Conteúdo/ODOC - Afastado do mandato pela segunda vez em decorrência da Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27), o vereador Chico 2000 já não integra o Partido Liberal (PL). A saída da sigla foi formalizada por meio de carta de anuência assinada em 19 de fevereiro de 2025 pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e pelo presidente estadual do partido em Mato Grosso, Ananias Martins de Souza Filho.
Além da anuência partidária, a desfiliação também foi reconhecida pela Justiça Eleitoral. Em sessão realizada no dia 10 de novembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) julgou, por unanimidade, procedente a ação de justificação de desfiliação partidária proposta pelo próprio vereador, autorizando sua saída do PL com manutenção do mandato na Câmara de Cuiabá.
O relator do processo, juiz Edson Dias Reis, votou pela procedência do pedido, sendo acompanhado pelos demais membros da Corte.
A saída do PL ocorreu em meio a desgastes e se agravou após a deflagração da Operação Perfídia, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que investigou denúncias de solicitação de propina relacionadas às obras do Contorno Leste. À época, Chico foi um dos alvos da operação, que teve origem em denúncia apresentada pelo então deputado federal e atual prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
Chico nunca integrou a base no Executivo Municipal na Câmara.
Na Operação Gorjeta, deflagrada posteriormente pela Polícia Civil, Chico 2000 voltou a ser alvo de investigação por suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares. Ele é investigado por crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
