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Saúde

Alergias alimentares: saiba quais são os alimentos mais “perigosos”

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No mundo das restrições alimentares, as alergias são as principais vilãs. Com reações que podem ser muito graves e até letais, o mal afeta cerca de 5% dos adultos e quase 8% das crianças no Brasil, de acordo com a Asbai – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. 

pratos na mesa arrow-options
Pexels

Alergias alimentares afetam 5% dos brasileiros

Leia mais: Quem tem alergias tem mais facilidade de desenvolver doenças psicológicas

Ao iG, a nutricionista Bruna Mambrini listou os alimentos com maior recorrência de alergias e explicou como elas acontecem. 

De acordo com Bruna, “as alergias alimentares são doenças consequentes a uma resposta imunológica”, ou seja, é uma espécie de “defesa” exagerada do corpo, que busca combater algumas proteínas que ele considera prejudiciais. A nutricionista ainda reforça que tanto o tipo de reação quanto a intensidade e momento de manifestação da alergia “variam muito de pessoa para pessoa” e não existe uma regra para cada alimento.

Alergias alimentares mais comuns #1 – Leite vaca 

leite de vaca arrow-options
shutterstock

Leite de vaca abre a lista de itens que mais causam alergias alimentares

Mais comum em crianças do que em adultos, essa alergia é frequentemente confundida com intolerância à lactose. De acordo com a profissional, além de as reações serem diferentes, “a alergia é sempre causada por uma proteína. Já a intolerância, pode ser ativada por carboidratos ou outros compostos”. 

Para evitar deficiência de nutrientes, Bruna orienta que os alérgicos ao leite de vaca procurem substitutos como leite vegetal e os suplementos de cálcio. 

Alergias alimentares mais comuns #2 – Ovo de galinha 

ovo arrow-options
shutterstock

Ovo está na lista por causa da albumina

Outra alergia mais comum em crianças do que em adultos, a reação ao ovo de galinha pode causar vômitos, congestionamento nasal e urticária. O alérgeno desse alimento é a albumina, proteína presente principalmente na clara e que, por ser um ingrediente comum em muitos produtos industrializados, pode ser difícil de rastrear. 

Apesar de estar mais concentrada na parte transparente do ovo, vale reforçar que alérgicos também não devem consumir a gema.  Além disso, é importante ficar atento aos rótulos de produtos como marshmallows, produtos congelados, gelatinas e alguns tipos de balas. 

Alergias alimentares mais comuns #3 – Peixes

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Getty Images

Peixes também estão na lista de alimentos que causam alergias

Embora qualquer espécie de peixe possa causar alergias, as mais frequentes são salmão, atum e linguado. Diferente das alergias ao ovo e leite, por exemplo, esta se manifesta mais frequentemente na vida adulta e dificilmente desaparece em algum momento. 

Para repor a gordura saudável do peixe, a ômega-3, especialistas recomendam o consumo de óleos de sementes, como girassol, soja e milho. 

Alergias alimentares mais comuns #4 – Mariscos

risoto de camarão arrow-options
Divulgação

Comia camarão e agora não pode mais? Saiba que esse tipo de alergia surge mesmo na vida adulta

O grupo que envolve vários comestíveis marinhos. Alguns dos mariscos mais conhecidos são os crustáceos – como camarão, lagosta e caranguejo – e moluscos – como lula, polvo, ostra e mexilhão. 

De acordo com o estudo Food Allergy Research and Education, 60% das alergias desse tipo aparecem na vida adulta. Por isso, é comum encontrar pessoas que consumiram esses alimentos durante toda a vida e, “de uma hora para outra”, perceberam uma reação alérgica. 

Alergias alimentares mais comuns #5 – Amendoim

pasta de amendoim arrow-options
shutterstock

Amendoim é responsável por quadros graves de alergia

É uma das causas mais comuns de reações alérgicas grave mesmo com consumo ou contato de porções muito pequenas. Os sintomas da anafilaxia, que devem ser encaminhados com urgência para uma unidade de saúde, envolvem pulso acelerado, inchaço na garganta ou falta de ar, tontura e queda de pressão. 

Leia mais: Qual a diferença entre bronquite e asma? 

Alergias alimentares mais comuns #6 – Soja

leite de soja arrow-options
shutterstock

Soja pode ser encontrada em diversos produtos e esses itens também podem causar alergias

O maior perigo da alergia à soja está no fato de que este alimento é usado na fabricação de muitos outros produtos alimentícios e, muitas vezes, pode estar “escondida”. A reação ocorre, geralmente, na primeira infância.

Óleo, tofu, sucos, temperos e produtos específicos da alimentação infantil são os que mais frequentemente usam o grão em sua composição.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Diretor de hospital em Wuhan morre devido ao coronavírus

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BEIJING – Liu Zhiming, diretor de um dos principais hospitais da cidade de Wuhan, epicentro da epidemia de coronavírus , morreu em decorrência da doença nesta terça-feira, segundo a TV estatal chinesa.

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Reprodução/Twitter

Liu Zhiming faleceu em decorrência de covid-19, doença causada pelo coronavírus

Relatórios recentes do governo já indicavam um aumento na contaminação entre profissionais de saúde. No início deste mês, o médico Li Wenliang, de 34 anos, também foi morto devido ao coronavírus . Li foi um dos primeiros a chamar a atenção para a doença e chegou a ser perseguido pelo governo chinês.

Leia mais: China ainda tem escolas fechadas e 1.170 mortes por coronavírus

Também nesta terça-feira, o Comitê de Educação de Xangai anunciou que os estudantes da cidade não retornarão às escolas com o reinício do semestre letivo, no fim deste mês. Os alunos estudarão online em suas casas. A medida busca evitar o risco de contaminação pelo coronavírus.

