mais transparente e limpa que se consiga produzir para, a partir da sua representatividade e com o apoio da sociedade, fazer as correções que a nossa imperfeita democracia há muito vem requerendo…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) [email protected]                                                                                                     

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Opinião

WILSON FUÁH – Os objetivos são essenciais

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Em prol do imediatismo, os valores legítimos da alma, tais como virtudes e as conquistas intelectuais, ficam esquecidos.

De acordo com as escalas de valores, os indivíduos seguem pelos caminhos de uma vida depressiva, pois ninguém está livre desses infortúnios, como: perda um emprego, privação de prestígio social, perda de um imóvel, dinheiro, carro, joias ou mesmo a perda do poder de compra de um objeto eleito como essencial.

As pessoas estão colocando no topo das suas escalas de valores os bens transitórios e assim ao atingi-los não sabem o que fazer com as conquistas, pois elas envelhecem muito rapidamente e ficam no canto do esquecimento.

A cada minuto a vida está virando as páginas, e por isso, é preciso respeitar os limites de cada ser e compreender que cada um faz o melhor que pode de acordo com o seu grau de evolução moral e intelectual, entender que não somos melhores ou piores que ninguém, apenas diferentes uns dos outros.

A tradição faz com que cada pessoa possa agregar a soma das experiências e estilos, mesmo que sejam momentâneos, fazendo com que cada um de nós sejamos apresentados: com uma “cara” ou uma “marca” e nisso cada pessoa é definida como qualificada ou desqualificada, quando na verdade foram criadas durante o crescimento individual e estão agregados nos pensamentos e que se identificam em todos os momentos das nossas vidas.

Somos apenas seres sobreviventes do que arriscamos, e assim, vamos tentando compartilhar sucessos e os prazeres das conquistas como forma de felicidade, mas por “bobeiras pessoais”, alguns desavisados apostam em prazeres individuais e pensam que a vida não tem energia própria.

O futuro não tem o poder de regeneração, e todos os momentos do passado o que passaram ficarão registrados na história da nossa vida, mas o importante é entender que os pequenos detalhes que às vezes passam despercebidos, são eles que podem assumir proporções gigantescas na lei de causa e efeito, e que na verdade são determinantes em nosso futuro e podem potencializar as diferenças para o sucesso e para o crescimento espiritual.

Saber lidar com as coisas do mundo das adversidades é descobrir o equilíbrio e crescer acima dos problemas, o importante é não inverter os valores da vida com intolerâncias desnecessárias, a paz é a consagração da nossa existência.

Econ. Wilson Carlos Soares Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]

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