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Agredida pelo ex, atriz conta que vive com medo: “Não tenho residência fixa”

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cristiane machado
Filipe Rhodes

Cristiane usa sua própria história e sua para dar forças para outras mulheres que são ou foram violentadas


Em novembro de 2017, a atriz Cristiane Machado se casou com o empresário e ex-diplomata Sérgio Schiller Thompson-Flores. Um ano depois, em novembro de 2018, a atriz divulgou para a imprensa um vídeo em que o marido a agredia verbal e fisicamente, tentando sufocá-la com um fio de telefone — e Sérgio foi preso por violência doméstica e tentativa de feminicídio.

Hoje, faz um pouco mais de um ano e meio que o caso de Cristiane veio a público, e o Delas conversou com a atriz e jornalista. Ela revela sofrer com os impactos do estresse pós-traumático até hoje, relata ter desenvolvido anorexia e ter crises de ansiedade frequentemente, por conta da sensação de medo e perseguição constante.

“Meu agressor ficou quase oito meses em um presídio em Bangu e saiu com uma medida cautelar, porque a prisão era preventiva. Ele usa uma tornozeleira eletrônica e está em prisão domiciliar. De finais de semana e feriados, ele tem que ficar em casa. Nos dias de semana, ele só pode sair para trabalhar”, conta Cristiane.

cristiane machado
Arquivo pessoal

Cristiane e seu ex-marido, Sérgio Schiller Thompson-Flores, atualmente condenado por violência doméstica e tentativa de feminicídio

A atriz foi uma das primeiras mulheres do Rio de Janeiro a ter acesso a um pager, que é conectado à tornozeleira do criminoso e apita se ele estiver próximo da vítima ou se tirar a tornozeleira. Segundo ela, desde que Sérgio saiu da prisão, o aparelho já foi acionado em torno de sete vezes. “Por conta desses avisos, eu vivo sob muita tensão. Todas as vezes que o aparelho me notificou eu comuniquei a Justiça, mas leva tempo até alguma coisa ser feita e, enquanto isso, a gente tem que se virar. Por isso não tenho residência fixa e todas as minhas bases são cercadas por câmeras”, relata.

Violência continuada

Cristiane diz temer não apenas pela violência que já sofreu. Ela afirma que continua sendo perseguida na internet, com a criação de perfis falsos que fazem comentários negativos e injuriosos sobre ela. “Essas pessoas já foram identificadas, por isso eu sei que são pessoas ligadas a ele. É impressionante que a maioria são homens agressores que foram condenados pela Lei Maria da Penha.”

Para a atriz, é muito importante ter noção do tipo de agressor que a mulher está lidando. “Um agressor com condições financeiras mais baixas, com menos acesso à cultura, é diferente de um agressor com estudo, dinheiro, influência, que também é branco e um ex-diplomata que entende de leis.”

“Eu continuo na luta e é muito díficil lidar com isso, porque eu me sinto desprotegida o tempo inteiro. A única força que eu tenho sou eu. Até porque quero proteger meus pais, meu pai é deficiente visual e minha mãe deficiente física e eles foram ameaçados de morte caso eu entregasse o Sérgio para a polícia”, continua.

Para a atriz e jornalista, que se tornou uma grande ativista no enfrentamento da violência doméstica, o que falta na justiça brasileira é mais agilidade para lidar com a violência que acontece após a denúncia. Segundo ela, as mulheres são incentivadas a denunciar, mas, depois que denunciam, não têm respaldo para continuarem se protegendo das violências que continuam acontecendo.

Além do pager, a vítima também usa o aplicativo Linha Direta da Polícia Militar do Rio de Janeiro e está em contato com o CEO para lançar uma funcionalidade no aplicativo que vai levar seu nome. A nova função está sendo idealizada para ajudar mulheres que foram violentadas a terem mais provas para apresentar à Justiça.

Vida profissional e financeira

“Ele também pratica uma violência material contra mim, para que eu não trabalhe. Ele usa perfis falsos para falarem mal de mim. As pessoas podem achar que aquilo é verdade e, até eu provar que não é, já perdi muito tempo e oportunidades, além do fruto do meu trabalho, que é a minha imagem”, fala a atriz.

Cristiane Machado está escrevendo um livro sobre violência contra mulheres, falando sobre outros casos e sobre sua própria trajetória, pois quer recuperar a vida e deixar de ser refém de ataques e boicotes. “Para você ter uma ideia, eu fiz uma live sobre violência doméstica com algumas mulheres e elas foram intimidadas. Todo lugar que eu apareço, as pessoas que estão comigo são perseguidas. Justamente para que elas fiquem com medo de serem vistas comigo e, consequentemente, isso atrapalhe o meu sustento.”

marca de enforcamento
Arquivo pessoal

No vídeo que a atriz divulgou para a imprensa em 2018, o empresário tentava enforcá-la com um fio de telefone do apartamento

Cristiane acredita ter a missão de usar sua voz para libertar outras mulheres que vivem situações parecidas com a dela. Diz que ainda tem muito medo, mas que também tem coragem para enfrentar todas as dificuldades. Para ela, é uma conquista ter conseguido que um ex-diplomata muito influente fosse condenado a três anos de prisão.

