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5G enfrenta dificuldades em 17 capitais e deve atrasar ainda mais

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5G pode demorar a chegar ao Brasil
Unsplash/Jakub Pabis

5G pode demorar a chegar ao Brasil

Donos de smartphones mais modernos já veem, em seus visores, o símbolo do 5G como padrão de suas redes. Embora muitos acreditem que isso seja um presságio do que está por vir, ainda não é a tecnologia prometida para revolucionar a velocidade da comunicação. O país não tem, em ponto algum, a quinta geração “pura”.

Embora ela seja prometida para inaugurar em dois meses, ainda há muitas dificuldades no caminho. Por isso, técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)  já cogitam adiar em dois meses o prazo para o início da operação nas capitais. 

Leiloado no ano passado, o 5G ainda não está acessível em nenhuma localidade do país, de acordo com dados da Anatel. Ao mesmo tempo, as empresas enfrentam dificuldades para instalar a tecnologia em 17 capitais do país, segundo levantamento feito pelas operadoras de telefonia no início do mês.

Pelas regras do edital, as vencedoras do leilão (especialmente Claro, Tim e Vivo, as maiores operadoras de redes móveis no país) devem colocar no mínimo uma antena de 5G puro para cada 100 mil habitantes em todas as capitais até o dia 31 de julho deste ano.

Mas o prazo pode ser estendido em dois meses. Com 12,3 milhões de habitantes, por exemplo, a cidade de São Paulo precisará ter pelo menos 123 antenas de 5G neste ano.

As empresas devem oferecer o chamado 5G standalone (SA), ou o 5G puro. É uma tecnologia que oferece duas características fundamentais das redes móveis de quinta geração: altíssima velocidade e baixa latência (demora entre o envio e o recebimento de uma informação).

Essa versão é conhecida como “pura” por usar uma infraestrutura totalmente nova e dedicada ao 5G, sem aproveitar a estrutura usada até hoje pelo 4G. É esse 5G “impuro” que aparece nos visores dos celulares pelo país.

“É graças ao 5G stand-alone que a inovação nas redes de quinta geração poderá acontecer. O 5G SA tornará possível o desenvolvimento de casos de uso de baixa latência; viabilizará a conexão de milhões de dispositivos por quilômetro quadrado e poderá realizar a agregação de diversas portadoras de 5G. Essas características trarão velocidades muito maiores do que as que atualmente temos nas redes de telecomunicações que utilizam redes sem fio”, explica Wilson Cardoso, Diretor de Tecnologia para a América Latina da Nokia, uma das três maiores fornecedoras de equipamentos para o 5G.

Por enquanto, as empresas oferecem apenas o 5G DSS, uma combinação de frequências usadas no 4G que permite oferecer velocidades maiores, mas sem as mesmas qualidades da versão “pura”. Há 60 municípios com essa tecnologia, sendo acessada por 1,7 milhões de usuários, segundo a Anatel.

Enquanto não chega o prazo para a implementação definitiva de redes públicas de 5G, as empresas buscam driblar obstáculos para a instalação da tecnologia. O principal deles é a legislação restritiva de diversas cidades, que impede a instalação de um grande número de antenas.

No 4G, uma torre manda o sinal para um bairro inteiro, por exemplo. Já as ondas do 5G são mais curtas (quanto mais curta, maior a velocidade) e, por isso, serão necessárias dez vezes mais dispositivos.

Das 27 capitais, apenas nove já têm leis que permitem instalar os dispositivos em locais como alto de prédios e postes de iluminação pública, permitindo a implementação do 5G, de acordo com levantamento do Conexis, associação que reúne as empresas de telecomunicação.

Embora seja preciso instalar mais antenas, esses equipamentos são bem menores que as torres tradicionais de comunicação, o que afeta pouco a paisagem das cidades. 

O Ministério das Comunicações afirma que tem trabalhado apoiando as prefeituras para que reduzam barreiras sobre a instalação de infraestrutura necessária à oferta do 5G.

