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Mato Grosso

Agricultores investem na diversificação e se tornam primeiros produtores de abacate em larga escala no Estado

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A diversificação de produtos na pequena propriedade rural foi a forma encontrada pelo produtor André Luiz Lopes Soares e o seu sogro, Paulo Fernandes Neto, para ter lucro e renda o ano todo no Sítio Estância Felisa, localizado no município de Dom Aquino (166 km ao Sul de Cuiabá). Numa área de 20 hectares, eles produzem diversas frutíferas, mandioca e investem na criação de bovino de leite. Em 2017 os produtores investiram no plantio de 300 mudas de abacate numa área de três hectares, e hoje são considerados os primeiros produtores em larga escala da fruta no Estado.

André, produtor e técnico em agropecuária, conta que a propriedade foi adquirida em 2016, e desde então ele e seu sogro planejaram tudo, desde a criação de bovinos até a implantação das cercas de forma correta e eficiente na divisão dos pastos para os animais da raça Girolando, Gersey e Holandesa. Com um plantel de 34 animais, estão produzindo 100 litros de leite por dia. André ressalta que a intenção é adquirir somente vacas de alta lactação e chegar em 2022 com uma produção diária de dois mil litros de leite.

Na propriedade a ordenha é feita de forma mecânica, contando com resfriadores de leite para armazenar o produto por até dois dias. “Começamos com a bovinocultura de leite e essa atividade está dando resultado, reduzimos o rebanho e adquirimos animais com melhor potencial genético. Acredito que em três anos estaremos com um mini laticínio na propriedade”, enfatiza.

O cultivo do abacate pode chegar a uma produtividade de 15 toneladas/hectare, no sétimo ano de produção.

O cultivo de frutas também estava programado pelos produtores, que iniciaram o plantio do maracujá orgânico numa área de meio hectare e estão produzindo 240 quilos da fruta por semana. A comercialização é feita com a fruta in natura por R$ 4,00 o quilo e a processada em polpa por R$ 25,00 o quilo. O cultivo no pomar é todo irrigado e já está no segundo ano de produção.

A propriedade também se destaca pelo cultivo do abacate, cuja árvore tem vida longa e produz durante 40 anos. Para formação do pomar os produtores adquiriram as mudas no Estado de São Paulo, das variedades Fortuna, Margarida e Quintal. A árvore é resistente e exige poucos cuidados, a produção da fruta pode chegar a 400 quilos por pé. Conforme André, a fruta pode chegar no quarto ano de cultivo com uma produtividade de duas toneladas por hectare e no sétimo ano a 15 toneladas/hectare.  “Tentamos trabalhar sempre de forma correta e com tecnologia para garantir o retorno financeiro”, esclarece.

Com 34 animais a produção atinge 100 litros de leite dia.

Em longo prazo, a produção de abacate aumenta consideravelmente e traz um lucro maior. Um pode gerar de 200 a 600 kg por planta/ano, entre o oitavo e o décimo ano, de acordo com a variedade escolhida. Além do cultivo do abacate, na área também foram plantados pitaya e limão Taiti. A pitaya já teve a primeira produção, sendo vendida por R$ 15,00 a unidade com o peso de 0,500 gramas. Abaixo desse peso, é comercializada por aproximadamente R$ 10,00 a unidade.

Pitaya foi comercializada por R$ 15,00 a unidade.

No Sítio Estância Felisa há espaço para o plantio de mandioca de mesa, da variedade Liberata, numa área de um hectare. A produtividade chega a 20 toneladas por hectare, que é vendida por R$ 0,50 o quilo. “A diversificação da produção é de grande importância para o pequeno produtor, pois consegue ter renda com a venda dos produtos o ano todo”, finaliza Soares.

Para ampliar ainda mais o cultivo de frutíferas, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) repassou mudas de cultivares de banana para testes de viabilidade técnica e econômica na propriedade. O técnico agropecuário da Empaer, Josenei Moreno de Souza, que presta assistência técnica em Dom Aquino, declara que o processo de diversificação no âmbito da pequena propriedade rural familiar tem como finalidade ampliar o leque de produtos comercializáveis e encontrar caminhos para a sustentabilidade econômica. “É importante manter as famílias no meio produtivo para evitar que retornem aos centros urbanos, promovendo qualidade de vida aos seus integrantes”, fala Josenei.

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Mato Grosso

Quarta-feira (01): Mato Grosso registra 17.401 casos e 665 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (01.07), 17.401 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 665 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

As 36 mortes mais recentes envolveram residentes de Várzea Grande, Tangará da Serra, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Cáceres, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis, Araputanga, Poxoréu, Primavera do Leste, Cláudia, Campinápolis, Sorriso, Juruena e Nova Monte Verde. 

