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Tribunal de Justiça MT

Adoção e o poder de mudar vidas: Jaqueline

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Um olhar e o despertar do amor. Pode ser assim. Simples. O ato da Adoção surge ao longo de um período ou instantaneamente. Assim dizem. Mas sempre com muito amor. Foi o caso da jovem Jaqueline Gama da Silveira Gutiuerres Gimenez. Formada em fotografia ela foi adota com três anos e hoje aos 22 anos ela é a personagem da séria que a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do Poder Judiciário de Mato Grosso preparou sobre Adoção. E nós também contamos um pouco da vida de sua mãe, matriarca da família, que também é avó por adoção. Conheça essas histórias emocionantes.
 
Jaqueline nasceu em 26 de setembro de 1999 em Barra do Bugres, mas passou parte da infância em Tangará da Serra. Os primeiros dois anos foram na Casa da Criança. O contato inicial com a família adotiva aconteceu por meio de sua irmã. “Minha irmã foi trabalhar no lar onde eu morava. Foi ali que nos encontramos. Nunca tive uma vida fora da minha família. Não sei como seria uma vida sem eles. Amo cada um deles e procuro passar o maior tempo possível. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Tenho uma conexão com minha mãe e meus irmãos, incrível. Eu poderia ter sido adotada por outra família ou ainda ter continuado no lar a espera de alguém, mas ganhei a minha família e isso foi maravilhoso”, disse Jaqueline.
 
Atualmente ela trabalha como servido pública, mas já trabalhou na loja de material de construção do cunhado e possui vários planos para o futuro. “Já fiz a Faculdade de Fotografia. Amo tirar fotos da natureza e da minha família também. Penso em continuar estudando, quem sabe Enfermagem para ajudar pessoas, gosto de viajar e quero conhecer o mundo. Quem sabe um dia morar fora”, revelou.
 
“Em relação à Adoção, posso dizer que meu deu muitas chances. Além de estudar… me proporcionou me sentir assim: amada… Se eu pudesse dizer a outras pessoas como isso foi importante pra mim, eu diria que adotem. É uma escolha muito boa. Muda a vida de uma pessoa. Criança traz alegria e mexe com toda família. Não sei o que seria de mim se minha família não tivesse aparecido. Tenho amigos que foram adotados tardiamente. Isso é outra coisa muito legal, que também temos que falar”, concluiu Jaqueline.
 
A irmã – A advogada, Mayra Gama da Silveira Gutierrez Gimenez Orchel foi a irmã que descobriu Jaqueline. “Eu tinha 19 anos e voluntariei na Casa da Criança em Tangará da Serra e foi amor à primeira vista quando vi a Jaqueline. Tivemos um contato muito próximo e depois minha família. Em pouco tempo percebemos que tínhamos total afinidade e logo realizamos todos os trâmites para ela ser adotada, com a concordância da mãe biológica. A partir daquele momento percebi que queria ser mãe biológica e adotiva. Queria sentir todo o amor possível desta relação”, disse a irmã de Jaqueline.
 
Os planos continuaram ao longo do fortalecimento do relacionamento com o namorado e o convívio em família com a nova irmã. “No Lar vivenciei várias famílias passando por este processo de adoção. Acompanhei isso e vi que era uma experiência única. Começamos amadurecer, eu e meu esposo. E quando casamos fizemos o cadastro de pretendentes à Adoção. Eu estava grávida da minha filha Maria Luiza, minha filha biológica. Estava no quarto mês de gestação e foi quando a Gabriella surgiu. Elas têm quase a mesma idade. Gabriella era pequenininha, tinha problemas para se alimentar e descobrimos que ela tinha autismo, mas o amor supera todas as dificuldades. A maternidade nos proporciona uma grandeza incrível e a maternidade por adoção, ela nos traz uma grandiosidade ainda maior. Não acredito em escolhas e sim em um encontro com um filho que não nasceu de você, mas que você sabe que é seu. Eu queria ser mãe das duas maneiras”, contou empolgada Mayra.
 