Leonardo Capdeville, diretor-técnico da Tim Brasil, diz que a empresa defendeu a adoção do padrão 5G standalone por acreditar que é o melhor modelo para o Brasil. Para a instalação, afirma, aguarda apenas a liberação da frequência pela Anatel 

“A operadora acredita que a chegada do 5G de verdade trará uma série de benefícios e soluções para a sociedade e para a indústria, sendo o mais relevante a habilitação do IoT de forma massiva e a geração de mais negócios e empreendimentos também em cidades inteligentes, saúde, educação, energia, logística e demais áreas”, afirma.

O cronograma da Anatel determina a ampliação do 5G todos os anos até 2029, quando será preciso atender 100% dos municípios, inclusive aqueles com população abaixo de 30 mil habitantes.

A Claro afirma que já lançou redes standalone em São Paulo e em Brasília na frequência de 2,3 GHz (que não é a principal frequência do leilão). A empresa diz que tem feito testes aplicados à indústria, agricultura, saúde e entretenimento “com excelentes resultados”.

“A Claro reforça que está plenamente preparada para a implantação do 5G Standalone na faixa de 3,5Ghz e, para isso, aguarda as liberações das entidades responsáveis. A empresa informa ainda que irá cumprir os prazos de implementação do 5G determinados no leilão realizado pela Anatel”, diz a empresa.

Já a Vivo afirma que dedica todos os seus esforços para antecipar o lançamento do 5G, usando a faixa de 2,3 GHz. Para tal, está adequando sua rede e, desde o início de dezembro de 2021, seus clientes podem experimentar o 5G DSS, inicialmente em algumas regiões de bairros das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Para a faixa de 3,5 GHz, principal ofertada pela Anatel, a Vivo diz que seguirá o cronograma pós-leilão e está pronta para cumprir com o que está no edital, contemplando a cobertura das capitais, prevista para julho deste ano.

Sem redes públicas disponíveis, operadoras de telefonia e fornecedoras de equipamentos focam na implantação das primeiras redes 5G com foco empresarial. São redes privadas e dedicadas a um cliente.

Nesses casos, a tecnologia é utilizada para conectar máquinas, veículos, dispositivos, sensores e trabalhadores num ambiente onde o alto desempenho e a segurança são críticos. 

“Cada cliente tem seu próprio plano de como vai investir e monetizar o 5G, mas alguns pontos são comuns. O 5G vai melhorar o desempenho de metas, apoiar novos negócios e automatizar indústrias em áreas como agricultura, serviços públicos, saúde e educação, entre outros”, afirma Rodrigo Dienstmann, Presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina.

A Huawei também tem aplicações privadas do 5G, como o projeto “Cidade 5G”, em Curitiba. “Um dos objetivos é mapear oportunidades para aprimorar a experiência dos usuários por meio do desenvolvimento de equipamentos, soluções sustentáveis como estudos de casos de aplicação da tecnologia 5G, de baixo consumo de energia e custo, e que mantenham a alta qualidade de entrega de serviços”, disse Gustavo H. Nogueira, diretor de vendas da Huawei.

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Windows 11 tem falha que pode causar perda de dados em PCs novos

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Windows 11 tem novo bug
Divulgação/Microsoft

Windows 11 tem novo bug

Nesta semana, a Microsoft reconheceu a existência de mais uma falha no Windows 11. Desta vez, o problema envolve um recurso de criptografia e pode causar perda de dados em computadores novos.

Sendo mais preciso, a falha pode atingir PCs e servidores com processadores baseados nas arquiteturas Ice Lake, Tiger Lake, Rocket Lake e Alder Lake. Entre eles estão alguns chips Intel Core de 10ª geração, bem como todos os processadores da 11ª e da 12ª geração.

Servidores também podem ser afetados. Isso porque, além do Windows 11, a falha envolve o Windows Server 2022. As versões anteriores desses sistemas — Windows 10 e Windows Server 2019 — estão imunes ao problema porque não contam com os códigos problemáticos.

Que códigos? Os sistemas operacionais Windows usam o SymCrypt, uma biblioteca de funções criptográficas cujo desenvolvimento teve início em 2006. Nos Windows 11 e Server 2022, o SymCrypt passou por algumas atualizações, razão pela qual ambos os sistemas tiveram que receber novos “caminhos de código” para usarem a biblioteca. É aqui que os problemas começam.

