conecte-se conosco


Nacional

Agressão a imprensa aumenta em 54%; Bolsonaro é responsável por mais da metade

Publicado

Jair Bolsonaro arrow-options
Alan Santos/PR

Bolsonaro foi o responsável por mais da metade dos ataques

Casos de ataques a jornalistas e veículos de comunicação cresceram 54% no último ano, revela o relatório “Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil” da Federação Nacional dos Jornalistas ( Fenaj ), divulgado nesta quinta-feira. No período de um ano, as agressões saltaram de 135 para 208. Segundo a federação, em seu primeiro ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro foi responsável, sozinho, por 58% desse total — seja por seu perfil no Twitter, lives  ou entrevistas.

No documento, 114 casos são de tentativas de descredibilização da mídia, que são a maioria dos ataques à liberdade de imprensa no Brasil. Essa categoria não constou dos relatórios anteriores e foi criada, segundo a Fenaj, em razão da institucionalização das críticas, como, por exemplo, as feitas por meio dos canais oficiais da Presidência da República.

Bolsonaro teve um ano de constante atrito com a imprensa e diversos veículos de comunicação. Segundo a Fenaj, os ataques presidenciais se concentram em agressões verbais, descredibilização da imprensa e ameaças ou intimidações. No dia 13 de setembro, em sua conta pessoal no Twitter, o presidente disse:

“Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos.

Leia também: Bolsonaro diz que vai colocar jornalista no Ibama como “raça em extinção”

O relatório cita também a ameaça feita por Bolsonaro ao jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil: “Talvez pegue uma cana aqui no Brasil”. O site divulgou reportagens sobre mensagens no aplicativo Telegram do ex-juiz e ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba.

O relatório afirma que cinco dos ataques dos presidente foram agressões verbais diretas a jornalistas durante entrevistas. Em um dos casos, no dia 20 de dezembro, ao ser questionado sobre a operação do Ministério Público que teve como alvo seu filho mais velho, Flávio, o presidente respondeu agredindo um repórter:

“Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual.”

Segundo a presidente da Fenaj, Maria José Braga, é necessário que a sociedade cobre uma postura de maior respeito do presidente.

“Houve uma institucionalização da violência contra o jornalista, dada através da Presidência da República, com o presidente desferindo ataques verbais diretamente contra profissionais ou ataques genéricos e generalizados contra a imprensa. O número é muito alto (121 ataques) e exige que a sociedade brasileira se posicione e cobre do presidente que respeite, ao menos, a liturgia do seu cargo”, afirmou Braga em entrevista à GloboNews.

Leia também: Entidades de jornalistas condenam ataques de Bolsonaro à imprensa

O Palácio do Planalto, em nota, afirmou que não iria comentar a fala da presidente da Fenaj.

Além do chefe executivo federal, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, também é citado. Uma repórter da TV Globo foi constrangida e teve seu microfone empurrado durante entrevista coletiva, organizada no Palácio da Cidade. Ele irritou-se ao ser questionado sobre as ações da prefeitura para atenuar danos causados por um temporal que atingiu a cidade e que causou dez mortes em abril de 2019.

A região que apresenta mais casos é o Sudeste, com 44 registros. Só o estado de São Paulo teve 19. Seguido pelo Distrito Federal, com 13, e o Rio de Janeiro, que somou 12. E são dos políticos que mais advêm as agressões: eles foram autores de 144 ataques.

Outro tópico do relatório é o cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais. O levantamento cita o episódio protagonizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes ao determinar que o site “O Antagonista” e a revista “Crusoé” retirassem do ar reportagem citando o presidente da Supremo, ministro Dias Toffoli, em reportagem sobre a delação do empresário Marcelo Odebrecht, no âmbito da Lava-Jato. A decisão previu multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A medida durou três dias.

Em relação ao impedimento do exercício profissional, uma equipe da TV Alteroza Sul de Minas foi impedida de participar da entrevista do ex-goleiro Bruno, pelo Poços de Caldas Futebol Clube. A equipe havia se credenciado e viajou 153 quilômetros para a coletiva, mas viu seu microfone ser retirado na mesa. A restrição foi feita pela direção do time da terceira divisão, que atendeu a pedido de Mariana Nicolini, advogada de Bruno.

Leia também: Bolsonaro acumula 99 ataques à imprensa em 2019, diz Fenaj

Um ano antes, a TV Alteroza havia feito uma reportagem mostrando que o goleiro não estava cumprindo a pena de prestar serviços comunitários em uma associação. Após a reportagem, o goleiro não obteve progressão da pena para o regime semiaberto, o que só veio a acontecer em julho deste ano.

