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Opinião

ADEILDO LUCENA – Garantia de proteção ao Estado

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A  constituição é clara , a única forma de ingresso no serviço público é através de concurso. Mas o que isso traz de positivo?? Não seria apenas uma forma de conceder privilégios??
Na verdade o concurso público tem duas grandes vantagens , primeiro a forma de seleção que tem como ponto de partida o mérito. Apenas quem tem capacidade passa.  A outra  é proteger  a própria instituição na qual o candidato  devidamente concursado é empossado .
Vejamos  a saúde pública ,  a contratação de trabalhadores temporários por  prestação de serviços terceirizados nas áreas fins,  ou mesmo por  contratos temporários direto,   tem levado  a  precarização dos serviços e do  atendimento à população, com baixa remuneração dos profissionais de saúde e abrindo  espaços para fraudes de toda natureza. Cuiabá tem sido bombardeada com essa prática é só olharmos o que vem ocorrendo nos últimos anos.
Reparem os escândalos ocorridos nas mais diversas  instituições e em especial na saúde  , a grande maioria dos autores  é de pessoas que não são servidores de carreira e estão lá por indicação ou de forma temporária. É óbvio que seria leviano dizer que todos os agentes públicos não concursados são desonestos. Mas a falta de vínculo e não ter um CPF atrelado ao seu local de trabalho facilita muito pra os “espertos” que têm intenções pouco republicanas.
Serviços essências como saúde , educação e segurança não podem e nem devem ser terceirizados. A teoria do Estado mínimo é válida , mas não cabe em todos os serviços prestados pelos poderes , em especial o executivo.
Aqui em MT o último concurso público na pasta da Saúde estadual foi há quase 20 . Em Cuiabá foi em 2014 , quando  o então prefeito é o atual governador de  MT.
A importância do concurso público vai muito além de dar estabilidade a quem passa, isso é uma forma míope e distorcida de enxergar o Estado. O servidor público concursado  garante e tem como essência planejar e executar  políticas de Estado e não necessariamente de governo. Os governos são efêmeros, mas o Estado é permanente. O servidor público devidamente concursado é guardião não apenas da instituição que foi empossado, mas é o responsável por manter a existência e perenicidade do Estado.
Portanto , esta na hora  dos gestores terem uma visão  mais ampla que apenas  as próximas eleições, é preciso pensar o Estado pra o futuro , ser mínimo no  essencial é certamente a garantia de um fracasso a longo prazo .

Adeildo Lucena é médico e  presidente do Sindimed

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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Opinião

DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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