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‘A baleia…’: Menina que viralizou sonha em ser cantora

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Laura durante apresentação no Museu do Amanhã
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Laura durante apresentação no Museu do Amanhã

“Sou cantora de ópera.” Assim se apresenta Laura Gabrielly de Araújo, de apenas 5 anos, cujo vídeo cantando a música infantil “A baleia é amiga da sereia” em tom lírico, numa apresentação escolar na última quarta-feira no auditório do Museu do Amanhã, no Centro do Rio, já soma mais de um milhão e meio de visualizações no Twitter. Até a noite de sábado, ela era um dos assuntos mais comentados do Twitter. A aluna do Pré-2 de uma escola da rede municipal em Realengo, Zona Oeste, se exibiu diante de colegas para quase 400 pessoas. Vergonha? Nenhuma!

“Senti muita alegria e amor no coração ao ver todo mundo batendo palmas para mim. Achei muito colorido”, disse a menina, filha única da professora de educação infantil Anna Paula Teixeira e do mecânico industrial e percussionista amador Daniel de Araújo. “Aprendi do nada”, diz a criança quando questionada sobre como aprendeu a cantar assim.

Depois de viralizar nas redes, Laura diz que quer ser cantora. Os pais ainda estão assustados com a repercussão. Mas a blogueira mirim, que já tem canal no YouTube e perfil no Instagram (@laura_gabi5), onde se apresenta como “cantora lírica em descoberta”, está em êxtase e sonha chegar a um milhão de seguidores no Insta. De quarta para cá, saiu de cem para mais de 2.500. A pequena faz questão de acompanhar tudo e saber o que falam a seu respeito.

“Queremos ver a Laura feliz. Vamos fazer o que for possível para ela conquistar o que deseja. Ela já tinha canal no YouTube e uma conta no Instagram, agora criamos uma no Twitter. Ela adora. Grava vários vídeos dizendo “boa tarde, galerinha, eu sou a Laula e estou aqui no meu canal”, ri a mãe.

A pequena escolhe o seu repertório; a música preferida é “Borboletinha”. E já mostra que o talento não é só com a voz. Mesmo sem ter tido aula, ela já toca o teclado que ganhou quando tinha 3 anos.

“Fui na loja, escolhi e aprendi a tocar. Na verdade, eu já sabia, assim como sabia cantar. Eu nasci assim”, diz a menina.

A primeira apresentação foi para diretores da rede municipal do Rio, em Sulacap. Em seguida, na quarta, foi com a turma do Pré-2 no lançamento do Rio Alfabetiza, programa voltado para reforçar a alfabetização de crianças e reduzir a desigualdade e a defasagem educacionais até 2024.

“Laura ofereceu um número lindo a um público imenso sem se intimidar. Os alunos mostraram não só talento, mas um trabalho pedagógico importante, de ensino da cultura musical, do clássico ao popular”, elogiou o secretário municipal de Educação, Antoine Lousao.

Músico e diretor do Instituto Musical Bittencourt, escola de música de Cruzeiro, São Paulo, Luciano Bittencourt acredita que Laura tem futuro no canto.

“Ela canta muito bem, imposta a voz para cantar. Para a pouca idade, define muito bem as notas, é muito afinada. Ainda é cedo determinar se ela é soprano ou contralto, mas o que dá para analisar é que ela é uma contraltina infantil.”

A família chegou a procurar aulas de musicalização infantil para Laura perto de casa, na comunidade do Batan.

“Existem algumas opções, mas são longe para a gente e ainda tem a questão de transporte e dos gastos. Os preços são muito elevados — diz o pai.”

‘Mãe, olha como eu sei cantar’ Laura acorda, faz refeições e anda na rua cantarolando. Em festas da família, dá show. Mas chamou a atenção há um ano, quando começou a entoar músicas infantis em tom lírico.

“Um dia ela acordou e falou: ‘Mamãe, olha como eu sei cantar!’ A Laura nunca tinha escutado uma ópera, não tinha referências. Quando voltou para o colégio este ano, as professoras perceberam seu talento e começaram a incentivar. Agora ela só canta assim, todas as músicas — conta a mãe, que canta para a filha desde a barriga: — Quando ela nasceu, fiz um vídeo cantando músicas que eu cantava na gravidez. Ela riu, gosta muito de música — diz Anna Paula, que chorou quando viu a filha no palco na quarta-feira.”

Depois que começou a usar o tom lírico, seus pais lhe mostraram vídeos do tenor italiano Luciano Pavarotti (1935-2007).O pai coruja diz que sempre soube que a filha seria uma estrela, mas não, uma cantora lírica.

