conecte-se conosco


Nacional

Alemão: PM para ônibus que ia para enterro de mulher morta em operação

Publicado

Movimentação de policiais durante operação no Complexo do Alemão
Reginaldo Pimenta/Agência O Dia – 21.07.2022

Movimentação de policiais durante operação no Complexo do Alemão

O ônibus que foi alugado por moradores do Complexo do Alemão para levar amigos e parentes ao velório de Letícia Marinho Sales, de 50 anos, foi parado por policiais quando trafegava pela Penha, na manhã deste sábado (23).

Segundo o relato, quando passaram pela viatura, algumas pessoas começaram a xingar os policiais que estavam em uma viatura na Avenida Braz de Pina. Por esse motivo, segundo os ocupantes, os PMs interceptaram o ônibus de forma truculenta e tentaram revistar os passageiros.  Letícia foi morta ao ser baleada no peito durante operação na comunidade na quinta-feira (21). O sepultamento foi realizado neste sábado no Cemitério do Caju.

O sobrinho de Letícia, o vigilante Neilson Salles, de 33 anos, relatou que os policiais pediram para que todos descessem do ônibus. O clima ficou tenso.

“Por causa de vocês estamos enterrando um ente querido. Eles fazem prova e não estão preparados. Precisam no mínimo respeitar a dor do próximo. Agiram com truculência no momento de extrema dor. Queremos justiça. Eles entram na favela sempre da mesma forma. Vamos lutar por dias melhores”, disse.

Ágata Letícia, amiga de Letícia que estava no ônibus, afirmou que os policiais não queriam liberar o coletivo.

“Eles têm que entender que não é todo mundo que mora em comunidade que é bandido. Eles fizeram uma arruaça gritando: abre a porta! E a gente dizendo que estava indo para o enterro”, contou.

Na quinta-feira (21), dia da operação policial conjunta, quando Letícia e o namorado, Denilson Glória, passavam pela Estrada do Itararé, uma das principais vias que corta a favela, o carro em que eles estavam foi atacado. Um tiro acertou o retrovisor do carro e em seguida bateu no peito de mulher. Denilson acusa policiais militares pelo ataque. Ela foi levada para a UPA do Alemão. Entretanto, já chegou morta.

Mãe de três filhas e avó de três netos, Letícia havia acabado de fazer um curso de vigilante para voltar ao mercado de trabalho. Ela estava desempregada e morava na comunidade Beira-Rio, no Recreio dos Bandeirantes, local que fica a 30 quilômetros. Ela foi até a Vila Cruzeiro no dia anterior à operação para ajudar uma amiga pastora e visitar as filhas que moram na região.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Nacional

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Nacional

Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

Publicado

Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Nacional

Continue lendo

Nacional

Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Publicado

Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro
Reprodução/Twitter

Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro

Um avião caiu na tarde de hoje no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As primeiras informações apontam que duas pessoas estavam dentro da aeronave e teriam sido levadas ao hospital. Não há informações sobre mortos. 

Não há informações sobre a causa do acidente até o momento.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem recebe atendimento médico ao lado da aeronave, perto de uma piscina. 

*Mais informações em instantes.

Fonte: IG Nacional

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana