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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Nós na geopolítica

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Trago neste artigo algumas considerações para a construção de um provável cenário do Brasil e de Mato Grosso frente ao mundo do pós-pandemia. Não é preciso muita adivinhação para constatar a clara possibilidade dessas colocações futuristas.

Primeiro é preciso admitir que o mundo que sai da pandemia do Covid não é o mesmo que entrou em 2020. Hoje já se considera que tudo evoluiu 10 anos em 2020 e 20 anos em 2021. Filosoficamente estaríamos em 2052. E o mundo sai da pandemia dividido, grosso modo, em duas vertentes: uma que produz e desenvolve tecnologias. Outro que desenvolve tecnologias específicas e produz alimentos, influindo na segurança alimentar global.

Nesse caso o Brasil caminhará na direção da segunda hipótese. Aliás, caminha bem. Na semana passada estive em Sergipe e na Bahia e visitei propriedades na zona rural.

Há, como em Mato Grosso uma revolução em andamento nos lugares onde reinava a estagnação. Detalhe: grandes grupos estrangeiros investindo pesado em fruticultura, agroindústria e em celulose. Terras subindo de valor em escala progressiva. Meu filho Fábio, que mora em Sergipe, disse-me que o fenômeno está em grande parte do Nordeste.

Na esteira da guerra da Ucrânia-Rússia, estão se formando tempestades novas. Boas e ruins.  Entre as boas estão as oportunidades do Brasil no mercado de abastecimento mundial de alimentos.

E junto a recepção de grandes investimentos do setor. A guerra está prevista pra demorar muito ainda. E quando acabar o mundo não será o mesmo.

Outro ponto positivo é que na nova engenharia da geopolítica do poder econômico, político e financeiro do mundo está a formação de novos blocos do poder mundial.

O que tento desenhar, ainda que superficialmente, é que nesse mundo que se transformou recentemente, as portas para o Brasil se abrem como um parceiro democrático e confiável para o mundo pós-pandemia. Daí a importância das eleições presidenciais no Brasil em 2022.  Elas trarão uma percepção de segurança jurídica para essa nova ordem geopolítica. Está sendo considerada a segunda eleição mais importante no mundo.

Uma provável renovação do Congresso Nacional seria muito bem vinda nesse ambiente. O Congresso brasileiro perdeu-se no fisiologismo histórico do mercantilismo político. Teremos pela frente nos próximos anos reformas fundamentais, redução do poder gigantesco do Estado. Moralização das relações entre os poderes da República.

É o caso de se esperar que o Congresso Nacional seja o grande transformador nesse equilíbrio, por conta da sua gama de poderes concretos. E o de moderador das forças políticas dentro da República. Até que se modifique ou reescreva a atual Constituição, tornando-a funcional e moderna.

Porém, o que se vê no parabrisa da eleição é a velha política sendo a velha política e repetindo a velha política. Se isso não mudar depois da eleição, é provável que em vez da inevitável pacificação nacional, tenhamos um grande caos conduzindo os poderes da República e retardando o Brasil diante do mundo.

Pior: perderemos mais uma gigantesca oportunidade frente a nós mesmos e ao mundo!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

 

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Opinião

TÚLIO FONTES – A nossa parte contra a Covid-19

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A vacinação contra a Covid-19 foi fundamental para estancar o pico de infecção e de mortes pela doença, continua sendo essencial e será sempre a melhor medida de prevenção. Quem se vacina, aumenta as defesas contra o vírus. Mesmo que seja infectado, desenvolve quadros bem menos sérios, com sintomas mais leves.

O alerta é necessário porque os casos positivos de Covid-19 continuam em alta em nosso estado, fomentados por pessoas que ainda não terminaram todo o esquema vacinal – que inclui tomar as três doses do imunizante.

Nos últimos 30 dias, os casos confirmados de Covid-19 aumentaram 534% em Mato Grosso e os falecimentos decorrentes da doença subiram 231% no mesmo período. Os números são da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que alertou ainda que 91% dos 101 pacientes internados em UTI’s são pessoas que não se vacinaram três vezes.

Fazer o ciclo completo da vacinação é uma ação de cuidado com a saúde não apenas do indivíduo, mas de todos ao seu entorno. Se você está vacinado, as chances de transmitir o vírus caem, assim como a probabilidade de você precisar de cuidados intensivos.

E não é falta de vacina. Recentemente, a SES informou que o estado de Mato Grosso tem 646 mil doses disponíveis, de diferentes fabricantes (Coronavac, Pfizer, Astrazeneca e Jansen).

Apenas com o avanço da vacinação foi possível voltarmos a uma normalidade relativa, em que podemos passear, visitar pessoas, participar de eventos e suspender a obrigatoriedade de usarmos as máscaras. Porém, com o incremento no volume de infectados, o sinal de alerta volta a ser acionado. Afinal, são 759.242 casos já confirmados em Mato Grosso, desde o início da pandemia.