“Ela nasceu com um dom e o está desenvolvendo. Sempre incentivei que se envolvesse com música, mas foi supreendente. Eu e toda a família somos fãs”, afirma ele, que dá suporte nos ensaios da filha.

O repertório da menina vai de “Brilha brilha estrelinha” a “Parabéns para você” — em inglês e português —, passando pelo sucesso “Baby shark” e até “Cidade maravilhosa”. Agora, Anna Paula já pensa numa música de São João para preparar a menina para a festa julina da escola, que deve ter um show de talentos:

“Vai que chamam ela para cantar! Ela pega a música fácil!”

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Margarida Bonetti poderia ter sido julgada no Brasil, diz advogada

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Policiais e curiosos em frente à casa onde Margarida Bonetti morou, em Higienópolis, bairro nobre de SP
Sofia Pilagallo – 04.07.2022

Policiais e curiosos em frente à casa onde Margarida Bonetti morou, em Higienópolis, bairro nobre de SP

Margarida Bonetti, a “mulher da casa abandonada”, poderia ter sido julgada, condenada e presa aqui no Brasil se as autoridades brasileiras tivessem aberto uma investigação contra ela até cerca de dois anos atrás. É o que afirma a advogada Lorena Bastianetto, presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais). Margarida é acusada de ter mantido, junto com o marido, Renê Bonetti, uma empregada doméstica brasileira em condições análogas à escravidão por 20 anos, nos Estados Unidos. Durante esse período, a vítima sofreu maus tratos e foi impedida de ir ao médico, o que fez com que ela desenvolvesse um enorme tumor.

No final da década de 90, Margarida veio ao Brasil, para o enterro do pai, e nunca mais voltou. Ela morou durante anos em uma casa da família em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, que se deteriorou com o tempo e adquiriu aspecto de abandonada. Renê, naturalizado cidadão americano, ficou nos EUA, onde foi julgado e condenado a 6 anos de prisão. A história rendeu um podcast, ainda no ar, produzido pelo jornalista Chico Felitti, da Folha de S.Paulo , que teve grande repercussão nas redes sociais.

Segundo Lorena, Margarida poderia responder judicialmente pelos crimes que cometeu tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. A grande questão é que, por não estar em território americano, ela não poderia cumprir a pena — apenas ser julgada e condenada. O Brasil não expatria seus cidadãos para serem julgados em outros países. A polícia dos Estados Unidos também não poderia entrar em território brasileiro para prendê-la, uma vez que isso configuraria abdução internacional. Portanto, a única alternativa para Margarida não ter passado impune seria ela ter sido julgada e condenada aqui.

“No Direito Penal, os crimes estão ligados à territorialidade. Isso significa que as autoridades que têm competência para punir uma pessoa são aquelas ligadas ao país onde ocorreu o crime. Essa é a regra geral. Mas há exceções. No caso de Margarida, há o chamado ‘elemento de conexão’, que é o fato de ela ser brasileira. Nessas circunstâncias, ela poderia ser indiciada caso se enquadrasse em três condições: estar em território brasileiro; o crime ser punível tanto aqui quanto lá; e ela não ter recebido uma espécie de perdão ou não ter sido julgada e cumprido pena lá. Ela se encaixa em todos os pré-requisitos, portanto, poderia ter sido julgada e condenada aqui”, diz.

O único empecilho, explica a advogada, é a questão da prescrição penal, ou seja, a extinção do direito do Estado de punir uma pessoa por determinada conduta. Há crimes que são imprescritíveis. Mas este não é o caso do crime previsto no artigo 149 do Código Penal brasileiro, que diz respeito à conduta de “reduzir alguém à condição análoga à de escravo”. O tempo prescricional desse crime é de 12 anos. Isso significa que, a partir do momento em que as autoridades brasileiras tomaram conhecimento do fato, o Estado tinha 12 anos para abrir uma investigação. Se levados em conta todos os crimes — tais como lesão corporal, tortura e até mesmo tentativa de homicídio —, o período passaria de 12 para 20 anos. Esse é o tempo prescricional máximo que a lei brasileira permite que um ou mais crimes podem somar, juntos.

