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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Agroindústria no futuro do estado

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Foi criado grupo de trabalho pelo governo federal para analisar a possibilidade de adicionar biodiesel ao óleo diesel. O grupo tem trinta dias para apresentar alternativas e, entre elas, a quantidade de biodiesel que poderia ser adicionado. Já se fala em 15%, mas é melhor aguardar o que vai dizer o grupo encarregado desse estudo.

O fato é que essa adição ao diesel vai acontecer. E ajudaria a agricultura brasileira, Mato Grosso em primeiro lugar. O Brasil é o segundo maior do mundo em produção de biodiesel, com mais de seis bilhões de litros por ano. Os estados de MT, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo produzem 80% do total nacional.

Se tem hoje no estado 17 fábricas de biodiesel. Com a decisão de adicionar biodiesel ao diesel, deve aumentar esse número. Agora mesmo apareceu uma do grupo Amaggi em Lucas do Rio Verde para estar pronta em 2023, produzir 300 mil toneladas de biodiesel por ano e esmagar 1.2 milhões toneladas de soja.

O caso do biodiesel ajuda a pavimentar o caminho da agroindústria no estado. Não se pode ser eternamente produtor e exportador de bens in natura. Agroindústria agrega valor, melhora salário, gera empregos de mais qualidade e paga mais impostos.

Só aproveitando o momento para citar o caso da inauguração de uma fábrica recente em Sorriso de etanol de milho. Se fala na produção de 900 milhões de litros por ano e mais 200 mil toneladas de DDG ou bagaço do milho que serve para alimentação de gado, suíno e aves. E ainda cerca de 30 mil toneladas de biodiesel.

Nas áreas de biodiesel, etanol e carnes, a agroindústria no estado já deslancha, mas em outras a coisa não anda. O exemplo clássico é no setor de algodão.

O estado é o maior produtor do país e não se tem nada aqui, nem mesmo fiação. Como também na área de couro. Se abate milhões de cabeça gado por ano e não se tem nada em produtos de couros. Mas cresce em outros setores da produção no campo.

Tem um dado a acrescentar nessa perspectiva para a agroindústria no estado. É o crescimento futuro do transporte por ferrovia. A Rumo Logística vai chegar a Cuiabá e região ali por 2025 e a Lucas do Rio Verde em 2028. E se pode ter ainda a Ferrogrão de Sinop a Miritituba.

Veja o impacto disso no caso específico do biodiesel. O produto poderá ser levado para muitos lugares do estado e ou para lugares diferentes do país. Com transporte desse tipo a produção de biodiesel só pode crescer.

A matéria prima está aqui, já se tem conhecimento adequado nesse trabalho e associado ao fator transporte com preço mais acessível, dá para acreditar que a produção aumentaria bastante.

A agroindústria, em todas as áreas, tem que continuar sendo a grande busca para o futuro econômico do estado.

Alfredo da Mota Menezes é analista político.

 

 

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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Opinião

DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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