A intenção era boa

As tais atualizações incluem recursos para que o sistema operacional possa aproveitar as instruções Vector Advanced Encryption Standard (VAES). Como o nome indica, estas têm como base o conhecido padrão de criptografia AES.

De modo geral, instruções VAES servem para acelerar operações criptográficas. Mas o processador deve ser compatível com elas. Os mencionados chips da Intel suportam o conjunto de instruções AVX-512 que, veja só, inclui as especificações VAES.

Nos Windows 11 e Server 2022, o SymCrypt foi atualizado justamente para permitir que computadores com processador compatível possam aproveitar as instruções VAES. A Microsoft não dá detalhes, mas explica que os “caminhos de código” adicionados para esse fim podem causar perda de dados.

A falha só não é mais grave porque recursos avançados de criptografia no Windows 11 só costumam ser usados em aplicações corporativas. Em outras palavras, usuários domésticos devem ser pouco prejudicados.

Tem solução, mas…

Ela é um pouco confusa. Para as máquinas suscetíveis ao problema, a Microsoft recomenda a instalação de atualizações de segurança lançadas em 24 de maio ou 14 de junho de 2022.

Essas atualizações resolvem o problema, mas podem deixar o desempenho de alguns recursos mais lentos. De acordo com a Microsoft, a taxa de transferência de dados da unidade de armazenamento e aplicações baseadas no BitLocker e no Transport Layer Security (TLS) podem ser as mais afetadas.

Se isso acontecer, a companhia recomenda a instalação das seguintes atualizações, ambas liberadas em 23 de junho:

  • Windows 11: KB5014668
  • Windows Server 2022: KB5014665

Ou a instalação das atualizações liberadas em 12 de julho:

  • Windows 11: KB5015814
  • Windows Server 2022: KB5015827

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Xiaomi Mix Fold 2: smartphone dobrável é lançado por R$ 7 mil

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Xiaomi Mix Fold 2 é lançado
Divulgação/Xiaomi

Xiaomi Mix Fold 2 é lançado

A Xiaomi lançou nesta quinta-feira (11) seu novo smartphone dobrável, o Xiaomi Mix Fold 2. O modelo vem equipado com processador Snapdragon 8+ Gen 1 e câmeras avançadas feitas em parceria com a Leica.

Em relação ao seu antecessor, o Mi Mix Fold, o Xiaomi Mix Fold 2 é mais leve e mais fino. Aberto, o smartphone tem apenas 5,4 milímetros de espessura. O modelo pesa 202 gramas, contra 317 gramas da versão anterior.

O smatphone se dobra em formato de livro, assim como a linha Galaxy Z Fold, da Samsung. A fabricante sul-coreana lançou seus novos smartphones dobráveis , o Galaxy Z Fold 4 e o Galaxy Z Flip 4, nesta quarta-feira (10).

O Xiaomi Mix Fold 2 vem com Snapdragon 8+ Gen 1, o processador mais avançado da Qualcomm, além de 12 GB de memória RAM e até 1 TB de armazenamento interno.

O conjunto triplo de câmeras traseiras, produzido em parceria com a Leica, tem lente principal de 50 MP, ultra grande-angular de 13 MP e telefoto de 8 MP. A câmera frontal é de 20 MP.

A tela externa tem 6,5 polegadas, enquanto a interna tem 8 polegadas. Ambas têm taxa de atualização de 120 Hz. O smartphone vem com MIUI 13, baseada no Android 12, e 4.500 mAh de bateria, que tem suporte ao carregamento rápido de 67W.

Preço do Xiaomi Mix Fold 2

Por enquanto, o Xiaomi Mix Fold 2 é vendido apenas na China. Por lá, os preços praticados são os seguintes:

  • Xiaomi Mix Fold 2 com 256 GB de armazenamento – 8.999 yuan (cerca de R$ 6,9 mil)

  • Xiaomi Mix Fold 2 com 512 GB de armazenamento – 9.999 yuan (cerca de R$ 7,6 mil)

  • Xiaomi Mix Fold 2 com 1 TB de armazenamento – 11.999 yuan (cerca de R$ 9,2 mil)

Fonte: IG TECNOLOGIA

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