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AÇÚCAR/PERSPEC 2020: Produção mundial pode se retrair, após duas temporadas de superávit

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Cepea, 13/01/2020 – Depois de duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit. As esperadas quedas de produção na Índia e Tailândia devem pressionar a produção mundial de açúcar. Assim, a estimativa da Organização Internacional de Açúcar (OIA) é de déficit de 6,11 milhões de toneladas, número que ainda pode ser ampliado, caso as colheitas em importantes produtores asiáticos (incluindo China, Índia e Tailândia) forem inferiores às expectativas.

 

No Centro-Sul do Brasil, a previsão é de ligeiro aumento na produção de cana-de-açúcar na temporada 2020/21, o que se deve, dentre outros fatores, à maior taxa de renovação dos canaviais, que chegou a 16,2%, segundo levantamento do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), divulgado em novembro/19.

 

Segundo afirmam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, um aumento na produção brasileira de cana, contudo, não garantiria maior oferta de açúcar, tendo em vista que o mix deve se manter favorável ao etanol. Desde a mudança da política de preços da Petrobras, em julho de 2017, quando os reajustes internacionais de petróleo passaram a ser internalizados, os valores da gasolina e, consequentemente, do etanol e açúcar, vêm sendo bastante influenciados por esse mercado, definindo o mix de produção das usinas. 

 

De fato, espera-se pouca alteração no mix de produção das usinas para a temporada 2020/21 em relação à temporada 2019/20, com pequeno avanço para o açúcar. Segundo a projeção da S&P Global Platts, o mix açucareiro passará de 34% para até 35,5%.  

 

Pesquisadores do Cepea indicam que um fator que poderia estimular um aumento no mix favorecendo o açúcar seria a exportação do adoçante. Nesse sentido, o dólar, que poderá continuar em patamares elevados em 2020, deve seguir impulsionando as exportações de açúcar, mas os preços internacionais do produto precisariam aumentar para reverter a paridade favorável ao etanol, a ponto de se alterar o mix. Além disso, perspectivas de continuidade de preços altos da gasolina devem continuar favorecendo a competitividade do etanol e, consequentemente, a produção desse biocombustível.

 

Agora, caso a queda na produção mundial do açúcar proporcione suporte às cotações na Bolsa de Nova York (ICE Futures), fundos poderão cobrir suas posições vendidas de forma mais agressiva, elevando os preços do adoçante e aumentando o mix de produção das usinas brasileiras em favor do açúcar. Esse cenário, aliado ao câmbio, por sua vez, deve estimular as exportações brasileiras, que totalizaram 19,2 milhões de toneladas em 2019. As expectativas para a nova safra são de embarques de 19,5 milhões de toneladas, segundo dados da Archer Consulting de dezembro.

 

Contudo, os elevados estoques de açúcar na Índia têm sido considerados como uma barreira potencial para a melhora nos preços internacionais. O aumento recente nas cotações do adoçante, a desvalorização da rúpia e o subsídio pago pelo governo indiano nas suas exportações resultaram em embarques de 2 milhões de toneladas da commodity desde 1º de outubro/19, início da colheita no país. No entanto, as expectativas são de que a Índia exporte mais de 5 milhões de toneladas até o final da temporada mundial 2019/20, o que deve limitar aumentos nos preços internacionais.

 

INTERNACIONAL – Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção da Índia deve cair cinco milhões de toneladas na safra 2019/20, para 29,3 milhões de toneladas, devido à menor área cultivada com cana-de-açúcar. Se isso ocorrer, o Brasil se mantém como segundo maior produtor por mais um ciclo. O consumo na Índia pode atingir o recorde de 28,5 milhões de toneladas, devido ao crescimento econômico, o que reduz as perspectivas de aumento de estoque. Na China, a produção de açúcar pode somar 10,89 milhões de toneladas, estável frente à safra anterior. Na União Europeia, a produção de açúcar deverá atingir 17,9 milhões de toneladas na temporada 2019/20, praticamente estável em relação ao período anterior.

 

NORDESTE – A produção de cana-de-açúcar da safra 2019/20 do Nordeste (iniciada oficialmente em setembro/19) deverá atingir 50 milhões de toneladas, aumento de 12,6% em relação à anterior, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados em dezembro. Estima-se recuperação de 10,5% na produtividade, devido ao clima favorável. A Conab prevê produção de açúcar de 2,73 milhões de toneladas, alta de 10,4% em relação à safra passada.

 

Segundo a Conab, em Alagoas, a produção de cana-de-açúcar deve crescer, devido ao aumento de área e ao rendimento maior. A expectativa atual é de 18 milhões de toneladas de cana-de-açúcar colhidas nesta safra 2019/20, aumento de 11,3% em relação à passada. Quanto ao mix, o indicativo é de maior direcionamento ao açúcar em detrimento ao etanol, gerando mais de 1,3 milhão de toneladas do adoçante.

