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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Acorda, Cáceres

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O governo Mauro Mendes pediu a um grupo de trabalho estudo detalhado sobre a ZPE ou Zona de Processamento de Exportação em Cáceres.

ZPE é uma alternativa para se produzir bens industriais de forma competitiva com outros lugares do mundo. Dá vantagens tarifárias para isso. Reproduzo aqui alguns dados trazidos antes por esta coluna sobre Zona de Processamento de Exportação.

A Medida Provisória 418 de janeiro de 2008 estabeleceu quais impostos e taxas que as ZPEs estão isentas: PIS, PASEP, IPI, Cofins e até ICMS. Tem ainda liberdade cambial e redução de até 75% no Imposto de Renda se a ZPE estiver em área da Sudam ou Sudene. Uma ZPE pode também importar máquinas e matéria-prima do exterior com isenção tributária. E, no caso do Brasil, pode vender internamente até 40% do que produzir.

Tem como objetivos gerar empregos, corrigir desequilíbrios regionais e competir com empresas de outros países que dão benefícios tarifários especiais para indústrias exportarem. Uma alternativa para se enfrentar outros lugares do mundo na competitividade industrial.

Mato Grosso tem uma ZPE aprovada para Cáceres desde março de 1990. De lá para cá são 29 anos. Tem uma área destinada para a ZPE de 239 hectares. Construção iniciou ali em 2016. Parou porque o tal do projeto executivo foi mal feito.

Tem um dado recente favorável à criação da ZPE. O gasoduto que traz o gás da Bolívia, que agora virá de forma constante, passa perto desse empreendimento. Custo de produção cairia com gás direto para a indústria. Tem ainda fonte de financiamento para construção de fábricas.

Já ouvi gente dizendo que ZPE, incluindo a de Cáceres, não vai em frente por causa dos benefícios criados pela Lei Kandir de 1996. Esta lei isenta de ICMS produtos primários e semi-industrializados para exportação. Seu beneficio é para exportar.

Ela não fala nada em importar máquinas ou matéria-prima com isenções tributárias. Nada sobre liberdade cambial e principalmente a isenção de 75% de Imposto de Renda para quem for para a ZPE em Cáceres.

Além de isentar de ICMS a aquisição interna de bens e serviços. Também no transporte no estado e ainda tira o ICMS da energia e do serviço de comunicações dentro da ZPE.

A ZPE conta ainda com a hidrovia Paraguai-Paraná e poderia receber máquinas ou matéria-prima de qualquer lugar do mundo entrando pelo porto em Montevidéu e vir pela hidrovia até Cáceres. Parte da venda para o exterior da ZPE (com novo porto em Morrinhos) poderia ser pela hidrovia para  países do Mercosul ou subir pelo Atlântico para outros lugares. A hidrovia, em território argentino, se conecta também com os países andinos.

Fortes isenções tributárias, fontes de financiamento, matéria prima pertinho, hidrovia e gás não são suficientes para se criar a ZPE?  Perder a chance que poucos lugares do Brasil tiveram para ter uma ZPE?

Afinal, como anda o estudo pedido pelo governo do estado? Porque não se levou ainda este assunto para uma discussão ampla na região oeste do estado? Acorda, Cáceres.

ALFREDO DA MOTA MENEZES é analista político.

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E enquanto isso o MS caminha a passos largos para o progresso. Mais de 600 milhões investidos em Porto Murtinho.

Rodrigo
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Por que em Porto Murtinho pode construir portos mas em Cáceres não pode construir o ETC Santo Antônio das Lendas ?

