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Saúde

Ainda é necessário usar máscara no Brasil mesmo após a liberação nos EUA?

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Primeiro é importante destacar que os Estados Unidos, nesta terça-feira (18), estão com 60% da população vacinada contra a Covid-19
Foto: Pixabay/Creative Commons

Primeiro é importante destacar que os Estados Unidos, nesta terça-feira (18), estão com 60% da população vacinada contra a Covid-19

Recentemente os Estados Unidos autorizaram que pessoas vacinadas andem sem máscaras nas ruas e estabelecimentos. Autoridades de saúde, no entanto, dizem que é preciso ter cautela. Mas, com a mudança nos EUA, ainda é necessário usar máscaras no Brasil?

Primeiro é importante destacar que os Estados Unidos, nesta terça-feira (18), estão com 60% da população vacinada contra a Covid-19. No Brasil, pouco mais de 18% receberam o imunizante e, por aqui, a orientação do Ministério da Saúde é de que as máscaras sejam mantidas mesmo em quem já tomou vacina.

Uso de máscara no Brasil é necessário

A questão de vacinas prevenirem pessoas de serem contaminadas ainda é discutida. É esperado que vacinas como a da Pfizer e a da Moderna, feitas à base de RNA e maioria nos EUA sejam mais eficazes na hora de impedir a propagação do vírus. Importante ressaltar que todas as vacinas contra a Covid-19 se mostraram eficazes em combater mortes e casos graves, mas algumas podem ser mais eficientes na hora de impedirem a infecção.

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“Se você for vacinado, estamos dizendo que você está seguro, você pode tirar a máscara e não corre risco de doença grave ou hospitalização por causa do COVID-19”, disse a Dra. Rochelle Walensky, diretora do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA no anúncio. Apesar disso, as máscaras continuam obrigatória no transporte público e em locais como hospitais e prisões. E lembrando que, no Brasil, o uso de máscara é necessário.

A diretora do CDC diz que houve uma nova ciência nas últimas semanas que apoiou a flexibilização sobre máscaras e distanciamento social. Ela disse que há novas evidências de que as vacinas Covid-19 funcionam em ambientes do mundo real, são eficazes contra variantes do vírus e previnem a propagação do vírus. No entanto, Walensky destaca que o vírus é imprevisível e que essa recomendação pode mudar no futuro.

A decisão do CDC também recebeu críticas. Especialistas disseram que essa recomendação pode fazer as pessoas baixarem a guarda muito cedo e temem um novo aumento dos casos de Covid-19. Além dos EUA, outro país com vacinação alta, Israel, também tornou opcional o uso do equipamento de proteção. No Brasil, ainda é necessário usar máscara.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Número mutações podem fazer variante Ômicron ter vantagem sobre vacinas, diz OMS

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Nova variação da Covid-19 foi descoberta na África
Pixabay

Nova variação da Covid-19 foi descoberta na África

A variante do coronavírus Ômicron deve se espalhar internacionalmente, apresentando um risco global “muito alto” de surtos de infecção por Covid-19 que podem ter “consequências graves” em algumas áreas, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira.

A agência da ONU instou seus 194 estados membros a acelerar a vacinação de grupos de alta prioridade e, em antecipação ao aumento do número de casos, a “garantir que os planos de mitigação estejam em vigor” para manter os serviços de saúde essenciais.

“Ômicron tem um número sem precedentes de mutações de pico, algumas das quais são preocupantes por seu impacto potencial na trajetória da pandemia”, disse a OMS. “O risco global geral relacionado à nova variante … é avaliado como muito alto”.

Até o momento, nenhuma morte relacionada à Ômicron foi relatada, embora mais pesquisas sejam necessárias para avaliar o potencial da nova variante de escapar da proteção contra a imunidade induzida por vacinas e infecções anteriores, disse o relatório.

“O aumento dos casos, independentemente de uma mudança na gravidade (da doença), pode representar uma demanda esmagadora nos sistemas de saúde e pode levar ao aumento da morbidade e mortalidade. O impacto sobre as populações vulneráveis seria substancial, particularmente em países com baixa cobertura de vacinação”, disse a entidade no documento.

A OMS afirma no documento que a presença de múltiplas mutações na proteína Spike sugere que a “Ômicron pode ter uma alta probabilidade de escape imunológico da proteção mediada por anticorpos”, mas que esse potencial de escape é difícil de prever.

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“No geral, existem incertezas consideráveis na magnitude do potencial de escape imunológico da Omicron.”

Mais dados são esperados nas próximas semanas.

“São esperados casos e infecções por Covid-19 em pessoas vacinadas, embora em uma proporção pequena e previsível”, acrescentou.

A variante foi relatada pela primeira vez à OMS em 24 de novembro na África do Sul, onde as infecções aumentaram vertiginosamente. Desde então, ele se espalhou pelo mundo, com novos casos encontrados na Holanda, Dinamarca e Austrália, mesmo com mais países impondo restrições de viagens para tentar se isolar.

A OMS, em sua orientação mais recente, reiterou que os países devem usar uma “abordagem baseada no risco para ajustar as medidas de viagens internacionais em tempo hábil”. Mais conselhos viriam, disse.

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Fonte: IG SAÚDE

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Omicron: o que significa o nome da nova variante da Covid-19

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Variante ômicron preocupa especialistas ao redor do mundo
Viktor Forgacs / Unsplash

Variante ômicron preocupa especialistas ao redor do mundo

A nova variante da Covid-19, identificada pela primeira vez na África do Sul no dia 9 de novembro, foi nomidada “Omicron” pela Organização Mundial de Saúde. Segundo a OMS, a variante representa um risco global muito alto com grande potencial para graves consequências.

A Omicron já chamou a atenção em todo o mundo por causa do alto número de mutações que exibe em comparação com outras variantes de Covid. Outra preocupação é sobre a eficácia das vacinas já fabricadas e aplicas sobre a variante.

A ORIGEM DO NOME “OMICRON”

No início da pandemia, novas variantes do vírus SARS-CoV-2 receberam nomes científicos com uma combinação complexa de letras e números. 

Isso significava que, para abreviar, as variantes normalmente acabavam sendo referidas pelo país onde foram identificadas pela primeira vez – um sistema que, segundo os especialistas, resultou em problemas contra as pessoas desses países.

A OMS em maio de 2021 anunciou um sistema de nomenclatura simples para novas variantes do vírus. Dizia que cada nova variante teria o nome de letras sucessivas do alfabeto grego.

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Uma das primeiras variantes com mutações significativas que foi sequenciada pela primeira vez na Grã-Bretanha – B.1.1.7 – foi chamada de alfa, e uma variante potencialmente ameaçadora que surgiu na África do Sul em 2020 foi chamada de beta.

Seguindo o método, a OMS nomeou na sexta-feira a nova variante B.1.1.529 de omicron, que é a 15ª letra do alfabeto grego. A letra omicron é equivalente a uma pequena letra “O” em inglês.

NU E XI IGNORADAS

Ao nomear a nova variante, duas letras que vêm no alfabeto grego antes do omicron – nu e xi – foram ignoradas. Muitos notaram que Xi é o sobrenome mais amplamente associado ao presidente chinês, Xi Jinping.

“‘Nu’ é muito facilmente confundido com ‘novo’, e ‘xi’ não foi usado porque é um sobrenome comum”, disse a OMS em um comunicado à Reuters. “As melhores práticas da OMS para nomear doenças sugerem evitar causar ofensa a qualquer grupo cultural, social, nacional, regional, profissional ou étnico”, acrescentaram.

Fonte: IG SAÚDE

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