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (4.190), Várzea Grande (1.379), Rondonópolis (1.287), Sorriso (726), Primavera do Leste (659), Tangará da Serra (633), Lucas do Rio Verde (617), Nova Mutum (465), Sinop (441), Pontes e Lacerda (436), Campo Verde (357), Confresa (319), Cáceres (296), Barra do Garças (239), Colíder (217), Campo Novo do Parecis (217), Querência (210), Sapezal (181), Jaciara (161), Alta Floresta (158) e Nossa Senhora do Livramento (157).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria. 

Nas últimas 24 horas, surgiram 1.100 novas confirmações no Estado. A área técnica ainda esclareceu que foram corrigidas três ocorrências de duplicidade no sistema. Além disso, um caso anteriormente notificado em Várzea Grande foi reposicionado para Nobres, município de residência do paciente.

Dos 17.401 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.523 estão em isolamento domiciliar e 6.543 estão recuperados. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 223 internações em UTI e 265 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 92,9% para UTIs e em 39,9% para enfermarias.
Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 51% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49% masculino; além disso, 4.691 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. 

O documento ainda aponta que um total de 19.679 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.391 amostras em análise laboratorial.
Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Nesta quarta-feira (01), o Governo Federal confirmou 1.448.753 casos da Covid-19 no Brasil e 60.632 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 59.594 óbitos e 1.402.041 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus. 

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

MT inicia fase ostensiva de enfrentamento a incêndios florestais

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O Governo de Mato Grosso, por meio do Corpo de Bombeiro Militar (CBMMT), lançou na manhã desta quarta-feira (01.07) ação de resposta aos incêndios florestais de 2020. Hoje também tem início o período proibitivo de uso do fogo para manejo e limpeza de áreas na zona rural. Em área urbana, o uso do fogo é proibido o ano todo. 

Para atender todo o Estado durante o período crítico de incêndios florestais em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiro Militar, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), irá colocar em campo, inicialmente, 39 instrumentos de respostas temporários, entre Bases Descentralizadas de Bombeiro Militar, Brigadas Municipais Mistas, equipes de intervenção e apoio operacional, além de contar com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas.

“Nossas equipes vão a campo para fazer o enfrentamento de possíveis incêndios que ocorram além de continuar o trabalho de fiscalização. A partir de primeiro de julho qualquer uso do fogo é uma infração ambiental e nossas equipes vão estar em campo realizando a lavratura dos autos e também o combate aos incêndios”, destaca o Tenente Coronel BM Flávio Gledson, comandante do BEA, lembrando que desde o final do ano passado foram realizadas alterações na legislação mato-grossense para permitir que esses profissionais também tenham poder de fiscalização.

O secretário executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), coronel BM Paulo Barroso, explica que a fase resposta integra o grande planejamento feito pelo Governo de Mato Grosso para o enfrentamento aos incêndios florestais.

“Então, a temporada de incêndios florestais engloba as fases de preparação, prevenção, resposta e responsabilização e hoje, todos os comandos estão realizando o lançamento da etapa de resposta”, explica o coronel.

Para este ano, o Governo de Mato Grosso vai investir R$ 22 milhões para combate ao desmatamento e exploração florestal ilegais, além dos incêndios florestais, por meio de recursos próprios e do programa REM Mato Grosso (REDD+ para Pioneiros).

“Este é o maior investimento já feito nos últimos dez anos para repressão dos crimes contra flora e combate aos incêndios florestais. Todos os órgãos envolvidos em ações da defesa do meio ambiente estão indo a campo com a orientação de tolerância zero às infrações”, enfatiza o secretário adjunto Executivo da Sema, Alex Marega.

Responsável pelo Comando Regional I e diretor operacional adjunto, o coronel BM Wendell, explica que a corporação trabalha em parceria com diversas instituições, como Sema, Ibama e Forças Armadas para realizar a cobertura de todo o Estado.

Antecipação

A decisão de antecipar o período proibitivo do uso do fogo, que segue até o dia 30 de setembro, leva em consideração fatores climáticos e riscos que a poluição do ar traz à saúde humana, especialmente em um momento que o mundo enfrenta uma pandemia de uma síndrome respiratória, a Covid-19.

Além disso, de acordo com monitoramento realizado pelo INPE, entre 01 de janeiro e 28 de maio, Mato Grosso registrou um aumento de 11,83% dos focos de calor em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Brasil e os Estados da Amazônia legal registraram redução de 2,84% e 31,26% respectivamente.

Também foi verificado que 44% do estado de Mato Grosso apresenta a pluviosidade abaixo da média e 24% do território encontra-se na média dos últimos 30 anos para o mesmo período. A estiagem decrescente seca a vegetação mais fina tornando-a mais vulnerável ao fogo.

Fonte: GOV MT

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