Opinião

WILSON FUÁH – Choque de realidade

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A vida nos dá milhares de opções, mas se você passa por muitos sofrimentos, é um sinal que você está optando por muitos caminhos errados ou decisões erradas.
Somos parte de um todo, e por isso somos contagiados por vícios sociais. Vivemos a “era da depressão”, porque muitas pessoas optam pela solidão e esse estado de vazio, e com a desvalorização pessoal, com sequências de insucessos poderá levar a frustrações, e ao decidir por recursos materiais, em forma de alegrias artificiais (drogas lícitas e ilícitas) leva a ser alimentado por satisfação momentânea, mas ao ter um choque de realidade, esta  a faz com que  aumente a “onda” de insatisfação pessoal momentânea.
É muito importante entender que ao passar por “coitadinho”,  leva  a  acreditar que tudo esta errado, gerando a  insatisfação com o mundo, o que  fatalmente levará socializar o seu insucesso, na tentava  de responsabilizar aos  outros, projetando toda sua culpa as pessoas próximas ou situações recentes, o que acaba gerando a falsa ideia de que tudo esta errado e deve ser mudado: mudar de casa, mudar de amizade, mudar de relacionamento transformando o parceiro em  ex-amor ou ex-amigos, e algumas pessoas,  até de mudam de profissão  ou atividade profissional. Mas, essas mudanças não planejadas,  levará a viver uma vida de risco e achando que saltar no escuro é um ato de coragem e não de desespero.
Ao distanciar de você mesmo, a sua vida passa por inconstâncias nada agradáveis, até que assuma a realidade com inteligência e coragem, verá que ao dar o primeiro passo rumo aos objetivos possíveis, os sentimentos acanhados desaparecerão e ao contrário, se não houver objetivos definidos, a mente passa a ser habitada por perguntas acompanhadas de descrenças, passando a assumir a sua direção em forma de medo, e a sua vida segue por lamentos, passa a ser gerida por perguntas desnecessárias e estagnantes, como:

1 – “Como vou justificar o que fiz”? – mas você não fez.

2 – “Se eu errar o que vão pensar de mim”? – mas, você ainda não errou.

3 – “Será o que estão falando de mim pelo que fiz”? – mas você ainda não decidiu, por isso, ninguém está falando de você.

Ao tomar decisão progressivamente mais complexa, com certeza  o levará  ao insucesso ou ao sucesso, mas que fará  parte da sua história e do seu futuro, mas o importante é decidir sempre e dar o primeiro passo em direção em tudo àquilo que você pensa e acredita como certo.

Modificar o que está errado e seguir novos caminhos,  são ações que o  fará pensar e agir como um indivíduo capaz de desenvolver moralmente  e intelectualmente, ou seja, vai amadurecendo ao assumir todas as responsabilidades individuais pelo seus próprios atos.

Não viva de aparências, porque elas podem prejudicar as suas decisões, também é preciso combater o complexo de culpa, pois são dois desvios psicológicos  que  trazem  consequências graves ao seu crescimento pessoal.

Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.Fale com o Autor: [email protected]    

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Opinião

MANOEL DE BARROS – Redes Sociais, como elas podem te influenciar

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Redes sociais são produtos do nosso tempo, se antes o conteúdo era produzido por grandes estúdios e canais de TV, agora todos podem ser “criadores de conteúdo”, e claro, essa nova mídia passa a nos influenciar.

A televisão e o rádio sempre ditaram, em algum grau, costumes e pensamentos. Com horários definidos, esperávamos ansiosos por aquele programa no aparelho da sala. Agora a sala ficou obsoleta, e a grade de programação dura muito mais que 24 horas. Deixamos de ser guiados pela televisão e nos tornamos teleguiados pelos celulares, conforme a tela diminuiu, a influência só aumentou.

Sim, ganhamos artistas brilhantes, mantemos contato com amigos de infância, conseguimos compartilhar viagens e momentos especiais, revoluções e mudanças políticas emergiram desse novo mundo.

Isso é transformador, mas como tudo na vida, tem um custo. No momento em que combinar um almoço de família e o encontro de amigos deu lugar a criar um grupo de WhatsApp, provavelmente perdemos muito do que nos conectava.

De alguma forma nossa saúde emocional começa a ser pressionada pelas redes sociais.

Surgem os problemas de Internalização que dizem respeito a sintomas ansiosos, angústia e sofrimento alimentados por um feed de vidas supostamente perfeitas, as melhores viagens e corpos esculturais – isso gera, principalmente entre jovens, um medo de estar perdendo experiências, de fracasso e insuficiência.

Ninguém compartilha noites de estudo, filas no cartório ou idas ao hospital com os filhos – aqueles momentos da vida que não curtimos tanto. Com essa visão distorcida, a pessoa sofre sozinha em uma multidão de amigos virtuais.

As mudanças de Externalização são o padrão que o usuário atua – a sensação de anonimato e a falta de contato visual libera o comportamento agressivo, o bullying e nos faz esquecer qualquer regra de boa vizinhança. O tio que só quer discutir política, a divulgação de fotos íntimas e hostilidade aos que pensam diferente são formas de como isso aparece.

Então de um lado temos mais ansiedade e depressão e de outro, mais agressividade e intolerância, isso não descreve só a rede social, descreve o mundo real.

E você, como está sendo influenciado?

Manoel Vicente de Barros é Médico Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866. 

 

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