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ALFREDO DA MOTA MENEZES – Bolsonaro e a América do Sul

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Cresce a preocupação sobre como o governo Bolsonaro vai conviver com alguns países sul-americanos. Manifestações, daqui e de lá, levam a uma situação incômoda. Que, além de afetar o relacionamento entre vizinhos, pode afetar amargamente o lado econômico. Comecemos pela Argentina.

Durante a campanha, Bolsonaro ficou ao lado de Mauricio Macri e contra a volta da “esquerdalha” ao poder com Alberto Fernandez. Que milhares de argentinos iriam fugir do país, como estão fazendo os venezuelanos. A coisa não pegou bem na Argentina. Macri mandou recado a Bolsonaro de que estava beneficiando seu adversário na eleição.

Ganha Fernandez, Bolsonaro disse que não iria cumprimentá-lo pela vitória e nem iria à posse. O chanceler argentino encaminhou à Embaixada do Brasil reclamação em que dizia serem “inapropriadas” as falas de Bolsonaro e também sobre a postagem de um filho dele criticando o filho do eleito na Argentina. De lá veio pedidos de Lula livre. Surge agora a noticia de que Fernandez convidaria Lula para sua posse.

Fernandez fez vista a Lopez Obrador, presidente do México. Não é somente gentes de esquerda se entendendo politicamente, o receio é que o México passe a ser o novo e favorecido parceiro econômico da Argentina. Lugar que hoje é do Brasil.

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A Argentina é o terceiro maior comprador de bens do Brasil, atrás da China e EUA. Mas é o primeiro do mundo em compra de produtos industrializados do Brasil. A Fiesp fala em perdas significativas de empregos se esse comércio interromper

No Uruguai, Bolsonaro disse ter preferência pelo candidato Lacalle Pou, da centro-direita. Convocaram o embaixador brasileiro ali, falou-se em interferência, indicando que o apoio não seria bem vindo. Esquerda e direita no Uruguai olhando enviesado para o governo Bolsonaro.

Argentina e Uruguai são membros do Mercosul. Bolsonaro tem dito que, se os dois países atrapalharem a ida para a União Europeia, o Brasil poderia ir. Sugere um “Mercosul flex” ou sem a obrigatoriedade, como numa União Aduaneira, de se um for todos vão ou se um não for ninguém vai. Será que a União Europeia aceitaria ou quer o Mercosul inteiro numa integração econômica?

No Chile, Bolsonaro tem um governo que comunga dos mesmos ideais políticos e econômicos, mas a fala dele sobre o pai da Michele Bachelet e de elogios á ditadura Pinochet, além do descontentamento da imprensa, levou até mesmo o presidente Sebastián Pinera a se manifestar contra essa postura.

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A Bolívia está em convulsão e terá nova eleição. Como se mostra o quadro ali,  melhor seria não meter o bedelho. Aproximação com aquele país é importante não somente no lado econômico, mas também por causa do tráfico de drogas e da violência em milhares de quilômetros de fronteiras.

Mas, no caso sul americano, talvez apareça aquele outro Bolsonaro. Antes criticou a China e pretendeu transferir a Embaixada brasileira de Telavive para Jerusalém, irritou os árabes. Recentemente foi à China e ao Oriente Médio e estendeu o tapete vermelho. O mesmo vai acontecer na América do Sul?

ALFREDO DA MOTA MENEZES é analista político.

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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Infalível seguro de vida

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Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas e meus Irmãos, jamais podemos nos esquecer da “Fórmula Urgentíssima de Jesus”, que o saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979) nos legou, inspirado no magnífico ensinamento do Divino Mestre sobre a ansiosa solicitude pela vida (Evangelho do Cristo, segundo Lucas, 12:31; e Mateus, 6:33).

A Fórmula Urgentíssima de Jesus

— A Fórmula Perfeita para resolver os grandes problemas dos chefes de Estado, na ciência do governo dos povos, é a de Jesus: “Buscai primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas”. Quer dizer: não haverá soluções perfeitas fora das Leis Eternas, que regem a Terra. O contrário é combater efeitos, enquanto as causas permanecem.

Com esse Supremo Conhecimento da Economia Divina — pois se trata da Fórmula Urgentíssima Econômica do Cristo —, continuamente estaremos prontos — nós, fiéis ovelhas que somos do Pastor Celeste — para enfrentar e vencer as tramoias do “lobo invisível” (o espírito trevoso), como o Excelso Condutor do Rebanho suplica ao Pai na Sua comovente oração pelos Seus discípulos, isto é, por Suas ovelhas:

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— Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal [da ação do “lobo”].