Escrevo sobre isso porque ontem, após testar positivo para Covid-19, passou um filme em minha cabeça. O quanto amadurecemos como sociedade após a pandemia! Vimos os centros de pesquisa, a ciência, fazer a sua parte e, em tempo recorde, nos oferecer vacinas eficientes.

Se hoje, isolado em casa, em repouso e com sintomas leves, consigo tocar minhas atividades serenamente, é porque cumpri à risca as orientações. Me vacinei, meu sistema imunológico está forte. Embora ninguém esteja imune ao vírus, é um outro cenário que vivemos hoje. Estou em tratamento e no caminho para a recuperação.

O que não podemos é baixar a guarda. Ainda vamos conviver por um tempo com o ‘novo’ coronavírus. A quarta dose da vacina chegou para quem tem mais de 40 anos e é questão de tempo que a população seja novamente imunizada e, assim, protegida contra a doença.

Cabe a nós, cidadãos, fazermos, cada um de nós, a nossa parte. Prevenir, cuidar um pouco mais, nos vacinar: a melhor medida de saúde é fazermos o que for possível para minimizarmos nossos riscos de adoecermos. Esse é o caminho.

Túlio Fontes é advogado. Foi prefeito da cidade por duas vezes e hoje é suplente de deputado estadual.

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Opinião

MAX LIMA – Como saber se você está tendo um AVC

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Primeiro de tudo, o que é um AVC? O Acidente Vascular Cerebral ou derrame como é popularmente conhecido,  é um problema súbito nos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro.

Ele é causador de 68 mil mortes no Brasil e ainda é a principal causa de incapacidade.

Mas o que muita gente ainda não sabe é que cada minuto é fundamental para evitar que a doença seja fatal ou deixe sequelas irreversíveis. O atendimento ágil nas emergências especializadas é imprescindível para salvar ou garantir a qualidade de vida das pessoas.

Tipos de AVC

Ou é de origem isquêmica  ou  hemorrágica. A isquemia ocorre quando há uma obstrução ou redução brusca do fluxo de sangue, causando falta de circulação. A de origem hemorrágica é ocasionada pela ruptura espontânea ou traumática de um vaso, provocando o derramamento de sangue no cérebro.

Como identificar se estou tendo um AVC?

Muitos sintomas são característicos da doença. Fique atendo: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna (especialmente em um lado do corpo); dificuldade para falar e entender (problemas para articular as palavras); perda de visão e visão turva (especialmente em um olho só) ou visão dupla; tonturas, perda de coordenação motora ou equilíbrio e dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

Pessoas que estão tendo um derrame apresentam dificuldades em descrever ou explicar os sintomas. Para confirmar o AVC, faça um teste rápido. “Rosto, Fala, Braços e Horário” (chamado de RBFH).

Rosto – peça para a pessoa sorrir. Veja se um lado do rosto está inclinado ou aparenta estar dormente. O sorriso pode parecer descoordenado ou torto em um dos lados.

Braços – solicite que a pessoa levante os dois braços. Caso ela não consiga, ou se um deles cair, a chance de haver um derrame é maior.

Fala – faça uma pergunta simples, como a idade ou o nome da pessoa. Veja como sai a fala na resposta ou se há dificuldade em formar as palavras.

Horário – se a pessoa apresentou algum dos sintomas descritos anteriormente, procure atendimento de emergência (na rua, ligue para o SAMU, 192). Além disso, marque o horário para saber quando essas primeiras manifestações do AVC Saiba que essa informação é muito útil para a equipe médica adotar o tratamento mais eficaz.

Como evitar um AVC?

Assim como outras doenças neurológicas e cardíacas, o AVC tem vários fatores de risco que podem ser prevenidos e controlados. Vamos conhecer alguns relacionados com mudanças no estilo de vida.

Na alimentação, as principais dicas para evitar um AVC são optar pela redução do consumo de sal, gordura e álcool, com a adoção de hábitos alimentares saudáveis, ingestão de mais vegetais, frutas, legumes, verduras e carnes magras.

Outro fato importante: abandonar o sedentarismo e praticar regularmente uma atividade física de que você goste. Não se esqueça também de manter o peso corporal controlado, principalmente a gordura abdominal.

As chances de ter um AVC podem ser reduzidas drasticamente se a pessoa conhecer os próprios fatores de risco e procurar ajuda médica.

Visite seu médico e confira sua pressão arterial, o colesterol, a saúde do coração e o diabetes. Se fumar, é hora de largar o cigarro.

Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva, conselheiro do CFM, médico do corpo clínico do hospital israelita Albert Einstein, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso(SBCMT), Médico Cardiologista do Heart Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida , Saúde e Diagnóstico. CRMT 6194. Email: [email protected]

 

 

 

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