Ameaças e intimidações contabilizam 28 casos. E agressões verbais, 20. E, com tentativas de descredibilização da imprensa, são as três mais recorrentes.

A lista menciona até dois homicídios em Maricá, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em maio, o jornalista e proprietário do jornal O Maricá, Robson Giorno, de 45 anos, foi morto a tiros, disparados por um homem encapuzado, na porta de sua residência, no bairro Boqueirão. Ele chegava em casa, acompanhado da mulher, quando um carro prata aproximou-se. De dentro do veículo foram feitos os disparos. Em junho, o profissional Romário da Silva Barros, do site de notícias Lei Seca Maricá, foi assassinado na noite do dia 18 de junho. Ele foi executado com três tiros, dois na cabeça e um no pescoço, no bairro de Araçatiba. Romário dedicava-se prioritariamente ao jornalismo policial. A investigação do casos corre sob sigilo.

Das categorias de agressões diretas a jornalistas, além dos assassinatos, registrou crescimento em 2019, em comparação com o ano anterior, o grupo das injúrias raciais. No ano passado, houve dois casos de racismo e, em 2018, nenhum.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nacional

Perfis de redes sociais que atacaram Michelle Bolsonaro estão sob investigação

Publicado


source
Michelle usando máscara de proteção
Marcos Corrêa/PR

Primeira-dama Michelle Bolsonaro

A Polícia Civil de São Paulo está investigando cerca de 250 perfis do Twitter e do Instagram que tiveram participação em uma série de ataques contra a primeira-dama, Michelle Bolsonaro , neste ano.

Os boatos sobre um possível relacionamento amoroso entre ela e o ex-ministro Osmar Terra fizeram com que Michelle sofresse uma série de xingamentos nas redes sociais.

Na última quinta-feira (24), a primeira-dama solicitou ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em São Paulo, o  prosseguimento das investigações – abertas em abril – que têm o objetivo de identificar os donos desses perfis.

A ida de Michelle ao departamento provocou algumas informações desencontradas, como sobre um suposto pedido de censura à música da banda Detonautas .

De acordo com a Folha de S. Paulo, em seu depoimento à polícia, Michelle negou envolvimento amoroso com o deputado federal pelo MDB do Rio Grande do Sul e disse se tratar de uma mentira que a ofende “como esposa, mulher e mãe”.

Ainda segundo o jornal, ela completou dizendo ter ficado extremamente abalada com a série de ataques, que tiveram inclusive repercussão negativa no âmbito familiar.

Segundo Michelle, o estopim das insinuações foi uma publicação na revista IstoÉ, que falava sobre o “esforço de Bolsonaro para vigiar a mulher de perto”, o que, conforme a primeira-dama, levava o leitor a crer em um possível romance com o ex-ministro.

“A falaciosa notícia propalada […] ganhou espaço na internet, ocasionando um sem número de ofensas e piadas infames em redes sociais envolvendo a declarante, colocando em xeque sua fidelidade, integridade, correção e decoro”, diz trecho do depoimento de Michelle.

Defesa

O advogado da vítima afirmou que ela irá decidir quais medidas tomar somente quando ter em mãos a lista dos suspeitos: “A primeira-dama vai ser optar por processar essas pessoas ou, quem se desculpar e retificar o que disse, ou tirar o post ofensivo, ela pode deixar de processar”, afirmou.

Ainda conforme as informações do jornal, o advogado concluiu dizendo que a primeira-dama também apresentou uma notícia-crime contra o jornalista responsável pela reportagem mencionada, e ainda move ação por danos morais.

Continue lendo

Nacional

Eleições: Dois em cada cinco candidatos dizem não ter bens

Publicado


source
urna
Reprodução: O Dia

Cerca de 2% dos candidatos dizem ter mais de R$ 1 milhão.

Segundo dados disponibilizados pelos órgãos públicos, dois em cada cinco (39%) candidatos nas eleições municipais de 2020 diz não possuir nenhum bem. Tal percentual representa 212.029 dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Os dados foram levantados pelo G1 .

A quantidade de candidatos que não possuem bens é maior do que a da última eleição, quando 36% dos postulantes aos cargos disseram não ter nada.  Deste total, 41% são candidatos ao cargo de vereador, 19% ao de vice-prefeito e 11% aos de prefeito.

Por outro lado, a quantidade de candidatos que declaram ter mais de R$ 1 milhão em bens se manteve estável em 2%, o que corresponde a 12.977.  No caso dos milionários, a maioria é postulante aos cargos de prefeito, com 18%. Apenas 2% estão em busca de uma cadeira nas Câmaras municipais.

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana