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Agricultura familiar brasileira ganha destaque em feira de orgânicos na Alemanha

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Dez empreendimentos da agricultura familiar brasileira atravessaram o Atlântico para expor os seus produtos e apresentar sabores característicos do Brasil na maior feira de orgânicos do mundo, a BioFach 2020, que acontece até este sábado (15), em Nuremberg, na Alemanha. A participação no evento, que recebe cerca de 50 mil visitantes de diversos países, visa divulgar a potencialidade da produção brasileira e ampliar os canais de comercialização no exterior.

Os expositores do Estande Brasil – cooperativas, agroindústrias e empresas que promovem a inclusão econômica e social de pequenos produtores – foram selecionados por chamada pública para participar da feira, apresentar os seus produtos para o mercado internacional, promover degustações, encontrar compradores e parceiros comerciais, conhecer novas tecnologias e prospectar ou realizar negócios.

A missão é coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), através da Embaixada do Brasil em Berlim.    

Degustação de pratos

No Estande Brasil da BioFach 2020, os visitantes encontram frutas secas de bacuri e cupuaçu, cacau em amêndoas, polpa de acerola e guaraná em pó produzidos no Pará, cafés orgânicos de Minas Gerais, geleia de umbu da Bahia, mel em bisnaga do Piauí, cachaça do Rio Grande do Sul, polpa de açaí de Rondônia e outros produtos, todos com certificação orgânica internacional.

À frente da delegação brasileira, o secretário-adjunto da SAF, Márcio Cândido, destaca que os produtos apresentados no estande têm chamado a atenção de quem passa pela feira. “Estamos apoiando a participação de dez produtores familiares de orgânicos e os visitantes se surpreendem com a qualidade e os sabores de produtos como o bacuri e o cupuaçu. As reações são ótimas e esperamos por excelentes resultados”.

Negócios

A participação na feira está rendendo bons frutos para a Cooperativa Central de Produção Orgânica da Transamazônica e Xingu (Cepotx), com sede no município de Altamira, no Pará, e tem como principal produto o cacau orgânico em amêndoa, produzido por 178 famílias associadas. 

“Já fizemos alguns negócios e conseguimos de fato consolidar uma operação comercial com uma empresa da Holanda, a Daarnhouwer. O nosso produto é certificado e está em transição para o Fair Trade. Trabalhamos com responsabilidade social e ambiental. E aqui na Europa você percebe que existe um entendimento muito maior com relação à adesão a um produto orgânico”, afirma o presidente da Cepotx, Raimundo Silva.

Representantes da Fazenda BacuriAs frutas secas da Fazenda Bacuri, localizada no Pará, também conquistaram o paladar dos visitantes. “Os primeiros dias foram extremamente intensos, inclusive, já existem exportadores da Suíça interessados em comprar as frutas secas e pedindo o catálogo com urgência. Está sendo uma experiência muito boa ter esse retorno, com muita procura pelas frutas secas. Sem falar do espaço do Estande Brasil que é ótimo, da cozinha show que está sendo um diferencial dessa edição, dos tradutores e de toda a equipe excelente que está prestando apoio”, comemora a empreendedora Hortência Osaqui, responsável por comandar a Fazenda Bacuri.

Localizada no Nordeste do Pará, a Fazenda Bacuri é uma agroindústria familiar que trabalha com o manejo sustentável da floresta amazônica para uma produção 100% orgânica a partir de frutas da biodiversidade local. O empreendimento envolve direta e indiretamente 15 famílias da região no manejo do bacurizeiro e na produção artesanal de geleias, doces, licores orgânicos, entre outros.  

Café orgânico da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), de Minas Gerais

O café orgânico da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam), de Minas Gerais, também foi apresentado aos visitantes da Biofach no Estande Brasil. Athos Caixeta, trader da cooperativa, destaca que obteve boas surpresas durante a feira.

“Aqui conseguimos fazer muitos e importantes contatos, e, provavelmente, vamos prospectar grande parte deles. É uma feira onde conseguimos ter acesso a clientes diferentes daqueles que encontramos nas feiras voltadas apenas para o café. Então, está sendo muito positiva a oportunidade e a expectativa é de fecharmos bons negócios”.

Todos os expositores contam com estrutura completa, incluindo recepcionistas bilíngues e apoio técnico do Mapa, catálogo institucional, além de mobiliário para preparação e exposição dos produtos, bem como para reuniões com os potenciais compradores.   

Chef convidada  Flavia SpielkampPara promover a produção de orgânicos do Brasil, dentro do estande acontece uma Cozinha Show, onde os visitantes da Biofach podem acompanhar ao vivo a chef convidada, Flavia Spielkamp, preparando diversos pratos com os produtos brasileiros expostos na feira.

Roteiro

A programação da delegação brasileira teve início na última segunda-feira (10) com a realização de visitas técnicas para que os integrantes pudessem conhecer experiências e práticas de empreendimentos que trabalham com produtos orgânicos na Alemanha. O grupo conheceu a fazenda de orgânicos Gemüsekiste, a fazenda Wildenbergen e a maior cervejaria orgânica da Alemanha, a Lammsbräu.

