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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A popularidade do governo e do governante

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A pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que 40% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, subindo 11 pontos em relação à verificação anterior, de dezembro. O número de ruim e péssimo, nesse mesmo período, caiu de 38% para 29%. É o maior índice da gestão de Jair Bolsonaro, cuja avaliação pessoal elevou-se de 41% em dezembro, para 50% atualmente, número próximo aos 51% aferidos em abril de 2019.

Os números demonstram a força de Bolsonaro, mesmo com toda a carga de críticas, intolerâncias e revezes sofridos e da pandemia da Covid 19, que já matou quase 140 mil brasileiros e envolveu o presidente e governadores numa indigesta discussão político-administrativa. O alarido e as críticas – fundadas ou infundadas – não tiveram força para minar o prestígio popular tanto do governo quanto do governante.

No regime democrático, a crítica é admitida, desde que de fonte identificada e não constitua crime (pelo que o autor pode ser processado). A Oposição consciente é bem-vinda. Os que criticam construtivamente ajudam na correção de rumo e na colocação do pais na linha do desenvolvimento. Já os que criticam apenas por criticar acabam caindo no vazio da falta de credibilidade. A política mundial – inclusive a brasileira – vive um momento desconfortável. Afastados do poder ou inconformados com a perda das eleições recorrem a narrativas mentirosas (fake-news) ou a manifestações de intolerância contra os que obtiveram a maioria dos votos e têm a missão de governar ou compor as casas legislativas. Essa onda de “jogar futebol” com simulacros da cabeça do presidente ou de outras autoridades e pessoas para contra elas protestar, por exemplo,  é uma das ações de mais mau-gosto que se pode presenciar. Pregação da barbárie.

Se realmente querem fazer oposição, os adversários do presidente,  dos governadores e dos prefeitos devem, antes de tudo, deixá-los trabalhar e pelo menos tentar cumprir o que prometeram quando pediam votos para se eleger. Nada obsta criticar e sugerir medidas, mas jamais criar sinistroses culpando o governante de absurdos como fogo na Amazônia e no Pantanal, avanço da Covid 19 e outras fantasias que não se prova. Esse comportamento, em vez de prejudicá-los, pode transformá-los em vítimas e beneficiá-los, não se esqueçam…

Ser oposição, mais do que um legítimo direito, consiste no respeitável princípio basilar da democracia. Mas tem de ser inteligente o suficiente para não cair no ridículo e ainda beneficiar o alvo. Em vez dos protestos que nada fazem além do agito momentâneo, os que pretendem ser candidatos deveriam guardar suas forças para o período eleitoral. E os demais – especialmente artistas e desportistas – seriam mais bem sucedidos se evitassem tomar partido, pois lhes é mais lógico conviver bem com toda a população e não apenas com a parcela contra ou favorável ao governo. Em vez manifestação política, fariam melhor se, mercê dos seus talentos, aprimorassem seus trabalhos para atrair platéia, não precisando recorrer a dinheiro do cofre público para se sustentar.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

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Opinião

JORGE MACIEL – O crime eventual e as autoridades se fingindo de mortas

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JORGE MACIEL (*)

A balbúrdia provocada pelos recém-criados ‘institutos’ de pesquisas eleitorais em Cuiabá [às vezes Várzea Grande] promete deixar úlceras intensas com alto grau de interferência e infecção no processo eleitoral. A criação de instituto de pesquisas é normal e até salutar. Mas que sejam comprometidos com a ética e a verdade, que não pareçam estar à serviço de outrem ou que não nos deem a margem da dúvida para pô-los em xeque.

Enquanto recebem dinheiro dos interessados em comprar seus números, os proprietários desses núcleos de gente dedicados a produzir índices se esquecem que as pessoas com razoável capacidade de raciocínio não destinam o mínimo de credibilidade às suas planilhas e recortes.

Deveriam os promotores e juízes e eleitorais, até em respeito ao que ganham e ao que lhes é função, atentarem para esse tipo de crime e repelir a ofensiva antidomocrática.

