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Advogados de Bolsonaro podem processar Lula por fala sobre Marielle

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Presidente Jair Bolsonaro usando celular
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Presidente Jair Bolsonaro usando celular

Os advogados do presidente Jair Bolsonaro (PL) pretendem processar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por comentário feito em um evento em Porto Alegre no último dia (02). 

O ex-presidente Lula falou publicamente que “gente” do presidente Jair Bolsonaro “não tem pudor”, se referindo ao assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), morta em 2018.

Bolsonaro rebateu as acusações levantando outro caso de assassinato de um político no Brasil. O caso de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002. Porém este caso já está julgado pela justiça. 

“Se esses caras não mentirem, vão falar o que? É mentira o tempo todo. Não vou perder tempo com isso aí. Agora, eles podiam falar como que o Celso Daniel foi assassinado em 2002. Ele ia denunciar a esquerda de roubalheira no ABC”, completa. 

Último Segundo  apurou junto a fontes ligadas ao partido de Jair Bolsonaro, o PL, e confirmamos que nenhum ação judicial foi movida contra o ex-presidente Lula, pelo menos até o momento.

Casos cruzados

O caso Celso Daniel teve sua conclusão em 2012, dez anos após o crime. A Justiça condenou a 20 anos de prisão o réu Itamar Messias dos Santos , acusado de matar em 2002 o então prefeito de Santo André. Para o Ministério Público, Celso Daniel foi assassinado por ‘discordar do modo como era feito um esquema de corrupção na Prefeitura’.

O caso ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), por outro lado, ainda não foi concluído pela justiça. Quatro anos após o assassinato da ex-parlamentar e do motorista Anderson Gomes , Polícia Civil e Ministério Público dizem ainda não saber determinar um prazo para a conclusão da investigação.


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Ribeiro encerra ligação após aviso de que estava em ‘celular normal’

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Em ligação, Ribeiro conversava com a filha sobre receio de Bolsonaro ser afetado pela operação da PF
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 17/03/2022

Em ligação, Ribeiro conversava com a filha sobre receio de Bolsonaro ser afetado pela operação da PF

Em uma ligação interceptada pela Polícia Federal no dia 9 de junho, o ex-ministro da Educação  Milton Ribeiro conversava com a filha sobre o receio do presidente Jair Bolsonaro “ser atingido” por meio de uma operação da Polícia Federal deflagrada contra ele, quando foi avisado pela interlocutora que ela estava telefonando de um “celular normal”.

“Não, pai… essa voz não é definitiva, não sei se ele tem alguma informação. Eu estou te ligando do celular normal, viu, pai”, diz ela.

A partir desse momento, Ribeiro muda o tom e tenta encerrar o conversa, o que indica que ele percebeu que poderia estar sendo grampeado pela Polícia Federal.

“Aé, então, depois a gente fala, tá…. (…) Beijos. Mas Deus vai cuidar.”

Na hora de se despedir, Ribeiro faz questão de frisar que o presidente estava falando em “pressentimento” e que os dois haviam se falando quando Bolsonaro estava em viagem aos Estados Unidos.

Antes de ser alertado pela filha, Ribeiro dizia que o presidente achava que poderia ocorrer uma operação de busca e apreensão contra ele.

“Hoje o presidente me ligou… ele está com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né? (…) Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa. é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?”, diz ele, na ligação.

No final do diálogo, a filha acrescenta que eles “não têm nada a esconder”. “E boa sorte para quem quiser fazer uma busca no 21”, diz ela, dando a entender que o apartamento estava muito bagunçado por causa de uma mudança.


Na última quarta-feira, dia 22, Ribeiro foi alvo da Operação Acesso Pago deflagrada pela Polícia Federal. Ele chegou a ser preso preventivamente, mas foi solto após uma decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Como Ribeiro havia deixado o comando do MEC, o caso tramitava na primeira instância da Justiça Federal do DF. O Ministério Público Federal, no entanto, apontou que houve indícios de vazamento da ação e possível “interferência ilícita” por parte de Bolsonaro – o que motivou um pedido para que o processo voltasse ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ribeiro é investigado na Operação Acesso Pago pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. A defesa do ex-ministro nega qualquer irregularidade e diz que a prisão não tinha justificativa, porque ele não exercia mais influência no governo federal e tem bons antecedentes criminais.

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‘Tá cheirando a sacanagem’, diz Flávio Bolsonaro sobre áudio de Milton

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Milton Ribeiro citou em gravação que presidente achava que poderia ter uma busca e apreensão
Isac Nóbrega/PR

Milton Ribeiro citou em gravação que presidente achava que poderia ter uma busca e apreensão


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à divulgação de áudio do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, citando que em telefonema o presidente da República disse que achava que poderia ter uma busca e apreensão.

Em publicação no Twitter, o filho mais velho de Jair Bolsonaro criticou que o inquérito não tenha sido enviado imediatamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) por mencionar o titular do Palácio do Planalto, com foro privilegiado. “Tá cheirando a ‘sacanagem’, além de crime, claro”, disse.

“Então havia gravação do ex-Ministro falando que ‘ele’ achava que poderia ter busca e apreensão? Se ‘ele’ era Bolsonaro, porque o juiz e o procurador do @MPF_PGR (Ministério Público Federa) não remeteram os autos ao @STF_oficial (Supremo Tribunal Federal) ao invés de prender o ex-ministro. Tá cheirando a ‘sacanagem’, além de crime, claro”, escreveu Flávio em seu perfil na rede social.

Politicamente, a crise causada pela prisão do ex-ministro é considerada um “desastre” por integrantes do núcleo de campanha de Bolsonaro. O fato, na avaliação de aliados, cria uma “tempestade perfeita” que municia adversários e dificulta a arrancada de Bolsonaro, que tenta encostar no ex-presidente Lula (PT) nas pesquisas de intenção de voto.

O ex-ministro da Educação foi preso na última quarta-feira por suspeitas de crime envolvendo o repasses de verbas do MEC para prefeituras. Os pastores-lobistas Gillmar Santos e Arilton Mourão também foram presos na Operação da Polícia Federal. No dia seguinte, os três foram libertados após uma decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1)

Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) apontou que houve indícios de vazamento da operação da Polícia Federal contra o ex-ministro e “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Bolsonaro nas investigações”. A partir disso, o MPF solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O indício de vazamento foi encontrado nas interceptações telefônicas do ex-ministro e apontado pela Polícia Federal. Em uma conversa com sua filha realizada no dia 9 de junho, Ribeiro relata uma conversa telefônica com Bolsonaro e cita que o presidente achava que fariam uma busca e apreensão contra seu ex-ministro.

“A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”,  disse Ribeiro para a filha, conforme gravação obtida pelo g1.

“Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios né…”

O juiz federal Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, então, acolheu o pedido para enviar para o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação contra Milton Ribeiro. De acordo com a decisão, o pedido para envio ao STF partiu do Ministério Público Federal “pois verificada a possível interferência nas investigações por parte de detentor de foro por prerrogativa de função no Supremo”.

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