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Acusado de mentir em delação por não ter recebido ajuda, empresário nega ter ameaçado ex-secretário

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As supostas ameaças de Alan Malouf vieram a tona após conversas por WhatsApp terem se tornadas públicas

Acusado de ter mentido em sua delação premiada firmada com o Ministério Público Federal (MPF) e homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e de ter ameaçado o ex-secretário de Segurança Pública, Fábio Galindo, o empresário Alan Malouf emitiu nota à imprensa nesta terça-feira (28), onde nega as acusações.

O assunto veio a tona após conversas no aplicativo WhatsApp entre o empresário e Galindo ocorridas em novembro de 2016, terem se tornadas públicas. Nelas, Malouf pede que Galindo, à época, promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais, deixe o Ministério Público e seja seu advogado de defesa, e que use sua influência junto às autoridades para “blinda-lo” das investigações, já que ele estaria com medo de ser preso devido a deflagração da “Operação Rêmora”, que apurava fraudes em licitações para construção e reformas de 23 escolas e que causaram um prejuízo de R$ 56 milhões aos cofres públicos durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

Como Galindo recusa a proposta, Malouf ameaça delatar ‘todo mundo’. “Olha, vou ser bem sincero com você. Vou fuder todo mundo. Todo mundo. Inclusive você”, diz trecho da conversa. O empresário foi preso dias depois e firmou deleção premiada onde acusou Galindo de cobrar R$ 3 milhões para “blindá-lo” junto às autoridades.

Na nota divulgada esta tarde, Alan Malouf nega as acusações e não sabe de onde a conversa de WhatsApp com Fábio Galindo “apareceu” e que não juntou o diálogo em sua colaboração premiada com a PGR. Porém, afirma que mantinha proximidade com o ex-secretário de Segurança.

“Alan esclarece que não juntou em acordo de Colaboração Premiada nenhum print de conversas realizadas com o Sr. Fábio Galindo e desconhece que essas ‘conversas’ façam parte de algum procedimento criminal”, diz trecho da nota, no entanto, “reitera, por fim, que possuía um relacionamento de muita proximidade com Sr. Fábio Galindo, conforme já relatado perante a PGR”.

Veja a nota na íntegra:

Acerca dos questionamentos sobre o print de uma suposta conversa de whattsapp entregue pelo sr. Fábio Galindo, a defesa de Alan Malouf esclarece que:

  1. Não reconhece a presente conversa, sequer sabendo donde a mesma “apareceu”, causando estranheza à defesa;
  2. Alan, esclarece que não juntou em acordo de Colaboração Premiada nenhum print de conversas realizadas com o Sr. Fábio Galindo e desconhece que essas “conversas” façam parte de algum procedimento criminal;
  3. Reitera, por fim, que possuía um relacionamento de muita proximidade com Sr. Fábio Galindo, conforme já relatado perante a PGR e que continua prestando os devidos esclarecimentos as autoridades constituídas, sobre todos os termos e pontos de seu acordo de colaboração premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

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Justiça Eleitoral de MT estende horário de atendimento para regularização de títulos durante esta semana

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Mudança vai facilitar que o eleitor faça a revisão biométrica. Unidades irão funcionar das 9h às 18h

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso estendeu o horário de atendimento nas centrais e nos cartórios eleitorais. Atualmente, o período é entre 7h30 e 13h30, mas desta segunda-feira (17) até sexta-feira (21), as unidades irão funcionar das 8h à 18h.

Porém, a mudança de horário não vale para os postos eleitorais instalados nas unidades do Ganha Tempo ou em outra instituição parceira. Nestes locais o expediente segue o horário normal.

Até dezembro de 2019, quase 600 mil eleitores estavam com o título cancelado no estado, por não fazerem a revisão biométrica. Em Cuiabá são 145.509 cancelamentos e em Várzea Grande, na região metropolitana, 65.380.

A inscrição cancelada pertence ao eleitor que não atendeu a convocação da Justiça Eleitoral para fazer a revisão de dados com cadastro biométrico ou não votou em três eleições consecutivas, as quais não tiveram a ausência devidamente justificada.

O eleitor é obrigado a comparecer na revisão com cadastro biométrico. Quem não atendeu a convocação teve o título cancelado e tem até o dia 5 de maio deste ano para regularizar. Caso não faça a biometria, o eleitor não poderá votar.

Até dezembro, dos 2,1 milhões de eleitores aptos em Mato Grosso, haviam 503.718 eleitores com os títulos cancelados e 25.564 suspensos.

 

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Mauro Mendes sinaliza que poderá fazer nova reforma administrativa e compara Estado a iniciativa privada

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Mendes disse que o governo precisa simplificar o atendimento ao cidadão e desburocratizar o acesso aos serviços

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), deixou subentendido que pode promover outra reforma administrativa este ano para melhorar a eficiência do serviço prestado ao cidadão. Apesar de deixar claro que a prioridade imediata é concluir a reforma da previdência e aprovar o projeto de lei Cota Zero, o democrata disse que pretende desburocratizar o serviço público no Estado e equipará-lo com o setor privado.

“A administração pública, como qualquer administração, precisa, constantemente, fazer uma reflexão interna da sua eficiência e da sua competitividade. Isso é muito comum na iniciativa privada. Empresas que não fazem isso sucumbem durante o tempo porque vêm outras mais eficientes, que se atualizam melhor e que acabam ofuscando a atuação em mercado destas empresas”, durante visita que fez à Assembleia Legislativa.

Mauro Mendes disse que o governo precisa simplificar o atendimento ao cidadão e desburocratizar o acesso aos serviços para que estes custem menos aos bolsos dos contribuintes, a exemplo do que é feito na iniciativa privada.

“O governo precisa entrar neste jogo. O governo brasileiro, os governos dos Estados e dos Municípios precisam buscar a eficiência para custar menos e produzir um resultado melhor para a sociedade e para o cidadão. Este é o esforço, que neste ano, será uma das grandes prioridades da nossa administração”, completou.

Em janeiro do ano passado, logo no primeiro mês de administração, o governo fez um reforma administrativa e reduziu o número de secretarias estaduais para extinguir cerca de 3 mil cargos comissionados. Também mexeu na Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual e em alguns impostos. Ao longo do ano, aprovou uma minirreforma fiscal.

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