Ao que parece direcionados pelos  interesses de candidatos e/ou mandatários, os números são bizarros e colidem com a própria realidade e com outras amostragens extraídas de institutos, se não mais sérios, pelo menos tradicionais e com certo índice de acertos históricos.

Enquanto essa “feira” está alojada com intuito de estimular os votos úteis, cujos índices são forjados ou na mentira,  contradição ou ficção planejada, o Ministério Público simplesmente se faz de morto, embora se saiba que depois de tantas e tantas, o MP é uma instituição que caiu no descrédito popular, com pouquíssimas chances de confiança diante do cidadão. No caso específico em que deveria tomar a inciativa para corrigir a manipulação grosseira e os rumos, o MP simplesmente asila o malfeito.

Nas últimas pesquisas exibidas, há enormes contrassensos, como por exemplo a soma de mais de 100% dos quesitos, índices de 1% para brancos, indecisos e nulos, juntos, o distanciamento nos números de um ao outro índice apurado e a própria extemporaneidade desses ditos “institutos”. Há cenários suficientes para uma ampla auditoria e investigação, que deveriam começar agora, antes que o sol das eleições raia e antes bem antes que os danos à democracia se materializem.

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(*) Jornalista em Cuiabá

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Exemplo de vida

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Vivemos momentos diferenciados, com o processo de globalização, processo este, que advém de um fenômeno do modelo econômico capitalista, o qual consiste na mundialização do espaço geográfico por meio da integração econômica.

Trocando em miúdos, esse processo nos permitiu dividendos econômicos, melhorias substanciais no padrão de vida, nos meios de produção, no avanço da medicina, que nos permitiu maior longevidade, e melhoria na qualidade de vida.

Porém, essa busca incessante pelos meios de produção, através do trabalho e objetos de trabalho, acaba criando entre as pessoas, competitividade exacerbada, busca por melhorias na condição de vida, através de um modelo estereotipado e marcado, pelo poder, pelo ter; isso acaba criando em algumas pessoas, uma disputa constante por uma curtida, um like nas redes sociais e por aí vai.

Não é regra, porém essa busca exacerbada pelas “benesses” do mundo moderno acaba criando uma disputa incessante, principalmente entre os jovens, pela aquisição de bens materiais entre os quais: um celular iphone ultra moderno, um tênis de marca, roupas caríssimas e por aí vai.

Essa busca incessante por melhor qualidade de vida (aparente), acaba aumentando substancialmente o número de suicídios principalmente entre os jovens, em um período de 28 anos, houve um aumento de 30% nos casos de suicídio, taxa maior, que a média das outras faixas etárias.

Paradoxalmente, a tudo que foi dito por mim na narrativa a cima; eis que recebo de um amigo morador da cidade de Chapada dos Guimarães distante 70 Km da capital, Rafael José de Siqueira Neto, que dirigiu a mim,       com os olhos lacrimejando e a voz embasbacada, reportando  um fato no mínimo inusitado.

Em suas andanças pela zona rural do município de Chapada dos Guimarães, ele disse emocionado ter conhecido  uma anciã com 106 anos, a senhora Laudelina Pires de Souza, mãe de nove filhos, incontáveis netos, bisnetos, trinetos e tataranetos, nascida em 25/06/1914, no vilarejo denominado Cachoeira Bom Jardim, distrito de água fria, distante 50 Km  da cidade de Chapada.

A dona Laudelina disse a ele emocionada, ter recebido do deputado estadual Elizeu Nascimento (DC), moção de aplausos, pelo seu exemplo de vida e determinação,  não apenas, por ter vivido de forma intensa, como  também, por passar  para as pessoas que a cercam e não são poucas, concelhos e lições de amor.

Parafraseando dona Laudelina, conforme narra Rafael Neto, “ela diz sorrindo, tenho prazer em viver e ajudar as pessoas, passando a elas um pouco da minha vida, que vivi com maior dificuldade, porém consegui chegar aos 106 anos, com disposição e lucidez, morando no mesmo local em que nasci, criando minha prole, dentro dos princípios éticos e morais”. Essa senhora deve ser vista, como exemplo de vida para as futuras gerações.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo  

 

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