Desafios – “Depois de superarmos todas as dificuldades com Gabriella. Alimentares e também as necessidades em decorrência do autismo, que sempre exige muito, percebemos que conseguimos gerar oportunidades a ambas às filhas. Nosso objetivo é que ela seja uma menina independente, que seja feliz e muito amada. O grande benefício da Adoção é que os pais podem viver esta experiência maravilhosa, não apenas a criança ou adolescente, mas também a família. A Adoção não é só a proteção da criança, ela consegue beneficiar toda a família. A Gabriella tem o autismo, mas ela tem inúmeras habilidades. Cozinha muito bem e gosta disso. Ela tem muitos amigos. Quanto à vida profissional, ela ainda tem tempo. Mas queremos que ela seja independente, que vivencie todos os aspectos da vida, como essa menina incrível que ela é e merece”, considerou Mayra, mãe e irmã adotiva.
 
Mãe a avó adotiva – Ângela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez tem 63 anos e foi mãe adotiva aos 41 anos. Ela é também avó adotiva, por intermédio de sua filha, Mayra. Ao todo são quatro filhos (Mayra, André, João e Jaqueline e duas netas (Gabriella Regina e Maria Luiza). Juíza de Direito da 1ª Vara de Família e Sucessões de Cuiabá ela sempre esteve muito perto desta causa e foi militante pelas comarcas onde passou.
 
“Na época da Jaqueline poderíamos considerar uma Adoção tardia em decorrência do perfil exigido há 20 anos, de ser praticamente bebês recém-nascidos e brancos. Jaqueline já tinha quase três anos e negra. Foi muito especial a chegada dela em nossa casa. Tivemos a oportunidade de desconstruir um preconceito. As pessoas não acreditavam que eu era mãe dela, primeiro pelo tom da pele, segundo pela diferença de idade entre nós. Até hoje não lembramos mais dentro da família que ela nos chegou por meio da Adoção, tão pouco o fato de ser negra. Todos somos humanos e pronto”, disse.
 
“Pude sentir em minha existência que há classificação de filho adotivo ou biológico até que ele chegue para nós. Depois disso são filhos. Tenho o privilégio de ser mãe a avó adotiva. A minha neta que tem autismo nos mostra a todo instante o que é o amor e a minha filha, Jaqueline, que me fez ser uma mãe mais calma, bastava viver, viver em família, acolhendo alegrias e dores. Compartilhando o amor. Adotar nos faz receber muito mais do que ofertamos para as crianças e jovens que nos chegam por Adoção. Ganhamos muito mais, quebramos barreiras, padrões e formatações. Se você não se enquadra nas exigências, você não têm oportunidades e isso deve ser diferente. Viver em família, independentemente de como ela é formada, independentemente de tudo o que a sociedade espera, o mais importante: sermos felizes. É sermos simples e vivermos em verdade, ela só é difícil até que você a diga, depois disso a verdade é libertação. Depois, viver em alegria. Não sei se consigo em palavras mostrar tudo o que sinto pela Adoção. Sou uma pessoa realizada. Que as pessoas consigam se libertar dos medos e que consigam ter seus filhos, independentemente de como eles cheguem até você. Quando ampliamos nossas famílias pela Adoção o amor reverberar por todo o universo e vamos semeado o bom, o bem e paz”, finalizou a magistrada, mãe e avó por Adoção.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Foto 1: colorida: Jaqueline com a família  
Foto 2: colorida: Gabriella segura um prato com brownie cobertos com chantily e cobertura de chocolate.
 
 
Mais informações sobre adoção:
 
 
 
 
Ranniery Queiroz  
Assessor de imprensa CGJ
 

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Poder Judiciário apoia o 1º Arraiá do Serviço do Acolhimento de Alto Taquari

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As crianças e adolescentes que se encontram no Serviço do Acolhimento de Alto Taquari (a 479 km ao sul de Cuiabá) terão um dia pra lá de especial com direito a brincadeiras, quadrilha, comidas típicas e muita animação no 1º Arraiá do Serviço do Acolhimento de Alto Taquari. O Poder Judiciário é um dos apoiadores da festa, que acontece neste sábado (25.06), às 16h, no bairro Gabriela, e irá reunir aproximadamente 100 pessoas entre crianças, adolescentes, colaboradores do Serviço de Acolhimento, Fórum da cidade, Assistência Social e seus familiares.
 