“Espero que a mulher que está passando pela agressão hoje tenha uma história diferente da minha e, consequentemente, a próxima, melhor ainda, para que esses casos sejam coibidos com mais agilidade. A gente teve um avanço muito grande com a Lei Maria da Penha, ou hoje meu agressor poderia estar nas ruas, completamente livre.”

Fonte: IG Mulher

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Pastora se assume bissexual e começa a vender fotos nuas: “Me senti mais santa”

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A americana Nikole Mitchell cresceu em um ambiente conservador no qual não conseguia explorar sua sexualidade. Ela casou, teve três filhos e acabou virando pastora, mas percebeu que aquilo não a preenchia e decidiu mudar de vida e, nesse processo, ela se descobriu bissexual. Aos 36 anos, ela está solteira e realizada vendendo fotos e vídeos de nu explícito em uma rede social.

Nikole Mitchell como pastora e como stripper
Reprodução

Nikole Mitchell deixou a vida de pastora para vender fotos e vídeos eróticos

“Desde muito jovem, eu fantasiava ser uma stripper, mas fui doutrinada a acreditar que meus desejos e meu corpo eram pecaminosos e maus por natureza”, contou Nikole em entrevista ao New York Post. Por influência da família, ela apostou tudo na religião e se tornou pastora, mas mesmo assim era vista como a ovelha negra da família.

“Aprendi que as mulheres não podem liderar e que devem estar na cozinha e com as crianças. Embora isso fosse contra tudo o que me disseram, decidi me tornar pastora por causa do meu desejo de apresentar as mulheres”, afirmou Nikole que buscou a igualdade de gênero dentro da sua fé.

Casada e com três filhos, que atualmente estão com 10, 7 e 4 anos, a então pastora acreditava ser heterossexual. Tudo mudou quando ela assistiu a uma peça de teatro com temática LGBTQI+.  “Eu fiquei tipo ‘oh meu Deus, eu não acho que sou hétero’ e isso abalou meu mundo”, disse Nikole que sabia que ao se assumir bissexual “perderia tudo porque a igreja não acolhe pessoas queer”.

De repente, ela sentiu como se estivesse vivendo uma vida dupla, lutando para manter sua sexualidade em segredo. Foi então que ela abandou a igreja e meses depois fez um vídeo no YouTube fazendo um desabafo. Diante da reconstrução de sua vida, ela se perguntou o que viria a seguir.

Uma nova vida 

A ex-pastora decidiu que era hora de explorar seus desejos sexuais e se inscreveu em uma aula para chamada “Sexpress You” para aprender a como se soltar e, logo, fez sua primeira sessão de fotos nuas. “Chorei porque nunca me senti mais santa e sagrada em minha vida. Nunca me senti tão sexy e livre”, lembrou.

Sentido que tinha vocação para ser uma modelo erótica, Nikole passou a usar uma rede social adulta para vender fotos e vídeos em que aparece nua. “Eu comecei muito tímida, apenas com fotos de topless, mas agora estou no ponto em que atendo pedidos pessoais e faço vídeos sob medida para realizar os desejos específicos das pessoas”, contou a americana que antes da pandemia chegou a “receber milhares de dólares para fazer sexo” com outras pessoas.

Com uma nova vida, ela se mudou para Los Angeles, se divorciou do marido e diz que está mais feliz do que nunca. “Cada pessoa tem o direito de se expressar da maneira que for melhor para ela e essa é a melhor maneira para mim”, concluiu a americana que sente que ficar nua é tão sagrado quando ser pastora.

Fonte: IG Mulher

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Shantal Verdelho é criticada por usar roupa de “menina” no filho: “Evoluam”

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Uma foto em que a influenciadora digital Shantal Verdelho aparece com o filho gerou grande repercussão nas redes sociais. Tudo porque, muitos seguidores começaram a dizer que a roupa que o menino, de pouco mais de um ano, estava usando era uma roupa de “menina”. A esposa do modelo Mateus Verdelho não gostou dos comentários e deu sua resposta.

Shantal Verdelho e o filho
Reprodução/Instagram

Shantal Verdelho e o filho

Na foto, mãe e filho aparecem descendo uma escada com roupas da mesma cor, mas a peça usada por Felippo foi o que mais chamou atenção. “Parece roupa de menina”, comentou uma pessoa. “Sua filha é linda”, ironizou um seguidor. “Pensei que você tinha um menino”, acrescentou mais um.

Em meio as críticas, também teve seguidor apoiando a influenciadora. “Pessoas que estão se importando tanto com a roupa de UMA CRIANÇA: marquem terapia amanhã sem falta”, postou uma pessoa. “Dói meus olhos ver esses comentários, porque ela veste ele com roupa de mulher?? Ela veste ele com roupa de mulher porque homem pode usar roupa de mulher e a roupa que ele quiser!!! Liberdade o nome disso”, postou outra.


Com a repercussão, Shantal postou uma nova foto do filho com a mesma roupa e se posicionou: “Para quem se incomodou com a roupa do Pippo [apelido do menino] hoje, aqui vai um pouquinho mais… Evoluam meus bens, apenas evoluam”.

Fonte: IG Mulher

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