“Acredito que o Estado tenha tomado consciência do fato por volta dos anos 2000, que foi quando o caso veio à tona na mídia. Portanto, as autoridades brasileiras tinham até 2012 para ter aberto uma investigação contra Margarida pelo crime do artigo 149. Se ela fosse indiciada por uma série de condutas — tais como lesão corporal, tortura e até mesmo tentativa de homicídio —, esse tempo aumentaria em 8 anos. Isso significa que, no limite, as autoridades poderiam ter aberto uma investigação contra ela até 2020”, afirma.  Tráfico humano  Nas redes sociais, usuários questionaram se Margarida Bonetti poderia ser indiciada ainda por tráfico humano, crime que a comunidade do Direito Internacional sugere que deve ser imprescritível. De acordo com Lorena, esta é uma possibilidade, ainda que remota. Mas, para isso, os autos do processo devem provar que a conduta de Margarida e Renê engloba todos os elementos que configuram tráfico humano. A ação precisa, por exemplo, ter como objetivo algum benefício econômico. Também precisa ficar provado que houve o chamado “dolo inicial”, ou seja, que o casal tinha, desde o início, a intenção de levar a brasileira a outro país para ser escravizada.


“Será que Margarida tinha realmente o dolo, a intenção, de escravizar a vítima no momento em que a levou para lá? No processo, consta que essa senhora já era funcionária dos pais de Margarida anteriormente — e, na casa desse casal, aparentemente não havia ilegalidade. Na década de 70, as funcionárias domésticas tinham muito menos direitos do que têm atualmente, mas, ainda assim, ela trabalhava lá de forma lícita. Além disso, Margarida e Renê tiraram o visto da vítima antes de os três embarcarem para os Estados Unidos — ainda que o documento tenha vencido em 1984 e não tenha sido renovado por eles. Isso não tem ‘cara’ de tráfico humano. Portanto, muito provavelmente, ela seria inocentada”, diz.  Margarida não está presa em uma cela, mas está “presa” no Brasil A advogada afirma que, mesmo sendo foragida do FBI, o Departamento de Investigação Federal dos Estados Unidos, Margarida Bonetti ainda pode praticar todos os atos civis regularmente dentro do Brasil. Ela pode, por exemplo, receber herança, comprar e vender imóveis, fazer viagens domésticas, emitir documentos, fazer declaração de imposto de renda e, inclusive, chamar a polícia para denunciar a poda supostamente ilegal de uma árvore — como, de fato, fez recentemente. Essa história é contada pelo jornalista Chico Felitti no podcast produzido pela Folha . Mas, segundo Lorena, existe algo que ela não pode fazer, se quiser seguir passando impune pelo que fez: sair do Brasil. 

“Margarida não está presa em uma cela, mas está ‘presa’ no Brasil. Se ela for para qualquer país que seja, ela perde a proteção que tem contra a expatriação e pode ir para a cadeia. O FBI pode pedir a prisão dela em qualquer lugar do mundo que não seja o Brasil”, diz.

A advogada explica que, em uma viagem internacional, no momento em que o passageiro escaneia o documento, a polícia de imigração tem acesso direto a listas de instituições internacionais, como a ONU e a Interpol, com nomes de pessoas procuradas. Se o nome de Margarida constar em qualquer dessas listas, ela pode ser presa imediatamente. Mas, de acordo com Lorena, Margarida provavelmente sabe disso. O que ela vai sofrer, no final das contas, são retaliações sociais.

“Margarida pode ser hostilizada na rua, pode não ser aceita em alguns lugares, ser convidada a se retirar. Mas, como regra geral, ninguém pode puni-la pelo que ela fez. Os crimes já prescreveram e ela está protegida contra a jurisdição americana em seu próprio país”, afirma.

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Fonte: IG Nacional

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Prefeitura de SP simplifica cadastro de entidades do terceiro setor

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Prefeito de São Paulo Ricardo Nunes
Wilson Dias/Agência Brasil – 17.03.2022

Prefeito de São Paulo Ricardo Nunes

A prefeitura publicou nesta quarta-feira (6), no Diário Oficial da Cidade, a  Portaria nº 45/22 , que regulamenta os procedimentos para operação do Cadastro Municipal Único de Entidades Parceiras do Terceiro Setor (CENTS) . O documento prevê o aperfeiçoamento das regras, ampliando a validade da certificação (CENTS) , passando de um ano para cinco; eliminando a exigência de apresentação de certidões negativas no momento do credenciamento, e trazendo precisão quanto a documentação a ser apresentada, entre outras.

Para Marcela Arruda, secretária de Gestão , esse é um grande passo da administração para a simplificação dos procedimentos com as entidades do terceiro setor. A Prefeitura possui aproximadamente 4.800 parcerias em várias áreas como Educação, Saúde, Assistência Social, Inovação, Tecnologia entre outras

Fonte: IG Nacional

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