Segundo a Juíza da Vara Única de Alto Taquari, Marina Dantas Pereira, a ideia da festa junina partiu de uma assessora dela como uma oportunidade de confraternização com as oito crianças e adolescentes que estão no Serviço de Acolhimento.
 
“A Grazi trouxe a ideia de fazer a festa junina e todo mundo adorou, principalmente as crianças e adolescentes. Inicialmente era para ser algo mais simples, mas a gente foi conseguindo doações, parcerias e agora vamos fechar a rua em frente ao Lar para realizar o arraiá”, conta.
 
A supervisora do Serviço de Acolhimento a Criança e Adolescente, Lesley Any Batista Ferreira, detalha que uma parte da comida virá da Prefeitura Municipal, outra dos participantes, além de algumas doações. “A comunidade em geral está envolvida, comerciantes, advogados, Ministério Público, doaram dinheiro, brinquedos, comida para que seja um dia especial. A tenda, mesas e cadeiras virão do Grupo Conviver e o som um servidor do Fórum levará”.
 
No cardápio do Arraiá muitas comidas típicas como cachorro quente, cri cri, canjica, pipoca, caldo de costela, bolo de milho, algodão doce e refrigerantes. Além de brincadeiras como pescaria gratuita, dinâmicas, quadrilha e música. “Essa a primeira vez que vamos realizar uma festa desse tamanho, as crianças e adolescentes estão bastante empolgadas. Elas estão ajudando a fazer a decoração e ainda poderão convidar dois amigos para participar. Muitos não veem a hora de começar. Será uma festa familiar, sem bebida alcoólica, mas com muita diversão”, ressalta.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: arte colorida retratando o convite, com símbolos juninos como milho, balão de São João, fogueira e bandeirinhas.
 
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

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Processo Judicial Eletrônico supera em junho a marca de 3 milhões de movimentos processuais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso caminha para encerrar o mês de junho superando a marca de 3 milhões de movimentos no Processo Judicial Eletrônico (PJe)s. Faltando uma semana para o encerramento do mês, foram registrados 25.103 casos novos enquanto foram baixados 35.578, mantendo a tendência de redução dos casos pendentes, que totaliza 837,8 mil casos.
 
Com esse resultado, a Justiça estadual anota no primeiro semestre de 2022, de janeiro a junho, 219.286 recebidos e, em contrapartida, baixou 238.167 peças. A redução do número de casos pendentes é o sinal do caminho percorrido pelo Judiciário mato-grossense na busca pela maior eficiência com uso da tecnologia, da melhoria das rotinas e da capacidade dos colaboradores. Independente da situação, e até diante de dificuldades, como as provocadas pela pandemia, o Judiciário mato-grossense continua produzindo.
 
Para suportar essa carga de feitos, a Alta Administração da Justiça, sob o comandado da desembargadora Maria Helena Póvoas, tem investido na capacidade tecnológica da plataforma digital do PJe que está preparada, com a mais recente atualização, para dar efetividade à Justiça 4.0. Essa modernização permitiu ao sistema atuar de forma mais leve, mais rápido e também, de acordo com a Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI), do Tribunal de Justiça, com a automatização de diversos serviços que têm, como propósito, facilitar a vida dos usuários, especialmente dos magistrados e magistradas, servidores e servidoras.
 
A direção do Judiciário tem claro que os investimentos no PJe tem possibilitado a cada dia atingir mais agilidade na tramitação dos processos. Além da celeridade, o PJe representa transparência, facilidades para advogados e partes, economicidade e compromisso com a sustentabilidade. “É um trabalho fenomenal, nos bastidores ou na frente do serviço, que necessita diariamente de cuidado e determinação de todos os atores envolvidos direta e indiretamente nesse serviço”, frisou o coordenador de TI, Thomás Augusto Caetano.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência TJMT
 
 

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