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Ações de FHC, Lula e Dilma foram “chave” no combate à fome no Brasil, diz ONU

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Marcos Corrêa/PR – 19.7.19

Presidente Jair Bolsonaro disse que fome no Brasil “é uma grande mentira”

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta sexta-feira (19), em café da manhã com correspondentes de jornais estrangeiros, que “passar fome no Brasil é uma grande mentira” , explicando que “não se vê gente pelas ruas com físico esquelético”  O capitão também atacou os antecessores no Planalto Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), desejando que, “se Deus quiser”, “não teremos mais pessoas” como os três ex-presidentes  na política.

As declarações de Bolsonaro surgem na mesma semana em que a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório anual sobre a fome no mundo. O documento reserva duas páginas para analisar a evolução do Brasil nos últimos 20 anos, destacando o papel de programas de combate à fome, redução da pobreza e da desigualdade social lançados justamente por iniciativa de FHC, Lula e Dilma.

“A persistente desigualdade e dificuldade no acesso a serviços básicos como educação e saúde são bem conhecidas no Brasil. De todo modo, nos anos 2000, a desigualdade caiu substancialmente, enquanto a economia do país cresceu 3,2% entre 1999 e 2014”, reportou a ONU . “O crescimento da renda familiar, combinado com sólidas e coordenadas políticas social, educacional, e para a saúde foram a chave para a redução da pobreza e da desigualdade no Brasil entre 2002 e 2014”, continua o documento.

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O relatório, desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), menciona três programas que ilustram o que seriam essas “sólidas e coordenadas políticas social, educacional, e para a saúde”: Fome Zero , Brasil sem Miséria e Bolsa Família.

O Fome Zero foi o primeiro programa criado por Lula em seu primeiro mandato, em 2003, e previa desde ajuda financeira a famílias pobres até a construção de restaurantes populares. Já o Brasil sem Miséria foi lançado em 2011, já no governo Dilma Rousseff. O Bolsa Família , embora tenha recebido esse nome já durante o governo Lula, em 2004, nasceu de medida provisória editada pelo antecessor do petista na Presidência, Fernando Henrique Cardoso.

“Fome Zero representou uma iniciativa chave do novo governo brasileiro em 2003. Ele transformou a segurança alimentar e nutricional em um assunto crucial para a estratégia social e econômica, e também introduziu a erradicação da fome à agenda política do País”, disse a FAO. 

“O Fome Zero e seu sucessor, Brasil sem Miséria , coordenaram vários programas em diversos setores: transferência de renda, merenda escolar, acesso à saúde, agricultura familiar, inclusão produtiva, acesso à água e saneamento básico, entre outras. Um desses programas é o Bolsa Família, o emblemático programa brasileiro de transferência de renda”, continua o relatório.

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“É estimado que a transferência de renda promovida pelo Bolsa Família seja responsável por 25% da redução da extrema pobreza e por 15% da redução da pobreza desde 2004”, finaliza o texto das Nações Unidas. 

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Horas após a declaração de Bolsonaro a respeito da suposta inexistência da fome no Brasil, o presidente recuou e reconheceu que “uma pequena parte dos brasileiros” passa fome. E voltou a criticar gestões anteriores: “Temos problemas alimentares no Brasil? Temos. Não é culpa minha. Vem de trás”.

Fonte: IG Nacional
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Mega-Sena acumula mais uma vez e próximo sorteio vai valer R$ 42 milhões

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iG São Paulo

Para concorrer ao prêmio da Mega-Sena, é preciso escolher pelo menos seis números entre os 60 disponíveis


A Caixa Econômica Federal sorteou neste sábado (24) as seis dezenas do concurso 2.182 da  Mega-Sena , que prometia pagar R$ 35 milhões. Confira abaixo os números sorteados:

19 – 22 – 39 – 46 – 47 – 59

Ninguém acertou os seis números do sorteio e levou o prêmio total. A quina foi acertada por 66 apostadores e cada um deles receberá R$ 46.519,40.

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Outras 5179 apostas acertaram quatro números e vão embolsar R$ 846,90 cada

O próximo sorteio da Mega-Sena  está previsto para acontecer na quarta-feira (28) e promete pagar R$ 42 milhões para quem acertar as seis dezenas.

Fonte: IG Nacional
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Pronunciamento de Macron sobre Amazônia irrita apoiadores de Bolsonaro

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Reprodução/Twitter/emmanuelmacron

Emmanuel Macron

Neste sábado (24), o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a “mobilização de todas as potências” em prol da Amazônia . Segundo ele, essa parceria entre os países é importante para combater o desmatamento e investir no reflorestamento. O pronunciamento foi feito antes da reunião anual da cúpula G7, que acontece neste fim de semana em Biarritz, litoral da França.

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O pronunciamento do presidente foi motivo de polêmica entre os apoiadores de Bolsonaro, que logo colocaram a hashtag #MacronLiar ( Macron mentiroso) nos Trending Topics do Twitter. “Vai cuidar do que lhe pertence! O Brasil cuida bem da floresta”, publicou um usuário, junto de uma foto da Catedral de Notre Dame em chamas. “Covarde, que não quer ajudar, só criticar”, disse outro. Confira mais tweets abaixo:

A cúpula G7 é composta pelas sete economias mais avançadas do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. “A Amazônia é nosso bem comum. Estamos todos envolvidos, e a França está provavelmente mais do que outros que estarão nessa mesa, porque nós somos amazonenses. A Guiana Francesa está na Amazônia”, afirmou Macron.

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No discurso, destacou que a Amazônia “é um tesouro de biodiversidade e um tesouro para o nosso clima, graças ao oxigênio que ela emite e ao carbono que ela captura”. O presidente da França comprometeu-se a defender o oceano e as florestas. “Temos que responder a isso de maneira concreta. Nestes assuntos, o tempo não é mais para palavras, e sim para ações”, disse Macron .

Fonte: IG Nacional
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