E a doença pode afetar também a produção mundial de antibióticos , segundo alerta do presidente da Câmara de Comércio da União Europeia, Joerg Wuttke. Durante uma conferência em Beijing, ele chamou a atenção para problemas de correntes da disrupção de linhas de produção na China, que atingiriam diversas indústrias, com destaque para a farmacêutica e a automobilística.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Mundo lembra psiquiatra que descreveu a Síndrome de Asperger

Publicado

O Dia Internacional da Síndrome de Asperger é lembrado hoje em todo o mundo. A data marca o nascimento do psiquiatra e pediatra austríaco Hans Asperger, primeiro médico que descreveu esse transtorno, em 1944.

Em entrevista à Agência Brasil, a neuropediatra Deborah Kerches, diretora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil de Piracicaba (SP), lembrou que Asperger observou crianças que apresentavam falta de empatia, dificuldade de fazer amizades, conversação unilateral, hiperfoco, ou foco intenso, movimentos descoordenados e habilidade em decorrer sobre um tema em detalhes. O quadro ocorria, preferencialmente, em meninos. Hans Asperger viveu de 1906 a 1980. Seu livro A psicopatia autista na infância foi traduzido do original em alemão para o inglês em 1980, por Lorna Wing.

A Síndrome de Asperger foi incorporada ao Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais 4 (DSM, do nome em inglês) em 1995, sendo descrita como um subtipo dos transtornos globais do desenvolvimento. Com a atualização do DSM 5, as pessoas com Síndrome de Asperger foram enquadradas no termo Transtorno do Espectro Autista nível 1, que é um quadro mais leve e funcional do espectro do autismo.

Membro da Academia Brasileira de Neurologia e especialista em Transtorno do Espectro Autista e Saúde Mental Infantojuvenil, a doutora Deborah Kerches deixou claro que a Síndrome de Asperger é um “espectro do autismo mais funcional, sem atraso intelectual ou atrasos importantes na aquisição da fala, porém com dificuldades na socialização, interesses restritos e estereotipados, com hiperfoco em determinado assunto”.

Identificação

Deborah Kerches explicou que muitos pais podem ter dificuldade para identificar que a criança tem a Síndrome de Asperger, porque os sintomas na infância costumam passar despercebidos. “Não é notado atraso intelectual e importantes atrasos na aquisição da fala”. A neuropediatra admitiu que algumas crianças podem, inclusive, desenvolver a fala de maneira precoce e ter um vocabulário amplo e rebuscado, além de ter outras habilidades precoces para a idade. “Devido ao fato de apresentarem recursos cognitivos favoráveis, as dificuldades de socialização acabam sendo mais percebidas quando as demandas sociais aumentam. Então é possível notar reciprocidade social inadequada, dificuldade em iniciar e manter um diálogo, especialmente quando não é de interesse, e rigidez comportamental”.

Por outro lado, ela afirmou que crianças e adolescentes com Asperger costumam se interessar por áreas específicas, mostrando conhecimento detalhado sobre elas. Acrescentou que, na escola, não costumam apresentar dificuldades pedagógicas e, muitas vezes, podem se destacar em algumas matérias, em detrimento de outras que não lhes interessam.

Dificuldades

Segundo a médica, embora não apresentem atrasos na aquisição da linguagem verbal e até possam fazer uso de uma linguagem rebuscada, crianças e jovens com esse transtorno podem ter dificuldades para iniciar e manter uma conversa. Mostram também dificuldade para entender piadas, metáforas, mímicas faciais e linguagem corporal, por exemplo.

“Embora os sintomas desse espectro autista sejam considerados mais leves por muitos, há dificuldades em fazer amigos, em entender sutilezas e regras sociais, dificuldade em abstrair, em se adaptar a novas rotinas e de se sentir pertencendo a um grupo social. Alterações sensoriais relacionadas a uma ou mais portas sensoriais como visão, audição, olfato, tato, paladar, propriocepção (capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo) e sistema vestibular podem contribuir para a dificuldade de socialização. Pessoas com Asperger são sinceras demais e até mesmo ingênuas”, revelou Deborah.

A doutora explicou que a maioria das pessoas com Síndrome de Asperger consegue, na vida adulta, entrar no mercado de trabalho e constituir família. Para que isso ocorra, entretanto, é necessário que esse transtorno seja identificado precocemente por especialista, para que suas habilidades sociais possam ser trabalhadas.

Destacou, por outro lado, que as dificuldades e prejuízos da Síndrome de Asperger ou TEA leve, especialmente na adolescência e na vida adulta, podem resultar em outras condições associadas, entre as quais mencionou depressão, ansiedade, síndrome do pânico, “porque o esforço para se sentir pertencendo a um grupo social e conseguir lidar com as demandas de cada contexto social é tamanho que pode trazer grandes sofrimentos psíquicos”.

Recomendação

Para os pais que perceberem algo diferente no filho ou filha, seja alguma reação esquisita ou mesmo falta de reação diante de um estímulo, Deborah recomendou que ajam imediatamente, no sentido de buscar apoio de um especialista para um diagnóstico correto. “Quaisquer que sejam os prejuízos observados na comunicação e interação social ou no comportamento que se apresenta mais rígido, inflexível e estereotipado, isso merece investigação o mais precoce possível para que se possa iniciar um tratamento especializado e, assim, minimizar as possíveis dificuldades e desenvolver as potencialidades, possibilitando melhor qualidade de vida”.

Deborah Kerches observou que as pessoas com Síndrome de Asperger apresentam os sintomas mais leves conhecidos dentro do espectro autista. Acrescentou que a síndrome não deve ser chamada de doença, porque quem tem esse transtorno tem um quadro para toda a vida. Não é uma doença, porque não pode ser curada, afirmou.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde
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