Magda Vronski, sócia e engenheira agrônoma da Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Copoam)“Foram visitas de muito aprendizado, conhecendo uma nova cultura, tecnologias e estilos diferentes de comercialização, produção e plantio. Esse aprendizado podemos levar para as nossas cooperativas para fazermos alguns ajustes, inovar e alimentar novas ideias”, ressalta Magda Vronski, sócia e engenheira agrônoma da Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (Copoam). Localizada em Medicilândia, no Pará, a Copoam reúne famílias agricultoras cooperativadas produtoras de cacau orgânico em amêndoa.

Na terça-feira (11), a delegação visitou a Kräuter Gut, uma fazenda especializada em ervas orgânicas, e o supermercado Ebl Naturkost, que trabalha com produtos certificados de acordo com as diretrizes de associações orgânicas reconhecidas no país.

Feira

A BioFach é considerada a maior feira de negócios específica do segmento de orgânicos e acontece anualmente, há 31 anos, em Nuremberg, na Alemanha. Entre as atividades promovidas durante o evento destacam-se: Salão de Inovação, Rodadas de Negócios, Fóruns e Seminários. Paralelamente, ocorre a Feira Internacional de Cuidados Pessoais Naturais e Orgânicos, a Vivaness. Em 2019, os dois eventos juntos contaram com 3.266 expositores e mais de 51 mil visitantes de 143 países.

Estande Brasil

Informações à Imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Ministérios debatem medidas para fortalecer a criação de camarões no país

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A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se reuniu hoje (27) com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para discutir medidas de fortalecimento da atividade da carcinicultura no país, que é atividade de cultivo de camarões. Representantes do setor que participaram da reunião solicitaram a autorização para importação de matrizes de camarões livres ou resistentes a doenças.

O objetivo do pedido, segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, é alavancar a atividade no Brasil, que tem um grande potencial para crescer, principalmente na Região Nordeste, onde há maior concentração de produtores, representando mais de 95% da atividade. “Temos um produto nobre, mas precisamos realizar investimentos em genética de qualidade. Assim, teremos um produto ainda mais competitivo no mercado interno e externo”, afirmou.

A ministra Tereza Cristina destacou a importância social e econômica do setor para o Brasil.  Atualmente, cerca de 70% são empreendimentos de micro e pequeno porte, 25% são médios e 5%, grandes. Também participaram da reunião os secretários de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr., e de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo.  

Consulta pública

A ministra lembrou que o Mapa finalizou recentemente uma consulta pública sobre a minuta do texto da análise de risco de importação de camarões não viáveis (limpos, eviscerados, sem casca e sem cabeça) destinados ao consumo humano. O objetivo foi estimar os riscos de introdução e disseminação de doenças de camarão no território nacional a partir da importação de camarões limpos destinados ao consumo humano. A análise tem caráter genérico, ou seja, as conclusões se aplicam ao produto originado de qualquer país exportador.

Foram analisados 44 agentes patogênicos apontados como perigos potenciais para a carcinicultura nacional. Seis foram retidos para a avaliação de risco e os outros 38 não foram considerados perigosos, tendo em vista já terem sido reportados no Brasil, ou porque não foram encontradas evidências científicas que permitissem enquadrar o agente patogênico como um perigo. A fase agora é de análise das sugestões apresentadas durante o processo de consulta pública, que finalizou no dia 14 de fevereiro.

Informações à Imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Secretaria de Defesa Agropecuária publica prazos para aprovação de processos

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Foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (27), a Portaria nº 43 que estabelece os prazos para fins de aprovação de licença, autorização e registro (atos públicos de liberação) de responsabilidade da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A medida atende ao disposto no Decreto 10.178, de dezembro de 2019, que regulamenta a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874).

Os prazos foram estabelecidos para dar mais celeridade aos atos da Secretaria. Foram baseados no risco identificado em sete áreas temáticas – podendo ser de baixo, médio e alto. A definição do risco está relacionada à complexidade da atividade desenvolvida, levando-se em consideração a inocuidade, fidedignidade, eficiência e qualidade dos produtos obtidos e destinados à comercialização; e impacto na saúde da população, na sanidade animal e no ambiente, sendo assim necessária análise técnica complexa.

A Secretaria destaca que está mantido o controle rígido dos estabelecimentos e produtos agropecuários, com as garantias necessárias ao consumidor, e que não há risco de aprovação de atos sem análise técnica ou que não atendam à legislação vigente.

A iniciativa confere transparência e previsibilidade ao setor produtivo, que passa a conhecer previamente o prazo máximo de resposta a seus requerimentos, com a possibilidade de aprovação tácita em caso de ausência de manifestação do órgão ou entidade responsável pelo ato de liberação para o exercício de atividade econômica.

Os prazos indicados na portaria podem ser revisados a qualquer momento, uma vez que a Secretaria de Defesa Agropecuária mantém uma revisão constante dos processos internos.

A portaria entra em vigor no dia 1º de abril de 2020. 

Desburocratização

A Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874) instituiu a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, que trouxe inovações significativas como a retirada da necessidade de autorização prévia pelo Estado para exercício de atividades de baixo risco, o direito do interessado de conhecer previamente o prazo máximo para a análise de seu pedido pela autoridade competente e a aprovação tácita para todos os efeitos, em caso de inércia da administração pública.

Informações à imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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