Jesus (João, 17:15)

Ora, de forma alguma o Pai deixará de atender ao pedido do Seu Filho Primogênito.

Infalível Jesus é o Seguro de Vida de Seus admiradores, cristãos ou não, crentes ou ateus. Se verdadeiramente alicerçados Nele, nunca serão apanhados de surpresa por turbulências, como as do mercado financeiro humano.

Para eles, não há crashes de bolsa de valores que lhes derrubem sua firmeza de Alma. Seus investimentos, antes de tudo, são espirituais, de acordo com o que o Economista Divino ensina em Sua Fórmula Urgentíssima.

Se fielmente aplicada, ela nos abençoa com as benesses do “Banco de Deus”, a que se referia Dom Bosco (1815-1888). Portanto, oremos e vigiemos, isto é, trabalhemos, sobretudo nas crises, sempre apelando ao infinitamente próspero Banco Divino.

É forçoso lembrar, para nossa própria segurança, o alertamento de Zarur na Prece da Ave, Maria!:

— Faze a tua parte, que Deus fará a parte Dele.

E não se espantem com a citação que faço aos Irmãos ateus como admiradores do Cristo, porque eles existem, a ponto de considerar o Divino Mestre um grande revolucionário social. Por exemplo, o biólogo inglês Richard Dawkins, considerado até por seus pares um ferrenho pensador ateu, publicou, em 2006, um artigo intitulado “Atheists for Jesus” (Ateus por Jesus), e, em certa ocasião, definiu Jesus como “um dos grandes inovadores éticos da História”. E ainda afirmou: “O Sermão da Montanha está muito à frente de seu tempo. Seu ‘oferecer a outra face’ antecipou Gandhi Martin Luther King em 2 mil anos”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

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DIRCEU CARDOSO – Professor sem emprego e renda

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Leio, na pesquisa de Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Airton Sena, que o Brasil corre o risco de ter, nos próximos anos, um batalhão de professores desempregados, porque formou mais do que o necessário. Entre 2013 e 2017, formamos  1,148 milhão de docentes para o ensino básico, o que equivale à metade de toda a classe em atividade. Mais 1,5 milhão deverão sair dos cursos de pedagogia e licenciatura durante os próximos cinco anos. Isso nos coloca na condição de “país de professores”, embora muitos deles fadados ao desemprego.

Venho do tempo em que toda moça era incentivada a se formar professora e, depois de formada, enfrentava as dificuldades de lecionar em fazendas e localidades distantes, privando-se do convívio familiar e de suas comunidades de origem. Mas era um tempo em que se dizia faltar professores e sua formação era bem vinda. No entanto, as mudanças de perfil econômico, notadamente o êxodo rural, que trouxe as populações do campo para a cidade, mudaram o quadro. Mais recentemente, a redução das taxas de natalidade também diminui a demanda de alunos à escola básica. São Paulo, por exemplo, que em 2018 teve 7,13 milhões de matrículas, deverá registrar 6,44 milhões em 2050. A chance de emprego para os formados do mercado está na aposentadoria dos atuais titulares das aulas, mas isso será insuficiente para absorver a todos.

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A formação desse contingente sem a expectativa de colocação é prova de um país desorganizado. Isso ocorre com diferentes profissões cujas políticas de formação atendem apenas o interesse econômico das escolas da área mas não levam em consideração o mercado. Vem daí a frustração dos que possuem o diploma nas não sabem o que dele fazer. A isso soma-se a ideologização do ensino que, em vez de profissionais, produz militantes sem qualquer utilidade para o ensino ou as respectivas profissões, mas massa de manobra para governantes e segmentos político-ideológicos.

Formar profissionais desnecessários é praticamente estelionato. Aplica-se  recursos públicos ou das famílias sem que isso resulte no encaminhamento do formado. É um grande desafio para as autoridades, os especialistas e a própria sociedade, encontrar os meios de qualificação sem jamais produzir “fornadas” de professores, jornalistas, advogados, engenheiros e outros profissionais em numero superior à expectativa de absorção pelo mercado. Antes do interesse dos operadores do ensino é preciso colocar a demanda.  Sem isso, continuaremos com altos investimentos e sem Educação que resolva o problema da sociedade e, principalmente, dos educandos…

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Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

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