 

Em Pernambuco, ainda de acordo com a Conab, a perspectiva é que a safra atual apresente incremento na produção em comparação à temporada anterior, de 12,6%, tendo em vista a expectativa na melhoria de produtividade e no aumento de área. A previsão é de 12,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Na Paraíba, por sua vez, a área deve se manter em 122,5 mil hectares, mas a produtividade deve crescer quase 20%, com a produção indo para 6,7 milhões de toneladas.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

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PM prende 14 integrantes de quadrilha e recupera defensivos agrícolas roubados no Interior

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As ações de repressão a prática criminosa aconteceram nas cidades de Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso e Vera. – Foto por: PMMT

Do dia 31 de março a 04 de abril, a PM prendeu 14 pessoas envolvidas em quadrilhas especializadas em roubos e furtos de defensivos agrícolas em Mato Grosso. Cerca de 150 galões e centenas de fardos dos produtos seja líquido, granulado ou em pó foram recuperados pelos policiais militares. Treze armas de fogo foram apreendidas com os suspeitos.

As ações de repressão à prática criminosa aconteceram nas cidades de Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso e Vera.

Neste sábado (04.04), policiais do 14º BPM de Primavera do Leste recuperaram 70 galões de defensivos agrícolas líquidos e mais 75 kg da mesma substância na forma granulada. Os três suspeitos haviam invadido uma fazenda às margens da rodovia MT -130, rendido o funcionário do local e roubado os produtos. A PM prendeu três homens em flagrante transportando os galões do produto na caminhonete. Com eles também foi apreendida uma pistola 380 e 32 munições.

Em Rondonópolis, três ações pontuais desarticularam quase que simultaneamente uma quadrilha que atuava na área rural da cidade. No município, oito pessoas foram presas, mais de 74 galões de defensivos agrícolas e 5 kg de ureia foram recuperados. A polícia ainda apreendeu com os suspeitos nove armas de fogo entre rifles, espingardas, revólveres e munições.

Na quarta-feira (01.04), policiais da 14ª Companhia Independente de Força Tática da PM prenderam três suspeitos por roubo a uma fazenda no município de Itiquira. A quadrilha teria invadido a propriedade exigindo armas e produtos de valor. As vítimas acionaram a polícia por meio de um grupo de aplicativo de mensagem criado pela PM que aciona o serviço da Patrulha Rural.

Para deter o grupo os policiais seguiram os suspeitos na BR -364, que atiraram contra os militares, dando início a um confronto. O motorista perdeu o controle da direção do carro e os suspeitos sofreram um acidente. A Polícia prendeu os suspeitos e encaminhou o homem ferido ao hospital, já que ele ficou preso às ferragens. Com os suspeitos foram apreendidos um revólver, espingarda, 22 munições e a quantia de R$ 640 levados das vítimas.

Outra ação em Rondonópolis em repressão aos roubos e furtos de defensivos agrícolas e produtos de valor em propriedades rurais aconteceu no último dia 31 de março, em uma fazenda da região.

Proprietário de uma fazenda acionou a PM comunicando que haviam furtado defensivos agrícolas, ureia e outros produtos. Em diligências pela região os policiais identificaram rastros de um dos produtos nas proximidades do assentamento Carimã e sítios do local, a polícia encontrou todos os produtos levados do furto e prendeu os suspeitos em flagrante.

O comandante da Força Tática de Rondonópolis, tenente-coronel Gleber Candido Moreno conta que as três operações na região desarticularam as ações criminosas graças a aproximação da população da zona rural com a PM, por meio da Patrulha Rural.

“A Patrulha Rural utiliza a tecnologia via aplicativo de mensagem e GPS para reprimir as ações de roubo e furtos em propriedades rurais. A vítima nos aciona através do serviço da Patrulha Rural, os policiais buscam o local pelo GPS  e de imediato conseguimos pegar e deter as quadrilhas, recuperando todo o material.

Na quinta-feira (02.04), policiais de Sorriso em uma ação conjunta com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) também desarticularam uma quadrilha envolvida em roubo de defensivos agrícolas. Dois homens e uma mulher foram presos na cidade de Vera.

Um dos suspeitos confessou que iria se reunir com outros membros da quadrilha para organizar um novo roubo em busca de defensivos agrícolas em troca de dinheiro para custear despesas do grupo criminoso.

A polícia encontrou espingarda semi-automática, rifle, 40 porções de pasta base de cocaína e cinco camisetas com emblema da Polícia Judiciária Civil foram apreendidas na operação policial.

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CITROS/CEPEA: Maior oferta pressiona cotações da tangerina poncã

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Cepea, 03/04/2020 – No mercado de mesa, a maior disponibilidade de tangerina poncã limitou os valores da fruta na semana. Além disso, com o isolamento social da população, a saída de mercadoria foi mais retraída, segundo pesquisas do Cepea. De acordo com agentes, os mercados estão bem abastecidos, assim como as ceasas, que já recuaram as cotações a fim de escoar as frutas e reduzir os estoques. Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a de 27 kg, poncã tem média de R$ R$ 36,53/cx na árvore, queda de 13,5% em relação à anterior. A laranja pera também se desvalorizou nas praças citrícolas, conforme apontam pesquisas do Cepea, diante da restrição na demanda e do aumento na oferta de precoces. A média está em R$ 34,62/cx de 40,8 kg, na árvore, baixa de 3,2% em relação à semana passada. Já no caso da lima ácida tahiti, o cenário de demanda limitada voltou a pressionar os valores. Na média, a variedade é negociada a R$ 15,53/cx de 27 kg, colhida, queda de 12,5% em relação à semana passada. Vale ressaltar que a qualidade das frutas está satisfatória, uma vez que são provenientes de uma segunda florada e contaram com clima favorável para o desenvolvimento. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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